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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Poesia e fé

O meu irmão foi, durante muito tempo, a única pessoa a saber porque eu ainda não tinha filhos. Foi com ele que decidi partilhar o momento importante. Ele é louco por crianças. Sei que está tão ansioso como eu, que se saiba como isto está a correr. Tem-se preocupado comigo e exigido que seja uma rapariga bem comportada. Está sempre a relembrar-me do repouso que tenho de fazer. Hoje, mais do que isso, resolveu juntar um pouco de poesia e fé:
"A tua semente vai dar uma bonita flor. Acredita que sim. Tenho muita, muita fé. Um beijo"
[adoro o meu irmão]

Esperar

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Veio o tempo frio e regressou o anúncio que fez as delicias de muita gente no ano passado. Eu não fui imune no ano passado, mas talvez este ano esteja mais sensível ao mesmo. Ontem a semente foi colocada e no dia 11.11.2011 - não sou supersticiosa, mas a data agrada-me - irei saber se a semente germinou ou morreu. Entre os dois, torcemos que tudo corra bem, e saúde é o que mais pedimos. A bióloga disse também para termos fé; essa também é necessária. Ainda faltam duas semanas; nada mais posso fazer que esperar e repousar.
Esperamos que seja menina.

Problema em comum

No último mês cruzei-me com imensos casais com problemas de fertilidade. Uns com mais expectativas que outros. Uns segredam que esta será a última vez que tentarão; outros que, após dezasseis anos de tentativas, não querem nem sabem desistir. Irão fazê-lo quando lhe impuserem um basta. Uns falam com naturalidade, outros parecem ter segundos e terceiros planos já desenhados. outros remetem-se ao silêncio, como eu. Descobri que é melhor assim. às vezes, sentimo-nos diferentes de todos os outros. Porque o tratamento não está a surtir o efeito que faz nas outras pessoas, ou porque podíamos ter feito melhor. Mas existem pormenores que esquecemos. Mesmo que façamos tudo bem, a natureza fará a sua selecção. Nisto não podemos pôr a mão, nem há solução para esta variável...

A partir de amanhã

Estou a preparar-me para, a partir de amanhã, ficar pelo menos duas semanas de baixa médica.É a primeira vez que me acontece. Felizmente. Acho que vou escolher dois ou três livros e desforrar-me, já que a leitura tem ficado tão esquecida. Vou rezar e pedir que tudo corra bem. Este é o momento decisivo do processo e eu não quero estragar tudo. Prometo ser uma rapariga bem comportada.

a idade do céu

O título deste post é o da música que mais me tem acompanhado nas últimas três semanas. Hoje, antes de entrar para o bloco operatório, faltou-me calma. Pelo que me relataram, correu tudo bem. Mas isto são apenas resultados preliminares. Amanhã saberemos mais. O meu irmão e a minha cunhada andam a desejar com fervor que isto resulte em gémeos. Ainda não cheguei a esta etapa e já andam a sonhar com alguém (em dobro) que venha fazer companhia ao meu sobrinho G. Eu, acima de tudo, desejo que tudo corra bem. Isso é o mais importante. Vai correr? Claro que sim. Pode não ser já...

Não quero falar

As manhãs a faltar ao trabalho têm sido comuns nestes últimos dias.Coloco os dias de férias só para evitar ter de entregar as justificações do hospital no emprego. Nem sequer costumo dar azo a perguntas para ter de dar respostas. o que faço fora do trabalho não diz respeito a ninguém. As pessoas que estão numa situação idêntica à minha acham estranho que eu esteja a querer fazer sigilo do que ando a passar. O melhor que posso explicar às pessoas, é que contar lá no trabalho é o mesmo dar uma conferência de imprensa às revistas cor-de-rosa. O meu chefe - que é o meu patrão - seria incapaz de guardar um segredo só que seja. Se há gente que adora contar e alimentar fofocas é ele.Tem gosto em ser o primeiro a saber e a contar. A notícia espalha-se rapidamente. Se há coisas pelas quais não quero passar é o olhar inquiridor de toda a gente. Já me basta o que estou a passar.

o que tem de bom este outono

Talvez tenham acabado os incêndios. Apesar de hoje ter interrompido o almoço e ido a correr para o quartel, a chuva acalmou os ânimos e o fogo. Tenho-o de regresso a casa por umas horas apenas.
Com o fresco de Outubro que se começou a sentir, não se importa de partilharmos o sofá e a manta. Já não se queixa que tem calor. Gosto destas tardes de domingo com muito mimo. É isso que mais preciso agora.

das nossas reflexões

Temos o hábito  cá em casa, de tempos a tempos, de reflectir sobre a nossa vida. Não é discutir os problemas. Isso fazêmo-lo sempre que os há, de uma forma emocional. As reflexões não são tão emocionais; são vistas como uma sequência de slides projectados na nossa mente. Em cada um tecemos comentários críticos. O ponto de partida é sempre o mesmo. Começa há alguns anos atrás. Assumimos que a vida não foi fácil e onde não faltou o desemprego, a morte, a quase-loucura, a solidão. E descobrimos que poucas coisas poderiam ter sido diferentes Ontem assumimos que, nestes anos todos, não estaríamos prontos para esta fase que estamos a atravessar. Se em todas as outras vivemos para  os outros, esta é a fase que estamos finalmente a viver para nós. Estou feliz por isso.

De 3 em 3 dias

Já nem os fins-de-semana são de preguiça. Lá me levantei cedo para correr para o hospital. Esperar o próximo passo.
No fim, perguntei ao médico quais eram as possibilidades de sucesso, já que estamos a trabalhar com bases probabilísticas. Disse que ainda não sabe. que não pode dizer nada. volto na segunda. Volto na quarta.Isso já é certo.
há uma semana que vivo neste corre-corre e já o N. ou o R. da farmácia contam histórias de alguém que conhecem a quem o milagre aconteceu. Conheci-os na semana passada, quando tive de pedir o medicamento que me denuncia o problema. A senhora da secretaria do hospital sente-se contagiada pelo sorriso, e confidencia-me que conhece muitos casos de sucesso. A enfermeira que me picou duas vezes - da primeira, a coisa correu mal - também tinha a sua história para contar. Estes são os casos de sucessos. Os casos de insucesso conheço-os em cada sala de espera. Da boca daqueles que não estão ali na primeira volta da corrida.

Eu assumo

Que sou uma pessoa pouco interessante para a maioria das outras pessoas. e há casos que as afasto quase  inconscientemente.
Tudo isto porque não é habitual pôr-me a contar coisas da minha vida a ninguém. Ou quase.

é engraçado

No outro blogue, mesmo que não escrevesse nada, havia sempre gente a visitar. Neste, acontece exactamente o contrário. Confesso que gosto deste lado intimista dos começos. Por isso, não disse onde estava nem dei lugar a despedidas. É certo que não volto. Aqui é o sítio onde todas as minhas coisas parecem ter lugar.

o tema dos últimos dias

Lamento se me repito. Há sítios onde não vale a pena, sequer, tocar no assunto. Outros onde não o quero fazer. Porque uns não entendem. outros questionam. Não me apetece - nem me sinto no dever- de explicar a uns e responder a outros.

Mitos da maternidade

Há (muitas) pessoas - como o meu pai -  julgam que, para ficar de barriga cheia, basta tomar uns comprimidos, colaborar, e o milagre da vida acontece.
Se lhes mostrasse os braços e as contas de farmácia iria perceber que estão tão longe da realidade.
A acrescentar ao que eu já sabia, mesmo estando no sector público, muita gente desiste quando chega à farmácia.

Mais uma nódoa negra...

Não tarda, o meu frigorífico guarda mais injectáveis do que alimentos.
[Hoje foi o regresso ao hospital e outra bateria de exames. e gente carrancuda. Se fossem bons observadores perceberiam que há gente com coisas bem piores. Não é preciso ler o diagnóstico, porque lhes está estampado no rosto, e na ausência de cabelo. Voltaram a elogiar o meu bom humor e a gargalhada contagiante. Sábado, voltamos.]
Demos graças por estarmos vivos. amanhã começa outro dia.
A minha melhor amiga zangou-se comigo. Sei e sinto-o embora ela o negue. afinal somos demasiado parecidas e conhecemo-nos há demasiado tempo para perceber que isso aconteceu.
Bem sei que ela não tem grande sorte ao amor. Não se trata de fazer boas ou más escolhas. Simplesmente são as que parecem viáveis. Ela pensou em acabar com o namorado. Falou-me disso por diversas vezes. Não me meti no assunto, Disse-lhe que pensasse bem, acima de tudo sobre o que espera do outro lado e o que pode dar. Um dia destes, contou-me que ele a tratava mal. Embora não usasse de violência física, exercia grande pressão psicológica e maltratava-a, em frente de toda a gente. As pessoas assistiam a tudo e aconselhavam-na a deixá-lo. Ela foi dando o benefíco da dúvida já que gostava dele. Contou-me depois que lhe emprestara dinheiro, que pagava os cafés, as idas ao cinema, etc. Ela não é está cheia de  dinheiro (pelo contrário), e ele parece não se importar que ela pague.
Um dia destes, decidiu acabar com ele. Di…

Rica manhã

O senhor enfermeiro é contra o stress. O senhor enfermeiro gosta de fazer tudo com calma. O senhor enfermeiro diz que hoje é sábado e temos de ter calma. o senhor enfermeiro não percebeu que havia apenas uma análise para fazer, mas um batalhão delas. o senhor enfermeiro conclui que depois de picar o braço esquerdo, tem de pedir uma seringa maior e picar o direito. Logo eu, que não dava para drograda.

o medo que sinto

Vejo agora que, com a idade, perdi a coragem. Quando estive a primeira vez num hospital tinha nove anos. Fiquei sozinha porque o meu avô iria a enterrar no dia da operação. Não tive medo.
Aos vinte e poucos voltei ao hospital. Pensei que ia desmaiar quando me colocaram o soro. Apesar de incialmente recusar a presença de quem fosse, soube bem quando acordei com a minha mãe à cabeceira. Nesta última década, ainda não tinha voltado ao hospital. Amanhã irá começar uma etapa que me irá levar muitas vezes ao hospital e a residir por lá algum tempo. Já comecei a ter por lá gente conhecida.
Agora que estou crescida, a única coisa que não me sai da cabeça é o medo que sinto. Quando era criança era mais corajosa.

Hábitos do trabalho (1)

Aqui trabalha-se mais quando o patrão não está. Ele normalmente apela à converseta.

Hoje é um desses dias.

Google Reader

Não percebo porque é que aparecem posts que não são meus.
Começo a achar que as doenças do blogger são crónicas.

Medricas

A minha aversão pelas agulhas e seringas vem de longe. Desde miúda que fui massacrada com injectáveis e enfermeiras de mal com a vida. O coração passou a bater menos descompassado em cada injectável a administrar era já eu bem crescida. Três anos de vacina para alergias não me fizeram relacionar melhor com agulhas.
Não faço fitas quando tenho de análises de rotina. Não desmaio. Mas é coisa suficiente para não ter coragem para dar sangue.Sou uma cobardolas, eu sei.
Agora que vou ter de aplicar a mim própria o injectável, o medo voltou. Sei que se uma criança consegue manusear a "pen", eu também o conseguirei. Ando a tentar não pensar nisso.
Não dava para drogada.

Na era do iPhone

Nunca fui de correr atrás do último grito da moda em roupa, até nisso sou um pouco céptica. O mesmo acontece na área da tecnologia. Não percebo nada daquelas características chave para comprar um computador, um gps, um telemóvel. Digamos que vou um pouco por intuição. O conhecimento é praticamente nulo.
Se gostava de ter um iphone? Obviamente que sim. Porque os outros têm? claro que não. Há mais o que fazer ao dinheiro.Não é uma coisa que me faça falta. Eu não sou pessoa de achar que as aparências são o que mais conta. Pelo contrário. Ora aqui estão três boas razões.
Por isso, na semana que anunciaram a nova versão do iPhone 4, eu compro um Nokia. Há tradições que continuam a ser o que eram...

Pateta Alegre

Ando numa fase de "pateta alegre". Gosto que as pessoas me vejam assim; com um ar de quem está a ser enganada e não sabe.
Coitadinha! - Um dia destes quase lhes li nos olhos. Apeteceu-me responder-lhes  Coitadinha é a tua mãe. Mas não... esboço um sorriso e finjo que não sei de nada.
Quando já temos um objectivo traçado, não convém retirarmos os olhos dele. É isso que conta. Não podemos distrair-nos com manobras de diversão.

O desafio vai começar

Desde terça-feira que tenho os papéis. Bato com os olhos na pequena caixa que sei que vai andar comigo A curiosidade já me devia ter feito lê-los mas tal não aconteceu. Porque não me apetece estar a imaginar eventuais cenários. Sei que vou pôr-me a procurar termos médicos e farmacêuticos, e isso vai pôr o cérebro a funcionar, tendenciosamente para o lado negativo. Vou lê-los quando estiver a três dias das análises. Depois vou procupar-me com as agulhas, as faltas no trabalho, as esperas. Se houve coisa que prometi a mim mesma é saber ser realista. E isto inclui saber parar.

Mês de prevenção - Cancro da Mama

O gosto por sapatos e malas são o denominador comum a muitas mulheres. Somente algumas percebem que o cancro da mama também o poderá ser.
Se fizermos um pequeno exercício, percebemos que, mais depressa compramos um par de sapatos  (ou uma mala) que não precisamos - e é caríssima - do que nos tornamos sócias da Liga Portuguesa contra o Cancro. Verdade ou não?
Há alguns anos decidi tornar-me sócia. Obviamente que, o facto de o ser, não impede de manter a doença longe (também há quem pense assim). Ser sócia e intervir noutras actividades da Liga é um bom propósito para quem pensa que pode fazer a diferença, pequenina, mas será sempre uma grande diferença, na vida de muitas mulheres (e das suas famílias). Eu posso ser a próxima. Tu também. As coisas não acontecem apenas aos outros.
Para quem quiser saber mais: http://www.ligacontracancro.pt/
Realmente precisam daquele par de sapatos que acabaram de comprar?

Esta semana

Esta semana foi cheia de incêndios. Os que não vieram em Agosto, apareceram agora. Cruzámo-nos poucas vezes na cama e em casa. Mas afinal é por uma boa causa. Nem as três últimas noites não dormidas o põem abaixo.É isso que demarca a diferença de quem faz por obrigação e por gosto.
Tenho orgulho nele. Não sabe  quanto!

I´m in love

Confesso que este nascimento me está a dar muito gozo!
Vou abrir as janelas; no entanto,  há coisas que dificilmente alguém vai ler aqui. Há futilidades que simplesmente não cultivo.

os erros/falhas anteriores

Nesta fase, há erros que não devemos voltar a cometer. Ninguém gosta de ser copiado. Válido para as imagens e não apenas para os textos.
Seguidores é um campo que não faz falta e o contador é usado apenas por precaução. Nunca tive visitas indesejadas. Algum dia pode ser o dia.

Vai nascendo...

Ao contrário dos que já tive, este blogue vai nascendo com tranquilidade, com a serenidade de espírito que vivo.

Um dia temos de soltar as amarras, só temos de escolher o dia para nos libertarmos de vez. O dia em que estamos finalmente preparados.

Gosto desta languidez da construção.

estratégias de engate

Comprar um Labrador bebé [o cão] e ir passear com ele. Derrete mais as mulheres do quando vêem um homem cuidar do seu filho bebé em pleno centro comercial. Diz o meu irmão, com conhecimento de causa.
[as mulheres não resistem a este binómio força-delicadeza]

Mudança

Às vezes, somos o principal entrave à  mudança. Porque não percebemos que a principal mudança aconteceu em nós mesmos.

O sítio das coisas

De volta ao ponto de partida. Com a certeza de que é isto que quero.