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A mostrar mensagens de Janeiro, 2012

A esta hora...

Lembra-se uma doida - eu - de às onze e meia da noite fazer queques de chocolate e laranja.
Agora, caídinha de sono, beberica uma chávena de chá manga - pêssego e espera que os queques acabem de cozer.
às vezes, tenho ideias infelizes... principalmente, quando daqui a seis horas, terei de estar a pé para mais uma viagem, para mais oito horas de trabalho.

Está friiiiiiio!

Chegada ao escritório, começa o compeonato das temperaturas.

Quem dá menos?

[eu apanhei pelo caminho -1.5ºC ,mas quando cheguei à empresa já estavam 0.0ºC. manhã fresquinha.]

O senhor meu marido

Nas duas últimas noites tenho-me deitado bastante cedo. Tipo à hora do Vitinho. Tenho andado com um cansaço fora do normal. Logo eu, que costumo ter adrenalina, para dar e vender. O senhor meu marido anda ocupado em reuniões de queixinhas trabalho; chega tarde e a más horas e traz tpc a apresentar no dia seguinte. Reparou no meu comportamento e estranhou-o. Tenho andado sem forças para fazer sala, ou falar do trabalho. Verdade que me tem apetecido mais dar dois dedos de conversa de treta. Fariam milagres à alma.
Hoje ao chegar a casa, percebi logo que ele julga que estou  aborrecida com ele. O que não é verdade.
Os maridos das outras amaciam o terreno com jóias, casacos de peles ou simplesmente flores; para amainar as tempestades. O senhor meu marido para limpar a cara, resolve limpar o ecoponto cá de casa. Hoje foi um desses dias. acho que só tinha uma embalagem de leite e uma lata de conserva, no ecoponto. Forma estranha de se redimir quando, cá por casa, há tempestades. Desta vez não…

Deixem-me lutar. deixem-me viver

Imagem
Tenho muita coisa para dizer, mas parece querer ficar aconchegada no meu peito. Ontem, as palavras resvalaram num ou duas lágrimas que rapidamente sequei. Não quero afundar-me no pessimismo que parece crescer desordenadamente à minha volta. Não quero! Decidi-o, de uma forma resoluta, há algum tempo.

Há gente que prefere viver neste marasmo, nesta tristeza que nos querem fazer crer como se de uma religião se tratasse. Porque não havemos de lutar pela alegria?


[Frase vista no blog da Mari]

do entardecer do dia

Há dias que um abraço e dois dedos de conversa saberiam melhor que o melhor chocolate do mundo.

verbos deste vinte e quatro

Esperar. Perseverar. Investir. Manter. Lutar. Confiar. Rezar. Respirar. Mitigar. Levantar. Conceber. Nascer. Chorar. Rir. Conseguir.

AMAR, sempre.

mudanças visuais

Digamos que não é a mais sensual das imagens mas, por agora, gosto deste cabeçalho. tem um nadinha de sensualidade misturado com simplicidade. Gosto da mistura.

Por razões que desconheço [há uma que conheço: azelhice], não consigo deixar o link de onde retirei a imagem. Queria pô-lo logo abaixo da imagem.

Caixa de sugestões

Gosto de sensualidade e não de posses brejeiras a tocar o ordinário.

Procura-se uma imagem dessas que gosto, aqui para o cabeçalho deste blog. [isto está um bocadinho para o enfadonho, tipo pãozinho sem sal]

Janeiro de liberdade

Tenho andado mais feliz com o que me acontece em cada dia, com cada passo que dou.
Ando menos infeliz com o que ainda não aconteceu.

Ando a soltar outra parte de mim que eu mantinha agrilhoada. Gosto desta nova fase de liberdade. E já consegui tanto.

Momento (cultural) de Janeiro

Jorge Palma é bom. Mas também é preciso que esteja sóbrio.

[Não me arrependi de ter ficado até ao fim, porque sabia que ia valer a pena; não me arrependi de não ter reclamado o meu dinheiro de volta como alguns fizeram, na primeira meia hora do espectáculo.]

Primeiro objectivo cultural de 2012 cumprido. A pensar no próximo, em Fevereiro.

Segunda Oportunidade

Comecei a namorar com o meu marido a um dia vinte e quatro de Janeiro de há muitos anos atrás. Sempre tive o número vinte e quatro como uma espécie de amuleto. Se jogasse no Euromilhões, este seria, sem dúvida,  um dos números marcados no boletim. No ano passado, quando fui chamada para a primeira consulta de fertilidade, a confiança ficou reforçada por ser a um dia vinte e quatro, e curiosamente, do mês de Janeiro, dia de aniversário do meu primeiro beijo. Quando se quer ter um filho, e o processo se desenvolve numa data marcante, temos fé que aquilo é uma intervenção divina. Aquela espécie de compensação daquilo que o Universo nos tira. Como já falei aqui , são as coincidências a fazerem-nos ter/reforçar a fé. Absurdo, dirão alguns. Quando se quer muito ter, agarramo-nos a tudo. Queremos acreditar que é desta. No ano passado, o meu amuleto não me trouxe sorte. Não me trouxe o que venho esperando há algum tempo que aconteça.  
Todo este bla-bla-bla, para dizer a minha segunda oportunid…

Pedir empresta(da)do

No meu emprego é raro alguém pedir dinheiro emprestado. Quando muito, podem pedir uma moedinha para o café, mas até isso é raro. E devolvem. Basicamente, não há por aqui quem não tenha uns trocos no bolso. O mesmo já não acontece no emprego do meu marido. Ouço-o algumas vezes relatar em casa, que as pessoas passam grande parte do mês sem dinheiro. Pelo facto de ele andar com vinte euros na carteira, quase que o consideram um criminoso. Como se ele o tivesse ido roubar quando, na verdade, lhe saiu do corpo, isto é, resultado da poupança do seu salário. Em tempos, algumas pessoas apelidavam-no de rico por trazer dinheiro na carteira para os gastos. Curiosamente, são as mesmas pessoas que há pouco tempo lhe vieram pedir dinheiro emprestado. Agora, ficam muito caladinhos que nem uns ratinhos. A inveja é uma coisa tramada. E pessoas desorientadas também.
[Qualquer dia viramos banqueiros. Afinal, nem precisamos de um grande investimento. Ter vinte euros na carteira é sinal de riqueza, segundo…

acho que vou fazer

Sou uma apaixonada por fotografia. Que, como se sabe, não é sinónimo de ser boa fotógrafa. A fotografia seduz toda a gente, embora os motivos de sedução variem. Talvez por ser muito exigente em termos estéticos, demoro muito tempo a escolher uma foto para o blogue. Quando tinha o outro blogue, todos os meses achava importante escolher uma foto do mês para o cabeçalho. Não são apenas os textos que definem os nossos estados de espírito, mas também as imagens que escolhemos, com as quais nos identificamos.
Pela blogosfera fora, não faltam projectos de 365 vdias, 365 fotos. Esta ideia já é antiga, e repetida vezes sem conta. Por isso abandonei a ideia no início deste ano. pretendia todos dias tirar fotos a um momento/coisa que tivesse gostado. Agora, depois de ver este post voltou a vontade.
Há projectos velhos que são novos para mim. Eu preciso de renovações no acto de criar, de conceber enquanto outras concepções não acontecem.

estes já estão

O relógio biológico só distingue as horas, não tem calendário incorporado. por isso, não distingue os dias úteis dos restantes. foi ele que me permitiu acabar de ler o Filho de Mil Homens do Valter Hugo Mãe neste sábado. como depois das seis da manhã o sono me deixou, resolvi acabar as poucas páginas que faltavam. Demorei a lê-lo, também porque me pus a ler em simultâneo a Melodia Inesperada da Jodi Picoult. Este último de primeiras páginas muito intensas, porque relata um problema que conheço bem, não em demasiado, mas o suficiente para saber ler  dor em muitas palavras. A intensidade dilui-se depois numa história polémica.
O Filho de Mil Homens é intenso em todas as palavras, em cada uma delas. Digamos que as mastiguei lentamente e digeri com cuidado. talvez porque não estivesse habituada aquele tipo de escrita. Nunca tinha lido nada de Valter Hugo Mãe e este livro foi uma agradável surpresa.
Vamos ver se consigo cumprir mais uma das minhas resoluções de Ano Novo: ler, pelo menos, um …

Se quiserem vender a casa.

Tenho uma dica. Aliás, a dica não é minha.
Ontem, comentou-se cá no burgo que eu deveria ter ficado com um agradável cheiro na cozinha a propósito disto.
E alguém disse que um dos iscos para conseguir convencer possíveis compradores de uma casa é fazer um bolo antes da sua visita.
O melhor é pensarem duas vezes se o conseguem fazer e não o deixam queimar. Se não, duvido que haja quem queira comprar.

Atirar pedras- não faço pontaria

Há hábitos no meu local de trabalho dos quais não sou adepta. Aliás, discordo totalmente. Uma delas é o apredejamento público. No sentido figurado, claro está. Está prestes a acontecer. Ontem queriam que fosse eu a atirar a primeira pedra. Continuo a ser adepta do diálogo. Mas há quem ache que, com tortura em praça pública, a coisa funcione melhor. Não acho que se trate de lição nenhuma. A falar calmamente, em tom normal, e/ou em privado, acho a melhor forma de resolver as coisas. Será que é assim em todo o lado? Serei eu que estarei errada? Quero muito acreditar que estou certa. Gosto sempre de ver os dois lados da questão, e não tomar posições radicais. Não beneficiam ninguém.

Cheira a bolos

O facto de me ter deitado bastante cedo - estava cansada, não houve jogging para ninguém - fez-me abrir os olhos cedo. Cedíssimo. Assim, acabei por ir para a cozinha e resolvi fazer uns palmiers simples e outros semi- cobertos com chocolate suísso. Senti logo que a manhã estava bem fresca quando tive de os colocar à janela para arrefecerem. Afinal ainda teriam de suportar uma viagem de cem quilómetros. Era melhor que esfriassem rápido. Eram dez da manhã e já só sobejavam três ou quatro. Acredito que devem desaparecer durante a hora de almoço. serão comidos por quem recusou delicadamente com o argumento da dieta. Mas a mim não me enganam; eu bem vi os olhares que lhes lançaram.  Mais valia terem tirado logo um. Ou os que quisessem.

Introspecção e auto-crítica

O facto de estar nestas andanças da blogosfera há quase quatro anos já me devia ter desinibido de escrever fosse o que fosse. Nunca fui censurada pelo que escrevi, nem seria a censura que me impediria de o fazer.
Este blogue é o mais recente e a sua criação foi ponderada, e confesso que estou a anos-luz das emoções que expus no outro. A autenticidade permanece, tenho muitos mais silêncios.
Agora acho tudo o que penso escrever tão parvo, que me resigno a não escrever nada. E se assim é, volta-se a ponderar se abandone de vez a blogosfera e fique apenas como mera espectadora.

O valor que nos damos

Não vou dizer que estou curada, mas estou melhor. Muito melhor. Tive alturas que era a primeira a pôr-me abaixo, antes que alguém o fizesse e me fizesse sentir ainda pior. Foi mau? Sim, foi. Se bati no fundo? Também. Sei bem o que é sentirmo-nos menos que os outros. O processo de reconhecimento de nós próprios é lento, doloroso, e tem momentos que uma só palavra faz desabar a construção que andámos a cimentar.
As palavras da Marianne são um reminder para todos os que passaram por um episódio semelhante ao meu:
Para relembrar o que todos sabemos: a pessoa mais importante da nossa vida somos nós mesmos. É a nós que temos que agradar porque, no limite, nós somos as únicas pessoas que, de certeza absoluta, vão viver connosco até ao fim dos nossos dias. Portanto, por muito medo, muita insegurança, muitas pernas a fraquejar que tenhamos, há que não perder o norte e relembrar que sim, temos valor, que sim, somos capazes e que sim, valemos muito a pena. Sem precisarmos que ninguém no-lo diga.

Sei que ainda é cedo

Ainda só passaram cinco dias desde que o Ano Novo começou. Sinto-me muito satisfeita comigo. Três das minhas resoluções para 2012 estão a ser cumpridas de forma rigorosa. Já há alguns resultados. Motivação gera motivação.

Já pararam para pensar nas coisas boas?

No final do ano passado (2011) notei que as pessoas não desejavam umas às outras o Feliz Natal com a frequência que via antigamente. Nem com a alegria costumeira. Notei a mesma coisa, quando se iniciou o ano. Poucas desejam umas às outras um Próspero Ano Novo. Isto fez-me confusão, deu-me até que pensar. Parece que as pessoas já não sabem viver com menos, que não sabem improvisar. Que os Natais têm de ser faustosos, e a entrada no Novo Ano tem de ser algo cheio de euforia e grandiosidade. Pergunto-me como conseguiriam viver as pessoas antes. Parece que sempre se "viveu `a larga"  de tal forma que não se consegue prescindir de nada.
As pessoas vivem mergulhadas num tal pessimismo que não conseguem perspectivar bons momentos. Mesmo os mais optimistas acabam contagiados pelos estados sombrios dos outros. Curiosamente, nos momentos piores que tive, fui mais optimista que nos momentos bons. Não sou das pessoas que apregoam "podia ser muito pior" mas ganho uma espécie de …

está decidido

Sou uma pessoa emocionalmente agarrada às coisas. Nada tem a ver com ser "unhas de fome". Quase tudo o que guardo tem uma história para contar ou me traz boas recordações. Sou pegada aos bens materiais pelo significado emocional que contêm. Claro que há também aquelas coisas que guardo porque julgo que um dia me farão falta. E há uma quantidade diminuta de coisas que guardo, não porque goste delas mas porque tenho receio de magoar quem mas ofereceu, quando se apercebesse que me tinha livrado delas
Passei a última semana do ano (e de férias de 2011) a tentar livrar-me das minhas tralhas não emocionais. Isso incluiu resmas de papel de assuntos antigos ligados à empresa, mas ao meu antigo cargo. Há algum tempo que decidi que tenho muito mais para dar do que estar sentada a uma secretária, a fazer algo que não me dá prazer. E comecei a conseguir livrar-me das ligações emocionais ao emprego. Aquelas que me têm impedido de decidir o que realmente quero fazer da vida.
Se até há pouco…