quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Já pararam para pensar nas coisas boas?

No final do ano passado (2011) notei que as pessoas não desejavam umas às outras o Feliz Natal com a frequência que via antigamente. Nem com a alegria costumeira. Notei a mesma coisa, quando se iniciou o ano. Poucas desejam umas às outras um Próspero Ano Novo. Isto fez-me confusão, deu-me até que pensar. Parece que as pessoas já não sabem viver com menos, que não sabem improvisar. Que os Natais têm de ser faustosos, e a entrada no Novo Ano tem de ser algo cheio de euforia e grandiosidade. Pergunto-me como conseguiriam viver as pessoas antes. Parece que sempre se "viveu `a larga"  de tal forma que não se consegue prescindir de nada.

As pessoas vivem mergulhadas num tal pessimismo que não conseguem perspectivar bons momentos. Mesmo os mais optimistas acabam contagiados pelos estados sombrios dos outros. Curiosamente, nos momentos piores que tive, fui mais optimista que nos momentos bons. Não sou das pessoas que apregoam "podia ser muito pior" mas ganho uma espécie de ímpeto para pensar que tudo irá correr bem.

Após o tratamento, em Outubro, li qualquer coisa sobre tomar nota de algumas coisas boas que nos acontecem. Achei uma certa piada à ideia de criar um pequeno livro com acções de graças conquistadas em cada dia. Soava ao estímulo para não me deixar levar pelo pessimismo. Achei que devia pôr isso em prática em 2012. No entanto, achei que precisava primeiro de ordenar as minhas ideias. Tornar-me mentalmente mais coerente.
Mais tarde encontrei este capitulo num blogue giríssimo , que me fez acreditar que a ideia de ter um diário de gratidão não era assim tão disparatado. Ontem voltei a ler sobre o assunto, por coincidência, neste blogue.

Mas ontem já tinha o caderno escolhido, forrei-o com uma folha de calendário de 2011 que tinha uma imagem gira, e comecei a preencher a minha primeira folha. 
Normalmente, damos demasiada importância ao mal que nos acontece. Afinal, este caderno da gratidão não será a melhor forma de relativizar?

Podem chamar-me doida por ter um caderno de acção de graças. Olhem só o que me importo com isso. Vá de retro, pessimismo!

4 comentários:

  1. Acredita, com o PDI e o facto de o ser humano só ter tendência de lembrar aquilo que é mau, não é nada má ideia!

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  2. Acho uma ideia excelente essa do livrinho. Quem sabe não farei um também!
    Tal como tu sempre fui pouco otimista, mas creio que a vida me ensinou a ser mais e a relativizar todos os problemas. E afinal, sou muito mais feliz agora :)

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  3. S.o.l,

    às vezes, precisamos ter a noção que temos coisas boas na vida, em lugar de falarmos sempre de coisas más.

    Vamos ver como resulta a ideia. Tentar não custa.

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  4. Sara,

    Não custa tentar.

    Também já comecei a aprender a relativizar. Só tenho de treinar mais o optimismo!

    Beijinho

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