segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

e agora?

O meu amor está de volta depois do grande susto que tivémos com o meu sogro. Foram os abraços longos e apertados como se já não nos víssemos há largos meses. Afinal, foram cinco dias que mais pareceram cinco anos.

Nós andamos preocupados com o futuro, já que não consentimos que o meu sogro volte a ficar sozinho. Ele, ainda nos cuidados intensivos, fala em voltar para casa, que está bom, acha que o cateterismo o torna imune a um novo enfarte. Ainda tem o descaramento de dizer que já se safou desta, e que a seguir vai cavar o quintal e comprar galinhas. Faz o meu marido sair do sério. Sabemos que ele é homem de muita fé, mas ele que não  se estique muito já que não sei se da próxima vez haverá Pai Nosso ou Avé-Maria que o safe.
Acha-se autónomo e que se sente bem capaz de tomar conta de si próprio; nós preferíamos que vivesse com os filhos, ora aqui, ora na minha cunhada. Ele responde era o que faltava. A cunhada não diz, mas pensa era o que faltava. Ela continua  a ver o pai como um homem novo, mas na verdade o BI dele diz que os oitenta e três anos chegam já em Julho.

Não está fácil resolvermos o problema; o marido anda arreliado com a situação e a minha cunhada preocupa-se pouco (já vi isto acontecer quando a minha sogra ficou doente). Temo que não vá ser fácil. Acho que também me vou aborrecer, porque não sendo filha acabo por achar que tenho obrigações. Se há coisa que me custa é ver as pessoas de idade descuidadas pelso familiares.

4 comentários:

  1. É muito triste mesmo, espero que tudo se resolva pelo melhor, pelo menos ele tem o teu marido e tu que se preocupam! As melhoras!

    Beijinho

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  2. Niki,

    Acho que é nosso dever preocuparmo-nos. As pessoas não devem ser desprezadas e menos ainda estando doentes.

    Não me sentiria bem com a minha consciência se não tentássemos resolver isto sem prejuízo das partes.

    obrigada pelas melhoras.

    beijinho

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  3. O teu post fez-me sorrir lágrimas de amargura. Sabes que são todos iguais. O meu pai (devido ao cancro) fez muitos AVC e poucos dias antes de piorar estava eu nos cuidados intensivos com ele a insistir que este ano não poderia plantar batatas nem nada ou qual ele sorria porque não ia fazer nada do que eu lhe dizia...

    Eu sei que chateia porque só queremos o bem deles, mas por outro lado é assim que eles se sentem bem e vivos! E úteis. Por isso, acompanha-o e apoia-o. Tenta que ele não abuse mas não tente fazer com que ele pare, porque com uma certa idade parar é o mesmo que morrer.

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  4. Dina,

    Nós sabemos que, para ele, parar é morrer, mas pedimos algum bom-senso; pelo menos, deve resguardar-se alguns dias. anda a fazer-se forte é o que é.

    Beijinho

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