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Males de inveja - acreditar ou não?

Quando era miúda abundavam uma espécie de pessoas que praticavam medicina popular. Hoje em dia, não ouço falar de ninguém que o faça lá na aldeia. Haviam os que curavam de males físicos, como entorses, ossos fora do lugar, ou até constipações. Depois, os mesmos ou outros, podiam curar dos males psicológicos. Havia quem lhes chamasse males de inveja.
Segundo estes curandeiros, parece que era/sou muito afeita aos males de inveja. Sem que ninguém lhes pedisse, lá procediam a uns rituais de me aliviar a carga negativa que os outros me lançavam. Não posso dizer se acreditava ou não. Era miúda, e o lado místico destas coisas podia ter o seu efeito mágico, não o nego.Quando não sabemos explicar, somos seduzidos por explicações rocambolescas.
No presente, como pessoa das ciências exactas, acho que as coisas acontecem por explicação científica e não porque o universo conspira contra nós. Quero acreditar que a mente das pessoas não tem o poder de nos fazer mal. Quero acreditar que há explicação para o que me está a acontecer, mas não posso deixar de me lembrar do veredicto da medicina popular dos meus tempos de miúda. É incontornável, quando desejamos tanto uma coisa que não acontece e tem tudo para acontecer. No entanto, continuo a não querer dar crédito à crença mística dos outros.
É vulgar falarmos em que nos rogam pragas quando nos acontece algo de mal; fazêmo-lo instintivamente, da mesma forma que dizemos graças a Deus - mesmo os que são ateus. Continuo a acreditar que os acontecimentos não resultam de males de inveja porque, por aqui, não há nada para invejar. E se o fizerem , pratiquem o bem aos outros e não desejem o mal a ninguém.

Há quem use a expressão: Desejo aos outros, o dobro do que me desejam a mim. Será que estão a falar na inveja e nos seus poderes?

Comentários

  1. Eu também gosto de pensar que há explicações para tudo, mas já vi coisas sem explicação e fiquei na dúvida. Curiosamente, ainda ontem falei sobre este assunto com uma amiga.

    Beijinho*

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  2. Sofia,

    Possivelmente há coisas que nos ultrapassam. mas parece que, afinal, devemos ser só nós a pensar sobre isso.

    Beijinho

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  3. É um tema controverso e não tenho uma opinião definida sobre o assunto. Acredito sim que somos, enquanto seres humanos, energia. E há pessoas com energia positiva e boa e outras que têm uma aura mais negra. E acredito que isto influencie os outros...

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  4. Dina,

    Acabo por não ter, também, uma opinião definida. E como tu dizes somos energia. Já dizia Lavoisier: nada na natureza se perde, tudo se transforma.

    quando convivemos com pessoas pessimistas é natural que sejamos afectados por isso. e com as optimistas, idem.

    mas o que eu falo, é daquelas pessoas que, segundo dizem, basta um olhar para nos fazerem mal. Será que é mesmo sim? O olhar de inveja pode fazer-nos mal?

    beijinho

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  5. Não sei bem como responder. Se há dias em que acho que sim, que existem pessoas capazes de tais acções, há outros em que me convenço que tudo não passa da nossa imaginação e que as coisas nos acontecem por uma razão, mesmo que não a percebamos de imediato.

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  6. Carla,

    parece-me que isto é tão controverso, que ninguém sabe muito bem em que acreditar.

    beijinho

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  7. Ora cá está uma coisa em que não acredito nem deixo de acreditar.

    A verdade é que temos uma tia que faz essas rezas (chamamos quebranto ?!) sempre que sabe que estamos 'em baixo' e quase sempre nos dá um feedback do género 'ai, que estavam carregadinhos' (de mau olhado entenda-se).

    E pronto, seguimos a nossa vida...

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  8. Eu acredito que haja pessoas com uma aura tão negativas que tenham o poder de nos afectar negativamente. Se lhe quisermos chamar mal de inveja que seja :)

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  9. Paula,

    por aqui também se chama "curar do quebranto".

    essa tua tia ainda é das poucas pessoas, que ainda sabe dessas rezas. Sabes, é como costumo dizer: mal também não deve fazer.

    Obrigada pela visita

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  10. Dina,

    Seja lá o que se chama, ou o que lhe chamam; parece que nos prejudica, e isso nada tem de bom.
    Assim, devem exisitir pessoas mais susceptíveis de serema atingidas que outras.

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