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quando os anos (afinal) pesam

Ao contrário das minhas colegas mais velhas, não costumava ter problemas em lembrar que ficaria um ano mais velha, quando chegasse o dia de aniversário . Não me pesam as rugas nem os cabelos brancos - muitos, e ultimamente parecem uma praga- que já tenho. Nunca pensei no assunto como se caminhasse para a velhice. nunca achei que ficar mais velha me impedisse de fazer tudo quase tudo o que sempre fiz. (os meus joelhos já se queixam de artrite reumatóide, não se trata de uma questão de idade, mas genética).

Dizem que o que interessa não é a idade física mas sim a mental. Até há pouco tempo pensava o mesmo.Fui acreditando, e em muitos objectivos isso ainda se mantém. Perante o cenário de insucesso dos últimos meses, a idade começa a ser um fardo pesado para quem quer ser mãe.  Este é um problema a acrescer a outros, que me deixa (mais) incapacitada de ser optimista. Cada caso é um caso, eu sei, mas tenho de contar com todas as variáveis. Quando o corpo nos começa a pregar partidas - ainda estou à espera que ele se resolva- pensa-se tudo. Afinal, já não sou nenhuma menina... nem caminho para nova!

[quando isto começa a fazer parte dos nossos pensamentos o dia inteiro, é difícil evitar falar neste assunto. e eu estou a dar em doida com isto. Nunca pensei que fosse possível.]

Comentários

  1. Um abraço em silêncio.
    Estou por aqui...

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  2. S.O.L,

    Sei que sim. Obrigada.

    Isto está a tornar-se uma paranóia, eu sei.

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  3. Não é paranóia... é legitimo e compreensivel.

    Além disso, este é o teu espaço. Isso diz tudo..

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  4. S.o.l

    Eu, que sempre achei uma tolice as pessoas escreverem alguns textos sobre TPM e coisas relacionadas, e aqui estou eu quase a a fazer o mesmo... Estou desesperada por causa de tal nunca ter acontecido, e não acho que a ansiedade fosse motivo para acontecer- agora que eu preciso que venha, nada!!!!

    Depois começam as buscas para explicar isto, e se já aconteceu a alguém. Isto de agora se googlar por tudo e por nada, e obter respostas já me levou a este desepero.
    Claro que depois começa o pessimismo a ganhar terreno. Já viste a minha vida?
    Acho que tenho mesmo de ir ao médico. Mas que lhe vou dizer?

    Desculpa, é mesmo o desespero a falar...

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  5. Vais dizer-lhe o que nos dizes aqui... vais desabafar.

    Mas tudo isso é normal... o googlar, a procura de respostas, o desespero a crescer, o pessimismo.

    E é em tudo isto que ele te vai ajudar, com mais sabiência que nós, a vencer, a ultrapassar, a conquistar.

    Tu tens que estar fisica e mentalmente bem.

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  6. S.o.l,

    Ando seriamente a pensar nisso.

    bjs

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  7. Hoje os meus também andam pesados :)
    Pela primeira vez apeteceu-me ter menos uns quantos e a inconsequência deles.
    Besitos

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  8. Também tenho pensado nisso, a verdade é que enquanto andamos ocupadas a investir nos estudos e no trabalho, ninguém nos diz que depois ter filhos será tão mais difícil. Mas também não acho que podia ter sido de outra maneira, ou temos vontade de ser pais ou não, não é algo que deva forçar. Temos é que nos manter positivas e acreditar que o nosso dia vai chegar, mesmo que pareça que a espera é eterna.
    Um abraço cheio de força!

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  9. Lemon,

    A Pdi tem dias que faz estragos!
    Espero que isso ande melhor hoje!

    Bjs

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  10. Mabel baby,

    Obrigada pelo teu abraço.

    A minha vontade de ser mãe não é recente. Nem as tentativas. Sempre pensámos que acontecesse naturalmente. Acreditámos demasiado que seria possível. O processo de tratamento de fertilidade começou há dois anos, mas no público isto é moroso. Portanto, só poderemos contar que verdadeiramente começámos tudo em Outubro; mas com isto tudo, o tempo foi passando e agora sinto-me a caminhar para o fim do prazo de validade.

    ainda acredito (na maior parte dos dias) que vamos conseguir. dou força também a quem começa a desesperar.

    vamos conseguir! Vais ver.

    Beijinho

    ResponderEliminar
  11. Alice, tenho estado a saltitar pelo teu blog e a ler o que escreves. Tenho estado a adorar. Neste post não resisti a comentar. Tu nem imaginas como eu me revi na parte final do teu texto. É que me encontro a sentir o mesmo do que tu e a recear as mesmas coisas. E se calhar com a agravante da minha médica me ter encostado à parede e me ter dito que teria de ser agora.
    Espero que consigas a breve trecho realizar essa tua vontade.

    Beijinhos

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