segunda-feira, 21 de maio de 2012

coisas que não valem a pena

Não é possível cortar para sempre com tudo o que nos liga a pessoas que pensam verdadeiramente como nós. Acabamos sempre por voltar a estar de acordo nalgum ponto. Com os que pensam de maneira deveras contrária à nossa é baldado o esforço para manter algum acordo, porque acaba sempre por se desfazer.
Goethe

Sou Era uma pessoa de fácil afinidade; no entanto, com as desilusões aprendi a ser mais acanhada, a conter mais as palavras, a cultivar mais silêncios. De vez em quando deixo-me cair na tentação de abrir uma brecha, da qual os outros se apoderam até me deixarem vulnerável. Fico pegada às pessoas por tão poucas razões - porque gosto delas , porque passei a querer ignorar que me hão-de magoar, como todas as outras [a maioria delas] já o fez . O pior é que [na maioria das vezes] descubro que voltei a cometer o erro de acreditar que desta vez seria diferente. Torna-se cada vez mais dificil acreditar que a amizade é o que deveria ser: desinteressada.

Ou os conceitos mudaram, ou sou eu que não me moldo às mudanças comportamentais  bruscas dos outros. às vezes (demasiadas) penso que sou eu...


7 comentários:

  1. Infelismente acho que foram mesmo os conceitos mudaram...

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  2. querida Alice em resposta a este post e ao seguinte que não permite comentar: (a ver se não me esqueço de tudo o que quero dizer) Já diziam os antigos e com toda a razão: não agradamost gregos e a troianos, só faz falta quem cá está, se tás mal muda-te, etc. a culpa não é tua. pára de te diminuir. é certo que as pessoas estão cada vez mais "cabras" mas isso não quer dzr que seja por nossa causa, mas sim porque a humanidade se degrada de dia para dia. posso saber a tua idade? vais ter decepcoes destas e outras ao longo da vida mas também vais encontrar pessoas maravilhosas e viver momentos que te vão durar uma vida. não esperes demasiado para não caires em grande. mas também não fiques incrédula perante a vida porque as pessoas não são todas iguais. Nunca ninguém corresponderá a 100% as nossas expectativas tal como nós não correspondemos as dos outros. Ja perdi pessoas a quem dei muito, por quem arrisquei a minha vida e hoje penso: não vos perdi, livrei-me sim da merda que vocês são. e a culpa não é minha! hoje desprezo e tenho pena dessas pessoas. mas não deixei de acreditar que há boas amigas, boas pessoas, porque uns me falharam. eu não deixo de sonhar! um beijo e um abraço apertado

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  3. carla,

    Depois de ontem, acho que o problema é mesmo meu. Se calhar as coisas sempre foram assim e eu nunca quis ver.

    Beijinho

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  4. Belle,

    não agradamos a todos, bem verdade!. Tenho muita noção disso, ou estaríamos sempre incomodados a pensar nisso.

    As decepções que a vida me deu, ensinou-me a ser cautelosa. A maioria das pessoas que se foram aproximando fizeram-no por interesse próprio, e não por interesse comum. Não escondo aquilo que sou nem faço de conta que sou o que não sou.
    Comecei a adoptar por me fechar numa casca para que me magoassem menos, me sentisse menos utilizada. Isto de estar sempre para os outros e depois os outros estarem para nós é uma utopia. Talvez o espírito de solidariedade se tenha degradado na sociedade. Percebi-o no episódio do pão. Acontece às coisas materiais e emocionais. Eu não evoluí nesse sentido. Pensava que sim. Pensava que estava mais egoísta. Que esta crosta de protecção estaria agora mais forte, menos permeável a falsas simpatias, menos subjugada a interesses.

    No fundo, sabes o que me mata? A indiferença dos que agora não precisam, mas que já precisaram, e a quem eu não virei costas mesmo que o merecessem. Dos que insistiram em fazer parte da minha vida, apesar do medo que eu sentia em nutrir amizade profunda.


    Às vezes, fico com a ideia de ter uma espécie de iman,um campo magnético à minha volta que atrai este tipo de pessoas. Eu, na minha boa vontade, analiso tudo e acho que devemos estar quando as pessoas mais precisam. Sabendo que alguém está mal, impede-me de consciência, ignorar calada.Mas esqueço frequentemente, que elas já uma vez nos fizeram ficar mal.
    Sim, sou muitas vezes triste, porque sou uma pessoa de emoções, não consigo ficar indiferente ao mal que me fazem. Combato isso com vontade de isolamento.

    Há quem diga que eu tenho uma sensibilidade especial quando lido com as pessoas. Que elas não precisam dizer-me o que pensam, ou como se sentem. Somente faço o que gostaria que me fizessem a mim. Faço-o sem contrapartidas. Não espero devolução de nada. Mas devolverem-me indiferença, é o que me leva a desejar cada vez mais, estar só, tal é o meu desalento.

    Beijinho grande. Obrigada

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  5. minha querida Alice, és uma pessoa muito "bonita".

    és sensível, frágil e de valores bem vincados.

    estás sedenta de te poderes dar a alguém na plenitude da tua amizade. normal. todos temos essa necessidade. termos pessoas especiais em quem podemos confiar, com quem podemos contar nos momentos tristes e alegres, que estão ali para o bem e para o mal, até para nos chamar à razão quando estamos a falhar. isso é que são amigos.

    tens que te dar inteira, mas com cautela e só a quem merece. não podes criar demasiadas expectativas pois as pessoas não são perfeitas e muitas são falsas ou não estão dispostas.

    numa verdadeira amizade chegamos perto da perfeição. aceitamos os outros como são e há aquela cumplicidade.

    bom eu já nem sei o que escrevi e já estou de certeza a repetir-me.

    procede com cautela, com destreza, com astúcia, com desconfiança, mas sempre com sinceridade para contigo própria.

    eu já perdi algumas pessoas que julguei serem amigas, mas isso não me fez ficar egoísta, incrédula, triste.

    fez-me ficar sim mais desconfiada e cautelosa. é uma maneira de me proteger.

    se me doeu? claro que sim. ainda dói! mas elas estavam-me a sugar a alma, as forças, o que eu tenho de melhor. se foram embora é porque não eram verdadeiras e não valiam. o melhor que me fizeram foi irem embora.

    essas foram mas outras ficaram e ainda cá estão. para o que der e vier. são as verdadeiras!

    se um dia vieres a Lisboa e quiseres, terei todo o prazer em almoçar contigo e conversarmos um pouco.

    um beijo,

    Belle

    ps - desculpa o português mas estou cansada; presumo que recebeste o programa da água.

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  6. belle,

    Não tenho muitas palavras para responder às tuas. Um OBRIGADO gigante parece-me pouco, mas é o que consigo deixar-te. Perdoa-me se não te consigo dizer mais, mas deixo-te a certeza que as lágrimas me correm pelo rosto, pela emoção deixada nas tuas palavras.Obrigada mais uma vez. Quem sabe um dia não almoçamos juntas. Talvez também fiques a conhecer o meu lado mais alegre e bem disposto.

    peço desculpa não ter respondido ainda ao teu mail, porque também mal tenho podido responder com calma a tudo. ontem foi o que se viu, ter apagado os comentários por distracção. Obrigada pelo mail, quanto ao programa da água não consigo abri-lo. também tentei abri-lo aqui no trabalho e pode ser disso. tenho de tentar em casa mas não tenho tido muito tempo. Optei por pôr um lembrete no telemóvel, enquanto não consigo ver calmamente o programa.
    (estou contente porque começo a ver alguns resultados. Estou feliz pela pequena conquista todos os dias)

    Beijinho grande

    PS - Demorei a responder-te agora, porque inclusive tive de sair daqui para controlar a emoção.

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  7. não tens nada a agradecer. peço-te uma coisa apenas: sorri e espanta a tristeza da tua vida! tudo vai correr melhor e os sonhos vão-se realizar mais facilmente. a tua aura será muito mais positiva. se ajudar, vai comprar uns brincos lindos, coisa que adoras, emboneca-te, mima-te! um beijo grande

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