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Normalidade


O que tinha sido secundarizado passou novamente ao quotidiano das preocupações; volto  a pensar na ida ao concerto que tinha sido posta de parte, embora já tivesse bilhete. 
Também já não posso evitar  a peregrinação forçada aos espaços comerciais, em busca de um vestido (*) para o casamento a que prometi ir no final do mês. As idas ao sogro voltaram à ordem do mês. A agenda do marido, com cursos para dar, cursos para receber  e um exame pelo meio, parece estar agora reajustada aos planos pré-tratamento.
Começamos os planos para as férias, que tinham ficado suspensos à espera do que ia dar.
A vida deu uma volta de 360º (sim, 180º + 180º) em seis dias. Tanto reajuste que também provocou stress. Passou-se do planeamento ao controle. E descontrolei-me com isso. Agora tomou o ritmo normal. A normalidade não é necessariamente boa. Não desta vez. Mas a vida tem destas reviravoltas.

(*) Arranjar um vestido é coisa para me pôr a cabeça em água. Chega a dar-me um colapso nervoso. para descomprimir não me serve de receita ir às compras. Serve-me melhor enfiar-me dentro de água.

Comentários

  1. Como se um duche nos "massajasse" a alma, e a água conseguisse desviar os pensamentos, quando na verdade, é quando estamos mais à vontade para pensar neles.

    Beijinho e bom fim-de-semana.

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  2. S.o.l,

    Eu diria mais,é quando estamos mais aptos à organização e com uma capacidade acurada para perceber soluções.

    Bom fim-de-semana

    ResponderEliminar

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