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Opiniões convergentes

A primeira vez que vi a campanha, pensei na exploração do lado mais frágil dos futuros pais.
Hoje, ao jantar, verbalizei a minha indignação. Assisiti ao encolher de ombros do marido. Acho que tinha a cabeça noutro lado.
Parece que, afinal, não sou a única a pensar o mesmo. Acabei de ver AQUI.  [e já vi depois de escrever este texto minúsculo que a blogosfera também já se pronunciou.]

Se um dia tiver um filho, não tenho qualquer dúvida em criopreservar as células estaminais. Num banco público. Isso é outra daquelas decisões há muito tomadas.

Comentários

  1. uriosamente acabei de deixar este link num outro blog que falava do assunto.
    http://paracucaginguba.blogspot.pt/2012/01/o-kit-de-celulas-do-cordao.html
    Não sei se é blog que lês, mas eu leio e há uns tempos a autora, médica e recente mãe, escreveu sobre o assunto. Fiquei com o post dela retido na memória, porque realmente a publicidade à volta da conservação das células estaminais tem aumentado e sabemos que o preço para tal é incomportável para a grande maioria. E vai-se a ver e é mais uma exploração financeira.
    É triste!
    Bjinhos

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  2. por acaso foi uma coisa que não fiz por ignorância. tenho pena. manda-me o teu email Alice p.f. - belledujourlisboa@gmail.com

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  3. Raiozinho,

    Sim, leio a Paracuca há bastante tempo. Até porque é um exemplo de persiistência quando se trata de pensar em conceber um filho.

    Quando o meu sobrinho estava para nascer o ginecologista da minha cunhada (que é também o meu), foi questionado por eles sobre a criopreservação. pareceram-me tão bem fundamentados, que tanto eles como eu, ficámos com a ideia de usar o público. O meu irmão fê-lo e não se arrependeu, nem creio que se arrependa mesmo que algo de grave se possa passar.

    Creio que falta muita informação nestas circunstâncias e as empresas aproveitam-se desse vazio e exploram o sentimento de culpa.

    Beijinho

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  4. belle,

    mas por causa disso, não deves criar nenhum sentimento de culpa. Até poderias não poder criopreservar. Por isso, corações ao alto e fé em Deus.

    Já te enviei o mail.

    Bjs

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  5. Na altura do meu filho mais velho, ainda não existia a criopreservação das células. Com os meus filhos mais novos, não o fiz porque não estava suficientemente informada sobre o assunto (na altura ainda não existia sequer o banco público).

    Se fosse agora, tenho a certeza que optaria por um banco público. Porque acho que a saúde não deve ser um negócio. E porque funciona como os dadores de medula. Podemos sempre ajudar alguém.

    Beijinho Alice.

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  6. A criopreservação de células é uma óptima campanha de marketing. E esta publicidade está muito forte mesmo. Mas todos jogam com o sentimento de culpa dos pais. O meu médico desaconselhou-me a fazer e infelizmente não posso recorrer ao banco público (devido a uma doença genética do marido).

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  7. Dina,

    Cada caso é um caso e há ainda as situações que nós não somos responsáveis se não acontecerem.

    Obviamente que quando digo que vou optar pelo público, estou a contar que possa estar tudo bem. Se não estiver, não vou martirizar-me por não haver criopreservação.

    Também não censuro ninguém (não devo, não quero e nem tenho esse direito) pelas opções que toma de escolher um privado. è uma questão de mais ou menos livre arbítrio. No teu caso, não é. Mas isso nem sequer te foi posto por opção.

    Desejo que essa gravidez esteja a correr bem, isso é que é importante agora.

    Beijinho

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  8. carla,

    Tu nem sequer tiveste opção da primeira vez, e ao fim e ao cabo, da segunda também não.

    Não creio que nenhuma mãe optaria de livre vontade por não criopreservar. A questão é se tem condições para o fazer.

    As crianças antes também nasciam ser ter de se tomar este tipo de providência.

    A ciência avançou, mas creio que a criopreservação aumenta a possibilidade de salvar vidas, não salva TODAS as vidas, infelizmente.

    Não estou de acordo que se explore a culpa de quem não tem culpa nenhuma. Isso eu não aceito.

    Bjs

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  9. Acho que toda a gente fica revoltada com esta campanha... até pode ter sido intenção deles para se destacarem da concorrência mas não deixa de ser vergonhoso a forma como o fizeram.

    Da minha filhota usei um banco privado, desta vez tenho tudo pronto para utilizar o banco público. Curiosamente a minha GO tentou dissuadir-me de usar o público com argumentos muito pouco consistentes... mais uma pedrinha no sapato na nossa relação...

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  10. Paula,

    acho que optaram pela aquela máxima que diz: não importa que falem mal ou bem, mas que falem-Não há regras muitas vezes para o marketing chegar ao público alvo.

    A tua opinião é que conta, és tu quem deve fazer o exame de consciência e decidir o que fazer. Que tudo corra bem é tufo o que te desejo

    Bjs

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