domingo, 20 de maio de 2012

A pobreza de espírito de uns contra a fome de outros

Dizem que os homens não choram... Não podia ser mais mentira. Choram por tanta coisa. Ontem vi um  chorar de gratidão. Sentado no chão.
Eu precisava comprar umas meias, entrei na loja e ouvi fugazmente falar em fome. Quando sai a palavra não me saía da cabeça. Perguntei-lhe se aceitava pão. Acenou-me que sim. Peguei no saco do pão que tinha comprado para o almoço [a única coisa comestível que tinha] e dei-lho. Vi as lágrimas lavarem-lhe o rosto. Agradeceu vezes sem conta. Também não consegui evitar chorar. Do lado de dentro da loja, ficaram a olhar espantados como se eu tivesse cometido um crime. Desde quando dar de comer a quem tem fome é motivo de espanto?

Eu sou pouco de publicitar as ajudas que presto aos outros. Porque não procuro nem taças nem medalhas. É sempre tão pouco o que consigo dar; quem me dera poder dar mais. Acho que todos podemos melhorar um bocadinho o mundo. tenho pena que nem todos pensemos da mesma maneira. O mundo seria bem melhor.

4 comentários:

  1. as pessoas cada vez olham mais para si deixando cada vez mais de ver o que está à sua volta. mas o maior problema não está em olharem apenas para si, mas está sim em terem consciência disso e nada fazerem. isto sim são "bichos".

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  2. É triste chegar a este ponto. o teu gesto foi grande. Pena é muitos que pedem não aceitarem comida, mas nestes casos, nem quero imaginar a necessidade desta pessoa...

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  3. Tal seria o desespero deste senhor... o que me espanta no meio disto tudo é o espanto das outras pessoas. É o nem sequer porem a hipótese de fazerem o mesmo. É o nem sequer imaginarem que poderiam estar naquela posição.

    Não nego comida a ninguém. Nunca sabemos o que está por trás da história de cada pessoa.

    Um beijo grande Alice

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  4. Houvesse mais pessoas a pensar como tu, e o mundo seria melhor. Eu sempre achei que ninguém merece passar fome. Posso ter dúvidas em dar dinheiro (sei lá se não vai ser gasto em fins menos honrosos), mas pão não se nega a ninguém.

    Um beijinho

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