quarta-feira, 27 de junho de 2012

picuínhices

 Nunca questionei em tempo algum se, quando casasse adoptaria o apelido do meu marido. A minha opinião foi sempre que nunca o faria. não haveria nenhuma razão para ser contra [talvez o facto de ficar um nome ainda maior do que o que tenho pudesse impedir essa adopção]. Nem a favor.
Obviamente que, as pessoas quando casam, não pensam em divorciar-se (espero eu!). Quando o casamento se afunda e as partes cessam o contrato, a mulher volta a ter o nome de solteira.
Nos tempos que correm, o Facebook já clarifica o estado civil (ou de comprometimento) de cada pessoa, quando ele muda, parece que faz questão de avisar. Para quem não tem Facebook como eu, parece que estaria imune a este excesso de informação. Mas não estou.
As mulheres quando se divorciam- espero não estar a generalizar- rasgam as fotos do casamento, lançam ao lixo todo e qualquer vestígio da vida em comum que levaram com o homem que lhe emprestou o apelido. E mudam o nome no correio electrónico(*). Pormenores que, para elas, fazem diferença. Não querendo tomar posição de ninguém, acho que os homens se estão a borrifar para estes pormenores.

(*) Esta semana já dei conta de, pelo menos, três mulheres que voltaram a adoptar o nome de solteira no mail, depois do processo de divórcio. e fazem questão de estar sempre a falar no assunto.

4 comentários:

  1. Eu adotei 2 nomes do meu marido, apesar de para ele ser exatamente a mesma coisa e ter-me perguntado várias vezes se eu tinha a certeza, até porque não é assim tão comum e é muito fácil as pessoas escreverem-no mal.
    Sempre vi a minha mãe com o apelido do meu pai e isso para mim faz todo o sentido. Somos da mesma família, certo?
    Mas percebo perfeitamente quem não o faz e é óbvio que facilita muito mais não o ter, em caso de divórcio.

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  2. B. Cérise,

    Dois nomes? Isso é que é! ;)

    A meu nome completo é grande, com apelidos grandes e um pouco comum e juntar-lhe o apelido do meu marido tornava as coisas mais complicadas!

    Eu não adoptei porque acho que só devo ter os meus. nada tem a ver com família, eu pelo menos o entendo assim.

    Por exemplo, eu não tenho o sobrenome do meu pai, mas sim da mãe dele. Por várias razões. uma delas, porque o meu pai não queria que as gerações seguintes perdessem o apelido da minha avó.

    cada um sabe o que mais gosta. Não censuro.

    Bjs

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  3. Alice, li este teu post com um sorriso enorme.
    Eu sempre disse que quando casasse não adoptaria o apelido do marido, porque já tenho um nome enorme e que custa a caber no BI/Cartão de Cidadão.
    A segunda razão é mesmo se acaso a coisa desse para o torto teria que mudar de nome com todos os enredos legais que isso implica (sim sou comodista)... e passar pela mudança de nome no e-mail e sei lá mais o quê... é que eu detestaria alardear isso por aí fora (detesto ter que dar satisfações da minha vida, especialmente quando menos quereria fazê-lo...).
    E em terceiro lugar porque só concordaria com isso se o marido aceitasse o meu nome também. Acho que isso de adoptar apelidos, por muito que seja para denominar uma família, é uma coisa que acho puramente machista. Só a mulher é que adopta e o marido, não? E sim, eu sei que agora já há homens que o fazem e eu aplaudo!

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  4. :)

    Hoje se casasse de novo não adoptaria o nome do meu marido. Por questões práticas e porque hoje dou conta do orgulho que sinto por ter o apelido do meu pai, e não usá-lo... parece que se perde um pouco a identidade que nos definiu até aquela altura.

    Na altura não pensei nisso (nas complicações, na extenção do nome, nos documentos a tratar, etc), era habitual... fi-lo sem problemas.

    Aliás... o meu padre era assim meio "yó man" até trocou tudo, colocou o meu apelido no meu marido e o dele no meu, casou os meus padrinhos por engano... nem te conto :))


    Bom fim de semana :)

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