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A mostrar mensagens de Julho, 2012

já de regresso

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Embora ainda esteja de férias, já regressei do destino eleito para este ano. soube bem não conhecer ninguém, esticar-me na toalha e desfrutar de um mar tão calmo, que quase se podia estar de molho o dia inteiro. Não vou dizer que perdi totalmente o medo de andar de avião mas, pelo menos, não entrei em pânico nem arranquei o braço ao marido.  acho que estou capaz de andar mais vezes [que Deus me proteja]  ;).

agora falta partir

A mala está feita e julgo que longe, ainda, do peso admitido. Leva dois livros, protector solar, chapéus para a cabeça, vestidos, saias e calções. Vai cheia como cheia vai a alma. A alma leva coisas que não se vêem mas que me vestem a vida. Não nego que vá pesada. Por isso, desejo muito que seja um tempo de despir a alma destes trapos rotos que o último ano de trabalho me trouxe. Também gostaria que o sal e o sol fossem a melhor mezinha para as feridas abertas. Mudar de rotinas custa-me, mesmo estando de férias, mas às vezes temos de saber testar os nossos limites e calar os medos.  Há resoluções a tomar. Que eu venha mais lúcida. Que venhamos mais felizes.

Boa férias para quem vai de férias; bom trabalho para quem tem de ficar.

resumindo

E depois de ter passado de tia a madrinha (o baptizado foi hoje!), o marido foi acudir a um incêndio enquanto eu ando a arranjar vontade para fazer as malas.

Parece inacreditável, mas chegaram as férias.


Constatação do dia

Quanto mais conheço as pessoas, mais me apetece a solidão.

Atirar tudo ao ar!

Anda-se seis meses a sacudir a poeira da roupa. tenta-se que ela assente. pomos o primeiro sorriso na cara. finalmente tudo no seu lugar. Vem um tornado sabe-se lá de onde. Nnão só nos volta a encher de poeira, como nos faz recuar uns bons quilómetros de vida. Não sei se vou querer voltar a fazer tudo de novo. Principalmente por algo que nunca me fez feliz. Conformou-me mas não me fez feliz.*
* O que me faz evitar a mudança - não é zona de conforto nenhuma - é pensar que ainda há pior que isto. É isso que me mete medo. Entre dormir numa tenda e dormir ao relento, não apreciando nenhuma das opções, prefiro dormir na tenda (metaforicamente falando).

sair da sombra

Não sou muito exigente. Palavra que não sou. Mas existe uma linha que separa o admissivel do inadmissivel, o justo do injusto. Esta é a linha que traçamos para sabermos o que podemos dispor e o que os outros podem obter de nós. Este traçado é válido tanto para as nossas relações profissionais como pessoais.

Posto isto, e depois do que aconteceu ontem existem dois ditados populares que tornei  máximas de vida há umas semanas:

" Quanto mais te baixas, mais te vêem o rabo". Portanto, nada de mostrar sinal de franqueza ou manifestar qualquer hipótese de cedência. O tempo da escravatura já acabou. Se não zelarmos pelos nossos interesses, não é o nosso patrão que zela por eles. Podem parecer palavras que saem de boca de sindicalista (que não é o caso) mas ando esgotada que seja sempre eu a ceder em troca de nada.

"Quem não pede, não o ouve Deus."- o pior que pode acontecer é manter-se tudo igual. Arrependamo-nos do que fizémos e não do que tenhamos feito.

mais um...

cromo da empresa acabou de se despedir. Em seis meses é a segunda "baixa". Mas ainda aí vem pior. E outras dores de cabeça, que não sei se me apetece ter de suportar. 
Isto veio reforçar a minha vontade que anda aqui adormecida de mudar de emprego. Se essa decisão só dependesse da vontade, já tinha sido.

coisas simples

Ando com muita vontade de fazer um piquenique. a dois. com o mar e o pôr-do-sol como cenário.
Oxalá a "agenda" dele e o humor do S. Pedro o permitam. Ficávamos até acenderem o farol.
[pouco me importa que me chamem lamechas]

Preparar surpresa

Com a chegada do Verão, que se prepara por aquelas bandas desde Abril, não temos tido muitos momentos só os dois. Alia-se o meu cansaço ao seu voluntarismo de bombeiro e o tempo encolhe drasticamente. As minhas baterias denunciam estar no vermelho, há algum tempo. Os afazeres dele deixam-nos sem muita margem de manobra, para momentos de pura descontracção. E depois há as viagens e as obrigações.
Quando namorávamos, e já depois de casados ainda aconteceu alguma vezes, dedicávamos algum tempo a pensar em fazer verdadeiras surpresas um ao outro. Juntou-se a rotina à falta de imaginação e cresceu a combinação perfeita para uma aborrecida rotina. Ainda fazemos pequenas surpresas, mas são mais mimos que propriamente coisas surpreendentes.
Acho que hoje, vou dar um pulinho ao quartel  antes de seguir para casa e fazer-lhe uma surpresa doce. Ainda tenho de pensar melhor o que irá ser.
Inicia-se um prelúdio para as férias, que se desejam que sejam as melhores e mais doces de sempre. Porque pr…

Postais ilustrados

Existem coisas boas de lembrar. E ontem, nem sei a que propósito, lembrei-me de postais ilustrados. Na era do correio electrónico, em que já pouco papel circula. Quando era miúda, cheguei a revisitar tantas vezes os postais ilustrados que os meus pais trocavam quando eram namorados. Acho que ainda deve estar no mesmo sítio a latinha azul (agora mais que vintage) onde se guardavam aquelas relíquias.
Lembrei-me depois, de todas as férias grandes que fui passando na adolescência, escrevia postais dos lugares onde ficava. Aos pais, às amigas, aos avós, que mesmo não sabendo ler, viam as imagens das praias onde eu tinha estado. As fotos são quase sempre mais do mesmo, a juntar os encantos de cada terra
Creio que, ainda há postais à venda por esse país fora, mas serão poucos os que as compram. As máquinas digitais, certamente, terão dado a Santa-Unção a estes cartões cheios de paisagens. Mais dia, menos dia morrem.
Nestas férias que estão  - ainda faltam duas semanas, e eu já estou a bufa…

és fina, és!

Há pessoas (e cada vez mais) que parecem achar que se contrai alguma doença por desejarem bom dia a quem passa, ou a quem está, por onde passam.
Coisa feia, quer para quem se auto-inclui na fina flor da sociedade, quer para os que não fazem parte dela.
É uma questão de educação, não do berço onde se nasce.


quando duas mulheres se juntam

O que fazem duas mulheres de bombeiros, juntas, durante um bom par de horas?

Dizem mal da outra mulher que está a mongar gerir o quartel e não deixa os maridos das outras chegarem a horas decentes a casa.

[fui só para revermos um velho vestido, a precisar de um visual novo. saí de lá tarde e más horas. estou cheia de sono!]

procurar soluções

Sei que deveríamos dar mais valor às coisas que temos (não falo de coisas materiais), em lugar de pensar exaustivamente nas que não temos. Não me costumo lamentar (aos outros) do que não tenho* . Lamento-o à alma, em muitas madrugadas em que acordo. Nem sei como me curar disto, pensava que a idade ajudava...
*Faz muita confusão às pessoas eu não ser de grandes confidências. Ainda não percebi porquê.

estava difícil

Com a dedicação que o querido marido tem ao serviço à comunidade estava a ver que as férias a dois corriam sérios riscos de não acontecerem. Diz que, afinal, vamos de férias. Vamos mesmo. Já com papel passado. Tenho duas semanas e meia para me preparar para as alturas. os planos incluem avião. Já disse que tenho medos? No plural - medo de alturas e locais fechados. tenho mesmo.

Partir. Colar.

Há quem tenha coração de pedra. O meu é de cristal. Que alguém teima em partir, e de seguida, colar. Este parte e cola de criança descuidada. Como se nunca soubesse mantê-lo nas mãos. Por muitas vezes que eu tenha já ensinado a não o deixar cair.