Avançar para o conteúdo principal

procurar soluções

Sei que deveríamos dar mais valor às coisas que temos (não falo de coisas materiais), em lugar de pensar exaustivamente nas que não temos. Não me costumo lamentar (aos outros) do que não tenho* . Lamento-o à alma, em muitas madrugadas em que acordo. Nem sei como me curar disto, pensava que a idade ajudava...

*Faz muita confusão às pessoas eu não ser de grandes confidências. Ainda não percebi porquê.

Comentários

  1. Penso nisso muitas vezes, e por vezes até me "recrimino" com o pensamento contraditório "do que me queixo eu?!".
    Por vezes lamento-me à alma, outras vezes ao blog... mas o que eu acho é que pensamos demais, e partir do momento em que nos puseram a pensar não conseguimos deixar de o fazer, a idade não retira isso, pode alterar o rumo dos pensamentos mas a profundidade não... e isso alienado ao facto de o ser humano ser sternamente insatisfeito... dá nisto :)

    P.s. Deixa os outros, sê como tu te sentires melhor...

    beijinho

    ResponderEliminar
  2. S.o.l,

    talvez sejamos muito parecidas :)

    acho que isto não tem a ver com insatisfação humana, mas sim com sonhos por concretizar.
    Podia pensar: tenho uns cêntimos no bolso, uma casa, comida na mesa, saúde. Então, porque lamentar-me?

    Porque os sonhos acalentam-nos a alma.


    Quanto ao teu P.S., acredita que lhes ligo pouco, mesmo quando me passam o tempo a dizer que eu devia desabafar mais. As pessoas têm de respeitar.Mas não percebem porque não partilho as minhas confidências e o mais normal é afastarem-se. Se calhar é melhor assim. Não primo por ter muitos amigos, e por não fazer muitas confidências talvez me achem anti-social. Não sou, mas exijo algum espaço relativamente às minhas coisas da alma. (Agora ficou a parecer que sou arrogante e mal disposta...)

    beijinho (senti a tua falta - estranho dizermos isso de quem não conhecemos, mas a escrita denuncia mais das pessoas do que se imagina)

    ResponderEliminar
  3. Direito ao nosso espaço, à nossa privacidade da alma... ninguém deve julgar nem criticar... Todos lidamos de modo diferente com as nossos desabafos... Quem os faça ao mundo (não me parece que seja razoável), e quem os guarde e lide com eles de um modo mais silencioso... Talvez até mais maduro... Não sei, também acho que devemos ter o nosso espaço e que não somos menos sociais porque não andamos por ai a chorar os nossos males nos ombros dos outros...

    Beijinhos querida...

    ResponderEliminar
  4. Não passa mesmo com a idade. Acho que até piora...

    E quanto às últimas palavras que escreves no comentário, não tem nada a ver com ser arrogante e mal disposta - ou então também o pareço - tem a ver com a maneira de ser, com o feitio de cada um (também eu sou parca em amigos e em fazer confidências...)

    Um beijo

    ResponderEliminar
  5. Sinto-me muitas vezes abençoada por aquilo que tenho e por aquilo que já consegui na minha vida e acho que até pareço meio 'estranha' às pessoas por não me queixar, já que isso é caraterística comum dos portugueses!
    Quanto a isso das confidências, acho que não te deves preocupar, porque as pessoas que se importam contigo, estão sempre por perto, com confidências ou sem elas!

    Beijinhos*

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Tens alguma coisa para dizer? Obrigada por partilhares! ;)

Mensagens populares deste blogue

Jardim de Chuva Prateada

hoje em dia, as pessoas têm muitos amigos no facebook. é onde têm mais amigos. Se,de repente, essa pessoa deixar de colocar posts ou likes, não mostrar as suas selfies, os amigos vão preocupar-se com isso? se calhar não. acho que impera por lá a inveja, não a preocupação... Acho que os blogues são bem mais que isso. As pessoas não são sempre felizes; quando querem, mostram a vida que realmente vivem. E, às vezes, a amizade nasce, quando nos identificamos com essa pessoa. [Bem sei que há por aí gente com mais imaginação do que vida própria.] Há cerca de dois anos, uma pessoa frequente no meu blogue, deixou de escrever no blogue dela e nunca respondeu a emails que varias pessoas "chegadas" lhe haviam enviado, inclusive eu. tinha-me deixado um apelo no seu blogue, a que depois respondi e nunca mais tive resposta. ainda hoje tenho o seu blogue na minha de lista de leituras, para o caso dela voltar. mantenho a esperança que nada tenha acontecido. Agora volto a preocupar-me com a…

nada que consiga com palavras simples

A ideia de sair do emprego não era nova. Era uma ideia adiada. Viver agarrada à ideia que precisava do emprego para concretizar sonho(s) era só forma de me ancorar ao certo, ao fácil, ao controle, caso algo corresse mal. Afinal, ter um filho a quem se pensaria dar tudo era, para mim, condição suficiente e necessária, para manter o sustento sem solavancos nem travagens bruscas.
Já há demasiadas coisas simples a subtraírem minutos ao meu sono todos os dias. Se pensava em trazer alguém ao mundo então tudo deveria ser bem calculado, medido, pensado ao mais ínfimo pormenor. Preocupei-me demasiado em aconchegar um sonho em camas de algodão fofo e sedoso, que tudo o resto foi descuidado. Os outros [sonhos] foram sendo descuidados, apagados da memória, subnutridos até serem deixados morrer por incúria de mim mesma. Esta semana comecei a enviar CV e até tive uma proposta de entrevista no mesmo dia. Retraio-me em candidatar-me a umas quantas coisas, em dar conhecimento a conhecidos do meio so…

ironias

O meu marido conseguiu saber/sentir primeiro que eu o que e uma epidural...
(ouvimos sempre falar de epidural aquando dos partos mas afinal, não serve apenas nesses casos)