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As regras mudam, de novo

Ainda não regressei ao trabalho e já recebi algumas notícias que não sei se me agradam. 
Os primeiros oito dias de férias foram de descontracção - tirando as viagens de avião, que foram de alguma apreensão. Alheei-me o mais que pude do trabalho.Não atendi chamadas do trabalho e mal me liguei à internet. precisava de me sentir livre, sem grandes responsabilidades. desligar a ficha e aproveitar o sol maravilhoso que prometi dar a mim mesma. 
O regresso a casa, ao que me era familiar, voltou a trazer à tona algumas das preocupações, o coração acelerado só de pensar que não encontro resolução para o que me preocupa. Lá por ir de férias, não significa que tudo se tenha resolvido. Nada se resolveu. Não veio nova carta do hospital, para me relançar em novo tratamento. e no trabalho parece que voltaram a mudar as regras na minha ausência.
Não me apetece voltar ao trabalho. Apetece-me desistir dele. (talvez demonstre ingratidão por ter um trabalho, mas não é isso. é cansaço de ser tão polivalente e muito pouco reconhecida. Ficaram três pessoas a fazer o meu trabalho. TRÊS.). Mas, querer mudar não chega. É preciso ter um projecto e saber exactamente o que nos realiza. nestes últimos oito, nove anos fiquei com a sensação que já só sei fazer isto e nada mais. Sinto-me incompetente para outras funções; no fundo, é esta a frase que exprime o que sinto.

Quando leio e ouço as pessoas falarem de como vivem cheias de esperança num amanhã, naquilo que fazem bem feito, eu só vejo outro dia igual ao anterior. Quer-se saltar deste movimento cíclico, e parece que não há porta de saída.

Se houvesse a certeza do caminho a tomar, segunda-feira punha a carta de despedimento.
Os sonhos são como castelos de areia, desfazem-se com demasiada rapidez.



Comentários

  1. minha querida o futuro é uma incógnita. sinto-me como tu. insatisfeita no trabalho e parece que só sei fazer aquilo. mas agradeço todos os dias ter um emprego. beijinho e que chegue essa bendita carta do hospital :)

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  2. Belle,

    O futuro tem demasiadas zonas escuras e as que restam são pouco nítidas. E não gosto de dar passos que eu não sei a que direcção me levam, se à calma se ao precipício.

    Também agradeço ter um emprego, mas se fosse um que me enche-se mais a alma de coisas boas e menos de preocupações e chatices, não me importaria.

    Quanto à carta, não tenho outro remédio senão esperar. Mas custa...

    Bjs

    ResponderEliminar

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