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Desculpa e obrigada

A ida a casamentos surte sempre um efeito de reviver o nosso. O de ontem, teve esse efeito, amplificado. Podia dizer que foi pelo local grandioso - sob a aura do amor eterno de Pedro e Inês - mas acho que foram pelas palavras de quem celebrou a cerimónia. Sem Eucaristia e com padre, foi uma das celebrações a que assisti que mais me falou à razão. Não me comovi, como já aconteceu, mas fez-me sentir a urgência de reflectir no que está errado. 
Dizia o celebrante que, não sendo casado, não podia recomendar por experiência própria, como deveria ser um casamento. Não os há perfeitos. Mas consegue entender que, o que falta em grande parte, são duas pequenas palavras que fazem uma grande diferença: desculpa e obrigada. Não podia concordar mais.
Como ele mesmo disse, o casamento é algo voluntário. Não há nenhuma lei que obrigue duas pessoas a casar. Não em Portugal. Por isso, o acto voluntário de um casamento não tem a ver com os outros mas connosco, com as nossas preferências e as nossas decisões. Amar e respeitar, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e em todos os momentos da vida, não mete nem Deus nem Igreja. Mas mete-nos a nós, aquilo que estamos dispostos a fazer pelo outro, e que o outro está disposto a fazer por nós. Esta é  a parte complicada do compromisso. Às vezes, tão difícil de cumprir. 

Comentários

  1. Eu sou da opinião que nas pequenas coisas é que se vê o compromisso. Não é preciso grandes manifestações de afeto, nem presentes para se perceber quem é que gosta realmente de nós.
    O cuidar da outra pessoa, a preocupação, os mimos nas alturas mais importantes! Num casamento é isso que realmente importa, certo :)?

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  2. B. Cérise,

    Estou plenamente de acordo contigo.

    Gostei muito da "homilia" do padre. Foi uma lição prática e um relembrar do porquê e do para quê de um casamento.

    Bjs

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