segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

não há nada que pague

Depois do desbaste que o fim-de-semana trouxe, espero que toda a gente esteja bem e com os bens salvaguardados.


Costuma dizer-se que só damos valor às coisas que não as temos. E não podia ser mais verdade. Habituados como estamos a ligar o interruptor e a lâmpada acender, ou abrir uma torneira e sair água, ficamos à nora quando tal não acontece. Agora imagine-se estar há mais de 48 horas, sem água e sem luz em casa. Por muito que nos indignemos com o aumento da electricidade ou da água, a sua falta causa mais mossas que o preço que pagamos por ela.

Portanto, neste fim-de-semana, além de não haver telefones e a preocupação ser mais que muita  - sozinha em casa, com o marido fora a socorrer quem precisava - foram dias de dormitar para não montar cenários na cabeça.  Felizmente, apenas existiram pequenas escoriações. Dou graças pelo vento não ter levado nada, e a família de ambos estar bem. Dou graças por ter tecto e cama para dormir. Porque os relatos que lhe ouvi contar após duas noites de intenso trabalho são medonhos. Só isto faz esquecer os tacho e panelas ao lume, a aquecer água do Luso (não é água termal da farmácia, mas conforta o corpo) para pseudo-banhos. Ontem ainda levava a coisa à gargalhada, não sei se era do ambiente criado pelo  luz das vela, se era porque os nervos estavam a começar a dar cabo de mim. Há aproveitar toda a água para nada se desperdice, que não sabemos quanto isto ainda vai durar.

Parece que me passou um comboio em cima, três noites mal dormidas. O livro que tentei ler não ajudou muito a apaziguar o humor. pelo contrário. 
Dou graças por estarmos bem e não haver estragos de maior a lamentar. Não há nada que pague isso.

[pensei que estar longe de casa e vir trabalhar me acalmasse os nervos e  me fizesse ver isto sob o ponto de vista humorístico; curiosamente, estou a ter efeito contrário e a perder a calma que consegui manter durante o fim-de-semana. Estou a ter uma reacção retardada, me parece]


5 comentários:

  1. Verdade, nada paga o nosso sossego, a nossa saúde e dos que amamos... Nada paga o nosso lar, e o fato de estar tudo bem e não haver danos maiores...

    Beijinhos

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  2. Ainda bem que vocês estão bem. É como dizes, não há nada que pague isso. Espero que o resto (a água e a luz) se componha rapidamente.

    É normal que só agora comeces a libertar os nervos. E é bom que os libertes

    Beijos e boa semana, Alice

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  3. Este fim de semana passei o fim de semana todo com uma imagem de um mendigo que vi no Porto com um cãozinho, cheios de frio e fome e eu não pude ajudar, não tinha dinheiro comigo. Cada uivo do vento, uma aflição a pensar em todas as almas que estavam lá fora sem um teto nem uma parede para se protegerem.. e sós.

    Beijos

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  4. Acredita, o facto de ter havido uma tempestade forte e não haver mais mortos ou feridos é uma bênção. No nosso país tudo é contido, até as tempestades, felizmente.

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  5. Foi um fim-de-semana de desassossego e susto. Espero que o temporal que se anuncia seja mais ligeiro e nos deixe respirar deste que fez demasiados estragos.
    Espero que esteja tudo bem convosco.
    Bjinhos

    (Aveiro foi devastada... árvores centenárias caíram e, enfim, é tempo de reerguer o que caiu e esperar que a Natureza acalme estas tempestades)

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