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Teoria sustentada em factos verdadeiros

Nós, mulheres, confiamos menos nas outras mulheres, que os homens nos seus semelhantes. Eu acho. Até há a expressão que será, hipoteticamente, mais usada pelas mulheres: ”Eu confio em ti, não confio é nelas”.
Quando somos miúdas olhamos para a sombra ainda numa fase muito precoce,  mas eles – os rapazes- só pensam em futebol. Acham eles que nós somos umas chatas, que não os largamos e namoro só mesmo com a bola de futebol. Só não dormem com ela, porque a mãe – a única por quem serão eternamente apaixonados - não deixará.
Eu tenho a opinião que as mulheres serão – na actualidade, sem qualquer pudor- menos preocupadas se estão a relacionar-se ou não com um homem casado, pondo em risco o casamento dele ( e o dela). Podia enumerar algumas razões que levam a fazê-lo. No entanto, prefiro debruçar-me numa que tenho verificado ultimamente, a versão mulher desamparada  a precisar de  atenção que depois vira fera.
Hoje em dia, as mulheres passam mais tempo fora de casa que há vinte anos atrás. Passamos a estar mais soltas, perdemos alguma inibição. Agora resta saber onde a mesma nos pode levar, ou queiramos que ela nos leve. Ou ainda, o que permitimos aos outros por a termos perdido.
Consoante o tipo de trabalho, há mulheres que estão em constante contacto com colegas homens. Acho que existirão conversas similares às que existiriam se fossem colegas mulheres. Uma das conversas será relacionada com o seu próprio casamento. E quando a confiança é tanta, deixam entrever os males que vão começando a proliferar nele. Há homens também assim, e o fim acaba por ser o mesmo. A fragilidade das mulheres surte mais efeito num homem que o inverso.
A principal abertura para que as coisas mais tarde venham a correr mal, é a existência de uma mulher emocionalmente ferida e com um casamento ferido- onde todo o respeito e o amor por si e pelo outro se perdeu, devido às constantes divergências entre eles. Quando o seu marido a maltrata e ela começa a ver num homem, habitualmente colega, algum amparo, começa a sentir necessidade de estar com ele, a oferecer-lhe a sua presença, a telefonar-lhe sem motivos de maior. Inclusivamente oferece-lhe presentes.  Acredito que, muitas vezes,  os homens reajam inicialmente por instinto de protecção, até ao ponto que a ingenuidade se acaba, e começa o instinto animal. Se o homem estiver emocionalmente ferido – pode ser cansado da rotina de uma casamento de 10 ou 15 anos – vai sucumbir a todas as investidas de uma mulher que depois de ferida, volta a ganhar amor-próprio e renasce a vontade de seduzir, para ser seduzida.
Muito haveria para dizer, e a minha forma de pensar pode estar errada, mas para um casamento funcionar serão precisas duas pessoas. Contudo,  por muita força que tenha um casamento, uma terceira ainda pode ter força maior. O facto de ser novidade e uma teia bem armada podem ser ingredientes suficientes para acabar com um casamento quase num abrir e fechar de olhos.
E acrescento, quando vemos as barbas dos outros, o melhor é pôrmos as nossas de molho.

[onde se lê casamento, pode também ler-se relacionamento]

Comentários

  1. Daí os relacionamentos serem coisas tão complexas. Eu sou do tipo que digo, desta água não beberei. APenas posso dizer que farei tudo para não ter sede. ;)
    Beijocas

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    1. uba,

      Sim, são complexos. principalmente quando as pessoas se esquecem de parar para observar, sentir e ver as coisas podem tornar-se descontroladas. sEM RETORNO.

      Gostei da tua máxima.


      beijinho

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  2. O diálogo é fundamental em qualquer tipo de relacionamento

    Beijinhos :3

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    1. Kuma,

      É fundamental, mas não é condição única. O diálogo pressupõe algo mais do que ouvir e falar. Há que saber ouvir e saber falar, para conseguir chegar ao coração do outro. Pormo-nos no lugar do outro é importante.

      beijinho

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  3. Para mim, a tua forma de pensar está certíssima. Passei por esta experiência no meu primeiro casamento e foi mesmo assim, ela lançou o isco "estou tão só e o meu marido não me liga" e ele foi "pescado". Mas não digo que a culpa seja totalmente delas, porque quem se deixa apanhar também não está isento de culpa (e a prova está, por exemplo neste caso, que quem o "tem" neste momento não é a primeira que o pescou...). Perdoa as confissões, mas este assunto tocou-me por teres escrito de uma forma tão certeira com aquilo que penso e que passei....

    Beijos e boa semana, Alice

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    Respostas
    1. carla,

      Ainda bem que concordas. Não me vou julgar dona da verdade, mas creio que muitas vezes há coisas que se podiam evitar nos casamentos, se todos estivéssemos mais atentos. Entendessemos a necessidade do outro. A debilidade emocional muitas vezes leva-nos a ir por caminhos mais fáceis. Eu conheço um caso que ele tentou mesmo fugir da mulher que o assediava, quis mudar de emprego, toda a gente o achou doido. dava todos so sinais à mulher e ela nunca percebeu; começou a ficar deprimido, e acabou por ceder. A mulher só deu por tudo, quando já nada havia a esconder.
      Sei que não é fácil, e não posso dizer que, desta água não beberei mas prometo a mim mesma estar atenta aos sinais, se algum dia os houver.

      Isto é um assunto muito complexo. Envolve muitas emoções.

      Carla, quanto ao ser certeira acho que tem a ver um pouco com a capacidade de nos pormos no lugar do outro só a observar.

      Espero que já tenhas ultrapassado isso e que sejas agora muito, muito feliz!

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    2. Felizmente está tudo ultrapassado e não guardo rancores nenhuns. Foi uma página da minha vida que apaguei (não totalmente, porque quando há filhos tem que haver um convívio mínimo) e agora vivo outra página que espero continue a ter um "texto" feliz como até aqui.

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  4. Eu acho que o melhor é nunca pôr as mãos no fogo por ninguém, porque nunca se sabe o dia de amanhã! nunca traí nem me senti tentada a isso, mas uma pessoa não é cega, certa? Tem é de saber muito bem o que quer do seu relacionamento, porque uma vez quebrada a confiança é muito difícil as coisas voltarem a ser o que eram e na grande maioria das vezes as pessoas acham que quem está ali ao lado está 'garantido' e não investem na relação.

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