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A mostrar mensagens de Março, 2013

Rescaldo da Páscoa

Finalmente já se acabaram as festas, o compasso já passou- molhadinhos que nem pintos, que S. Pedro não se compadeceu- e os convidados e os quase-isso* já foram à sua vidinha. Estamos nós os três cá em casa, ainda há coisas por arrumar mas, por agora, a loja está fechada para descanso do pessoal. Ainda bem que tirei o dia de férias amanhã. A Páscoa não é uma festa que aprecie particularmente, mas as obrigações familiares falam mais alto. Para alguns, elas deviam berrar para serem bem ouvidas por quem não se preocupa com nada. Um dia destes deixo de me chatear e quem quiser que se preocupe. Hoje ainda não foi o dia. 
Espero que toda a gente tenha tido uma Boa Páscoa. Eu estou com os pés e as costas feitas num oito. Acho que ainda vai haver sesta antes do jantar. Estou mesmo a precisar.

* como vem sendo hábito, há quem seja da casa, mas se comporte como convidado. Nada que não adivinhasse já.

os que fazem parte do que somos

Ontem uma amiga falava do seu avô que se encontra no hospital. Logo me lembrei do avô do meu coração. Os pais da minha mãe nunca nos foram muito chegados. Mas o pai e a madrasta do meu pai sempre fizeram parte da nossa vida. Nunca conheci a minha avó paterna, porque ela faleceu quando o meu pai tinha cinco anos. Dela herdei (eu e o meu irmão) o seu sobrenome. Em homenagem a ela, o meu pai resolveu dar-nos o apelido dela e não o seu. Somos os únicos netos que não temos o apelido do meu avô. O meu avô era um excelente contador de histórias. Tinha uma memória fabulosa. Apenas sabia assinar o seu nome. Conhecia as letras mas não as juntava. O meu avô foi a prova que foi para os netos uma doçura que nunca foi para os filhos. Foi um pai duro, de pulso firme mas um avô doce.   Lembro-me de ele comprar - para os cinco netos - uma égua preta que só nos deixava montar com os nossos pais presentes. Havia também a charrete onde chegámos a andar todos. Lembro-me das tardes do dia de Natal e de Pá…

Vamos colorir 2013 [Março- Poison Green 4]

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Nem tudo o que fazemos na vida dá flores e frutos, mas não deixa de nos dar grandes momentos de deleite.

preto no branco

A maior parte das vezes está tudo ali, preto no branco, e damos cores difusas ao que vemos; ignoramos a crueza da realidade. Porque queremos que aquilo seja o que não é.

Afinal, só conseguimos desiludir-nos com essa atitude. O erro começa na nossa própria ilusão.

não te armes em valentona, está bem?

Era impensável, há um ano atrás, conseguir encaixar no meu horário actividades como a dança e/ou a hidroginástica. Quando optei por ir para a dança, pensava que ia conseguir levar o marido também. Existe essa, agora pequenina, frustração de não o ter conseguido. No entanto, já não me sinto uma incapacitada total na dança. Tem-me feito bem ao espírito e ao corpo. Durante quatro horas por semana estou concentrada em aprender mais e mais, solto as más energias e sinto-me revigorada.
Por questões de saúde, foi-me sugerida a hidroginástica. Nem de propósito, consegui um horário pós-laboral que se ajustava à minha condição de trabalhadora a cem quilómetros de casa. Tenho-me sentido muito bem. Mais uma hora e meia em que a minha mente não se põe a magicar o que não deve, em que canalizo más energias e frustrações para actividades saudáveis. Sinto que a minha agilidade física tem melhorado de dia para dia. Tudo isto a preços muito simpáticos, felizmente.
Posto isto, e ainda antes da aula de …

o incómodo dos outros

A minha vida não é, nem está cor-de-rosa. Não ando a soltar gritinhos histéricos de alegria e a pular de contentamento. A vida não corre de vento em popa. Continuam a não existir almoços grátis, não tenho um grande emprego; O sonho continua sem vontade de se concretizar,  e nem tudo na vida me sorri. Não vou ser hipócrita pintando um cenário cor-de-rosa do ai, sou tão feliz e não-sei-que-mais. Estou bem. Pode parecer que o que é mau não me afecta. Não é verdade. Simplesmente, a vida tem-me dado - tenho lutado por isso -  o indispensável para me sentir grata. Não há mal nisso, pois não?

A infelicidade dos outros incomoda-me bastante, por me sentir impotente em ajudar. Porque é que este meu "estar de bem com a vida" terá de incomodar alguém?

Permitam-me mais uma

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que também gosto muito!



Um destes dias, este blogue tem reunida uma banda sonora como se faz com os filmes e as novelas.

não sofro habitualmente de síndrome de "não suporto segundas"

Deus, a genética ou o acaso deram-me muita coisinha má, que tenho de carregar para o resto da vida. .Mas também me deram um generalizado bom humor, seja segunda ou seja sexta. Regra geral, os dias da semana não me afectam o humor. Atingem-me a parte física. Isso sim. Começo assim logo às seis da manhã. Há pessoas a quem isto  faz muita confusão. Fico a funcionar a 100% mal acordo e sempre bem disposta. [as hormonas também fazem das suas, e fico um pouco irritadiça, mas isso é a excepção] Também me faz confusão que os outros só funcionem depois das 11h da manhã e passem o dia sisudos. não tenho remédio senão aguentar. Aceito isso, desde que não me chateiem a moleirinha.

e é isto

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fechei este ciclo. definitivamente.

Dizem que não há mal que nunca acabe, nem bem que sempre dure. Demorei muito tempo a chegar ao ponto a que cheguei. Ao equilíbrio de mim mesma, ao equilíbrio com os outros. Durante esta caminhada duvidei mais de mim do que dos outros. duvidei da minha capacidade de conseguir superar os espinhos, as pedras, os buracos. Quis desistir tantas vezes. repeti tantas vezes que não era capaz, recuei e avancei passos curtos. Mas a vida, é como dizem, feita de ciclos. Os maus que sucedem aos bons, e assim sucessivamente. Não sei se me valeu a perseverança, ou se o ciclo dos outros ter mudado. Ou os dois em conjunto. Mas hoje sou, sem dúvida, alguém diferente de há três anos atrás, em que quase a loucura me ia matando. Doeu cá chegar. estou certa que não acredito nas outras pessoas da mesma forma que o fiz, mas quero deixar de duvidar de que serei sempre capaz. demore o ciclo o tempo que demorar.

não há receitas fáceis

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Não há um caderno de receitas fáceis para a felicidade. às vezes, podemos seleccionar dicas, porque são fáceis de pôr em prática.  Mas ser feliz é muito mais que misturar ingredientes pela ordem devida. Cada um de nós tem os seus ingredientes secretos para fazer crescer a felicidade. Mas, às vezes, estão guardados em frascos, no fundo da nossa dispensa, esquecidos. A força, a determinação, a coragem, o optimismo nem sempre estão à vista. Outras vezes, perdemos demasiado tempo a olhar para os ingredientes mas não sabemos como começar a ser felizes. há ainda aquele ingrediente que nunca vamos ter para ser felizes, mas há alguns substitutos. Nunca ninguém deixou de comer um bolo por ser alérgico aos ovos. A felicidade é tal e qual. Nem sempre percebemos que precisamos procurar alternativas para sermos felizes. Eu ando à procura de ingredientes e da maneira de os misturar. tenho tentado. já é um princípio.

o lado bom da vida

A música desta madrugada  ainda ecoa nos ouvidos e os pés parecem  querer dançar ao ritmo do que toca na minha cabeça. O marido manteve o sim que me deu; o serão foi de boa música ao vivo junto à praia, para começar a noite.  já  ia a meio quando o cansaço nos indicou o caminho para casa, depois de tanta dança sem parar. [ainda preciso de muitas aulas, com um dançarino como o marido, a coisa tem que ser bem treinada; mas soube muito bem tanta cumplicidade] Vou ali fazer uma sobremesa para adoçar a boca às pessoas do meu coração, ao almoço nos meus pais. Que a vida me permita tudo isto, muitas e muitas vezes. assim sinto que está realmente a ser vivida.

Vamos colorir 2013 [Março- Poison Green 3]

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A vida é feita de imprevistos. Esses não podemos controlar. Mas há coisas que chegam de mansinho, se acomodam na nossa vida e nos vão começando a toldar a visão, impedindo-nos de olhar para dentro de nós mesmos. Podemos sempre reverter isso. Basta querer. Abrir a janela e deixar entrar a luz.

receita para me salvar, têm?

A minha sina é a mesma todos os anos. O meu marido disse logo que não contássemos com a irmã para nada. Aliás, apenas para comer. Que tínhamos nós que nos amanhar. A uma semana do evento [lá na terra dele, isto é mesmo um evento], as entradas e as sobremesas estão pensadas. O marido tem incentivado a novas ideias, como é nosso apanágio. Já aprovou as que escolhi - promete dar uma mãozinha - acrescentou outras sugestões, que aprovei. O pior é escolher um prato de peixe. Queremos fugir do arroz de marisco, do bacalhau à lagareiro, do polvo, da caldeirada. O tempo não está para coisas caras, é certo. Com pouco queríamos fazer muito. Andamos os dois com a cabeça às voltas com isso. Com tanta cozinheira belíssima por essa blogosfera fora, há alguma que tenha uma ideia simples, bonita e barata? [queremos fazer de uma receita simples, um prato requintado] Já consultei muitos dos meus livros de culinária e ainda não encontrei nenhuma receita que me enchesse asmedidas e parecesse sucesso garan…

esclarecer as mentes confusas

A propósito deste texto de ontem, acho que recebi o maior número de visitantes de sempre. Não sei como veio cá parar tanta gente, mas estou muito grata pelas visitas. este blogue não é popular, por isso, dou logo conta de tanta visita. Obrigada.
Pelo sim, pelo não, não vá haver aí alguém que não tenha percebido, convém esclarecer que aquele texto não foi nenhuma nota de culpa ou qualquer prova de adultério. O homem a quem lancei o convite - e que apesar de se ter feito de difícil, esta manhã, já o aceitou - é casado. É verdade. Mas é casado comigo. Por isso, estive na sua cerimónia de casamento, como disse, mas como sua noiva. Sem dúvida que a sua mulher sabe do que se está a passar entre mim e ele, porque somos a mesma pessoa. Eu ainda estou na posse das minhas faculdades mentais - não tenho dupla personalidade. Foi uma brincadeira que lhe resolvi fazer e relatar aqui pela graça que acho que tem. Namorar e amar não é fazer tudo certinho, é deixar que a paixão nos deixe fazer coisas…

resposta ao convite

Parece que o homem a quem deixei o convite se está a fazer difícil. Sei que já viu o bilhete - era difícil não o ver- e diz que me responde na altura certa. Que quererá ele dizer com isto?

Shiuuu, é quase segredo :))))

Hoje deixei um convite escrito a um homem casado. No vidro dianteiro do carro. Somos ambos casados mas, como diz o povo, não estamos mortos. Conheço-o há dezassete anos e sempre fui apaixonada por ele. Nestes anos todos, não posso negar que nem sempre a paixão foi a mais viva. Afinal, a vida com os seus episódios mais tristes, apaga alguma desta chama. Ele é casado há quase oito anos [fá-los em Setembro; assisti ao casamento :) ] e não foi isso que me dissuadiu de continuar apaixonada todos estes anos. Nunca estive apaixonada por ninguém da forma como estou por ele. Portanto, hoje dei o primeiro passo - pequeno para a Humanidade, mas muito grande para mim - convidei-o para um copo e um pézinho de dança no próximo sábado. Foi um grande atrevimento, eu sei. Claro que receio que ele não aceite. Afinal, apesar de ser uma boa aprendiz de dança, não sei até que ponto estou apta para uma pista de dança de verdade. Corro sempre o risco de ele ficar embaraçado por ser visto comigo. É a primei…

adooooooro isto

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Apetece-me dançar ao ouvir isto!



Nota: Ontem recebi um grande elogio da professora de dança; parece que estou a deixar de ser pé de chumbo. Fui uma das pessoas que mais evoluiu ao longo do tempo. yupi!É bom saber isto. A alma alimenta-se de pequenos nadas como este.

virtualidade em massa

Há coisas que decididamente não me vão ver fazer aqui. Quase posso jurar isto a pés juntos porque, mais que teimosa, também costumo ser muito coerente no meu comportarmento. Talvez por isso me achem uma pessoa estranha. Pouco há a fazer quanto a isso. Há regras que me são quase intrinsecas, e ir com o rebanho nunca foi o meu lema. Por isso, ao ler hoje este texto, sinto que afinal há alguém que pôs em palavras - e que bem que o fez - aquilo que há muito trago no pensamento. Senti, que entre tanta gente, há quem pense como eu.
Ainda sou muito do mundo real. No virtual apenas existe uma infima parte do que sou. Apesar de ser muito verdadeira aqui, nem toda a vida, vivida de carne e osso, é partilhável com o resto do mundo.
Para ler e pensar, porque afinal a cabeça serve muito para isso.

aquilo que os outros acreditam

É sobejamente conhecido o ditado, dito muitas vezes em castelhano, nem sei bem porquê: no creo en brujas pero que las hay, las hay. Não sou supersticiosa embora, às vezes, haja coisas que me possam fazer crer que há ali uma mão invisível. Seja para o Mal, seja para o Bem. No sábado, quando estava na clínica, de volta das unhas, ia contando esta peripécia. A minha interlocutadora estava de boca aberta, entre o surpreendida e o assustada. Ela acabou depois por relatar um episódio semelhante, com um gato que se enfiou no motor do carro do namorado. Quando faz muito frio, eles podem fazer isso. Não pressentem o perigo a que estão sujeitos. Agem por instinto, procurando calor. No fim de tudo chama-me a atenção por, no mesmo dia, se terem atravessado no meu caminho dois animais. Dizia ela que, quando temos animais em casa, eles são nossos protectores. Acrescentou ainda, que eles nos avisam de algo de mau que nos possa acontecer. Rematou, dizendo que deveria ir ver o carro, porque podia es…

Vamos colorir 2013 [Março- Poison Green 2]

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às vezes, é difícil escolher, entre focar-nos no que está perto ou no que está longe.

isto não é amor

Lá por casa apesar de, nem um nem outro ligar muito a coscuvilhices, não pudemos deixar de comentar acerca da situação um colega do marido, por ser fora do comum. Pelo menos nós não estamos familiarizados com ela. Há uns tempos atrás fomos encontrá-lo com a namorada na altura, e pareciam um par normalíssimo - e atrevo-me até a chamá-los de apaixonados. Já viviam juntos, na casa dele. Pareciam fazer grandes planos para o futuro. Há um par de meses deixou a namorada, está prestes a abandonar a sua própria casa e ir viver com a namorada nova. Eles trabalham juntos, ele como empregado, ela como patroa. Ambos já foram casados. Ela dá-lhe tudo: carro, viagens, férias e até dinheiro. Ele parece não se importar nem um pouco com isso. Resta saber por quanto tempo! Atrás de tantas dádivas, vêm o dobro das exigências. Ele, nos seus tempos livres, tem actividades em que ela não participa. Que ela já controla. Ele não pode estar com ninguém para além da hora que ela acha admíssivel. Muitas veze…

acidente

Já me deparei com episódios estranhos nas  auto-estradas. Pessoas que fazem marcha atrás em plena auto-estrada, gente que circula com um carrinho de bebé na berma, matilhas de cães à solta, raposas a saltitar em plena via. Eu sei lá que mais. Porém, e felizmente, nunca sofri nenhum acidente a propósito destes incidentes. Até hoje. Já relativamente perto de casa, embora ainda na auto-estrada, enquanto fazia uma ultrapassagem, a poucos metros do carro avisto um obstáculo móvel, do qual não tive oportunidade de desviar ou corria o risco de embater nas viaturas que circulavam na minha direita. Ainda tentei desacelerar, mas havia gente atrás de mim. Possivelmente terei fechado os olhos com o embate. Entrei em choque. Não podia parar em plena auto-estrada, na faixa de rodagem, para ver o que se tinha passado. Não conseguia pensar; limitei-me  a tentar controlar o choro, o stress. Acabei por ligar par a assistência, para removerem o obstáculo. A lateral direita do carro está estilhaçada do …

hoje é dia de

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Hidromassagemginástica.

A ver se me porto melhor que a semana passada. A ver se o pânico de me afogar passa e se começo a dar um bailinho às avozinhas (que já andam nisto há anos). Agora fora de brincadeiras, importante mesmo é sentir que a saúde está a melhorar e o stress a diminuir. Para estas coisas obriguei-me a ter tempo.

não gosto nada de dormir de meias*

Hoje ele não está. Já podia estar deitada há um par de horas. Amanhã não é domingo. Mas teimo em deixar-me andar a cirandar sem fazer nada. Só porque não me apetece dormir sozinha. Mas lá  terá que ser. Por volta da meia noite vai ligar-me se eu não lhe ligar antes. Para as boas noites e o amo-te da praxe. Saberiam melhor ao vivo e a cores. Porque me custa como tudo deitar-me de meias - se os pés teimarem em manter-se frios- e o espaço vazio ali ao meu lado. Eu, que hoje me tinha prometido deitar-me cedo, estou aqui a faltar-me à promessa. De todas as vezes que tenho de dormir sozinha, passa-se o mesmo. Quando farei diferente? Quando o sono for mais forte. Só assim. 
* Sei que é um título estranho, mas dormir de meias, cá em casa, é sinónimo de ter de dormir sozinha. Detesto!

leitura difícil

Para mim, uma das épocas mais tenebrosas da história mundial é a Segunda Guerra . Este sonho/obsessão que alguns homens têm de dominar o mundo assusta-me e deixa-me pensativa. Qual é o objectivo deles realmente? Até onde se vai pelo poder? É assustador ler relatos da época, ainda que alguns sendo fictícios creio não estarem muito longe da realidade. Custa-me ler coisas relativas à época. custa-me ler a descrição de uma carnificina inexplicável.  Talvez por isso - e apesar de estar muito bem escrito, e com um ponto de vista diferente - ando com muitas dificuldades em ler o livro que comecei ainda antes de 2012 acabar. Curiosamente, é um livro um pouco assustador e não gosto de o ler quando estou sozinha. Chamem-me louca. Neste livro, sinto-me demasiado perto com uma coisa da qual me tento manter afastada: a morte. É ela a narradora da história. Ler cada parágrafo do ponto de vista dela é um pouco asfixiante.  O livro é muito bom e talvez por isso, me tenha recusado a largá-lo antes de…

o amor agradece-se

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Sinto necessidade de agradecer os convites, os presentes, as dádivas, o amor, o carinho, a atenção que os outros me reservam. Corro o risco das pessoas acharem que um presente feito pelas nossas mãos vale tão pouco o agradecimento que lhes devemos. Eu acho que não há forma maior de agradecer do que usar as nossas mãos, a nossa vontade, o nosso tempo, a nossa dedicação a construir amor em lugar trocar o dinheiro por um presente. Estes foram feitos para agradecer um convite para jantar. No lugar do costume, com a  simplicidade  habitual, com as pessoas do meu coração. Agradece-se a canja de galinha caseira e o chouriço assado saído do fumeiro, com pão cozido em forno a lenha. Agradece-se a vida, a saúde, a alegria e o facto de estarmos juntos. Agradece-se ter-se quem se ama, mesmo que o amor não seja evidente aos olhos. 


Vamos colorir 2013 [Março- Poison Green 1]

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As mulheres estão sempre de dieta

Dizem que as mulheres estão sempre em dieta.  Por muitas razões, muitas mulheres não convivem bem com o seu peso. E fazem qualquer coisa para o baixar. Tomam todo o tipo de mistelas, muitas delas de origem desconhecida, outras camufladas por bulas farmacêuticas dando um ar muito saudável à coisa. talvez por não ser apologista de dietas loucas, de não encher o buxo com pílulas ditas milagrosas é que os meus resultados não saltam à vista. Mas eu salto, pulo, esbracejo para isso. Agora não tanto, mas a tentar lutar por voltar a ter hábitos de desporto. Também não sou pelas seitas que ditam que o melhor mesmo é passar fome. Temos uma colega que aspira em ser magra, mas daquelas esqueléticas. Desde que a conhecemos que está sempre em dieta assumida. Conhecemo-la como vegetariana mais por solidariedade com o namorado, que por convicção. Depois, voltou a ser omnívora. Mais tarde, Resolveu aderir a uma dieta que a mandava ingerir hidratos de carbono em dose industrial, a começar logo ao pequ…

pequena barraca

Ainda a propósito da hidroginástica, quando tive de dizer na recepção ao que ia, enganei-me e disse que ia para as aulas de hidromassagem. A cara de parva da recepcionista a olhar para mim, diendo que me devia ter enganado nas instalações. E eu muito convicta do que estava a dizer, insisti. Só depois dei pela barraca. [ e agora a escrever estava para a mesma]

a nova aventura

Se a dança não me tivesse dado alguma agilidade, ontem tinha levado um bailinho de seis sexagenárias. Ainda assim, fui a que fiz pior figura. Isto de me aguentar de pé, coordenar braços e pernas dentro de água foi coisa para me fazer um pouco de confusão. Faltava-me muitas vezes o equílibrio e o medo estranho de afogamento também está presente. Pelo menos não engoli pirolitos e a instrutora é muito simpática. Terça-feira lá estarei para mais uma aula de hidroginástica. Espero que os músculos, agora doridos, recuperem a tempo. Pareço uma sexagenária com artrite reumatóide.

perpétuas roxas

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Para quem perguntou o que são perpétuas roxas, aqui deixo uma foto. O chá é óptimo para tosses, rouquidão, laringites.  Muito fácil de beber. Melhor que pastilhas para garganta [acho eu, por experiência]. À venda em ervanárias e dietéticas.

Tem sido isto

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Nos últimos dias, a rouquidão voltou em força. Parece-me que as bactérias e os vírus, não encontrando amígdalas para se alojarem, - desde os 9 anos que não as tenho - atingem-me nas cordas vocais.  Continuo a achar que a rouquidão tem muito pouco de sexy, apesar de levar com esse "cliché"  ao telefone, nestes últimos dias. Muito chá de perpétuas roxas e pastilhas para garganta. hoje não há microorganismo sacaninha que me faça desistir da aula de dança. E amanhã lá estarei a pôr o pé na piscina, para a primeira aula de hidroginástica.  No que eu me fui meter.

abrir os olhos

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Não são apenas as coisas más que acontecem de um dia para o outro. Há coisas belas a acontecerem todos os dias. Mesmo debaixo do nosso nariz.

agradecer e gostar

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Às vezes, a única forma de agradecer o bem que nos vão fazendo é dizer que gostamos.  Que gostamos muito. Que gostaremos sempre. Em palavras e em actos.
A cozinha enche-se do cheiro a massa folhada, enquanto a Primavera lá fora parece ainda estar longe. As nuvens estão cosidas ao sol, mal o deixando espreitar. Ainda só há andorinhas cá dentro. E o meu obrigado vai saindo do forno em forma de palmiers toscos mas doces. 

admiração

Não posso negar a minha simpatia por Assunção Cristas, que não é de agora. Lembrei-me disto a propósito de estar a passar a  sua entrevista com o Daniel Oliveira. Talvez porque haja poucas mulheres à frente dos destinos deste país, a admiração tenha aumentado. 
Não sou simpatizante de nenhum partido - sou por Portugal. Também não sou feminista. Acredito que se houvesse uma mulher à frente deste país, as coisas podiam não ser melhores [porque não há milagres, semovos não se fazem omeletes], mas eram certamente diferentes.

Grandes planos

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Durante muitos anos, não apreciei jarros e lírios. Achava que eram as flores dos mortos e dos pobres, respectivamente. A minha mãe habitualmente tinha (e ainda tem) jarros no jardim. Durante imensos anos achei que aquelas flores apenas serviam para ornamentar a morada dos mortos. Nunca perdi demasiado tempo a olhar se eram ou não bonitos, o branco parecia-me demasiado vulgar para perder tempo com eles.  Um dia -não há muito tempo-, fui conhecer o palácio de Seteais, e vi uma jarra enorme de jarros. Amei vê-los ali, em molho, numa brancura singela, misturado com o ambiente vintage. Apagou-se a ideia que tinha dos jarros, passei a apreciá-los muito. Ao ponto de os ter no quintal, hoje ligeiramente perturbados com a vinda da geada. Estavam tão bonitos! Agora quando vejo jarros, lembro-me de Seteais, de um bonito Palácio, e de uma jarra cheia de jarros brancos. Uma ideia desfez-se dando lugar a outra, muito mais agradável. Os lírios, na minha infância, só existiam nos jardins de gente mu…

Vamos colorir 2013 [Fevereiro- Poppy Red 4]

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Muito antes do vintage ser moda, eu já era fã de peças antigas. Esta lata de bolachas em 2ª mão- que mais parece um porta-jóias em ponto grande - veio morar há poucos meses cá para casa. Ofereceram-ma por perceberem que tinha sido amor à primeira vista. Guardava esses de Azeitão.
 Como uma foto não fazia jus à beleza da lata, fiz uma sessão fotográfica e escolhi algumas que mostravam os pormenores. Continuo apaixonada por este objecto. Não me canso de a apreciar.