domingo, 10 de março de 2013

o amor agradece-se

Queques recheados de doce de abóbora 
Sinto necessidade de agradecer os convites, os presentes, as dádivas, o amor, o carinho, a atenção que os outros me reservam. Corro o risco das pessoas acharem que um presente feito pelas nossas mãos vale tão pouco o agradecimento que lhes devemos. Eu acho que não há forma maior de agradecer do que usar as nossas mãos, a nossa vontade, o nosso tempo, a nossa dedicação a construir amor em lugar trocar o dinheiro por um presente. Estes foram feitos para agradecer um convite para jantar. No lugar do costume, com a  simplicidade  habitual, com as pessoas do meu coração. Agradece-se a canja de galinha caseira e o chouriço assado saído do fumeiro, com pão cozido em forno a lenha. Agradece-se a vida, a saúde, a alegria e o facto de estarmos juntos. Agradece-se ter-se quem se ama, mesmo que o amor não seja evidente aos olhos. 



12 comentários:

  1. Os queques têm um maravilhoso aspeto! Eu valorizo tanto o que é feito com carinho pelo próprio...Sou uma apologista handmade :)

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    1. Jardim de Algodão Doce,

      obrigada. Quem comeu também gostou e recebi rasgados elogios. às vezes, tenho dúvidas que os outros apreciem o que é feito por nós. Talvez nem toda a gente vê o carinho que pomos nas coisas que oferecemos.

      Também sou apologista das coisas feitas por nós, com as nossas mãos. Tu tens muito jeito, tenho visto!

      beijinho e boa semana

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  2. Concordo inteiramente com o que dizes. Os presentes mais valiosos para mim são os que são feitos de tempo, perícia e amor dos que mos oferecem!

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    1. Olá Mariposa,

      Ainda bem! e espero que haja quem te dedique presentes desses já que me pareces uma pessoa cheia de doçura.


      Beijinho

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  3. Que bom aspeto! Tu tens muito jeito para essas coisas, e tenho a certeza de que quem recebeu adorou:)

    Beijos

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    1. B. Cérise,

      Não sei se tenho muito jeito. Nem sempre corre tudo bem. Normalmente não gosto de me repetir nos doces que faço. Esta foi mais uma experiência. Cá em casa faz-se doce caseiro, mas nenhum dos dois é fã de doce. Ele abriu o boião, chegou a comer por diversas vezes, mas depois esqueceu-se. Aproveitei, que não se pode estragar nada e achei que podia dar uso ao doce e presentear as pessoas do meu coração. Sairam estes queques. E saíram bem.

      Quem recebeu gostou muito e acabei por receber uns elogios que me souberam melhor que o doce de abóbora dos queques :)

      beijinho e boa semana

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  4. Concordo com as palavras e esses queques, ai. Não sobrou nadinha? eheh

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    1. Lacorrilha,

      Tenho por aqui quatro, já que o marido pediu para lhes deixar alguns. Fora os que ele "roubou" do prato sem eu dar por isso.

      Queres um? :D

      Beijinho

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  5. Faço minhas, as tuas palavras.
    Acho que hoje em dia, cada vez mais, as pessos esquecem-se das boas regras de educação...
    Não que dizer bom dia, boa tarde, boa noite devesse ser sinónimo de educação - tão só deveria ser um pequeno gesto de atenção para com as pessoas com quem nos cruzamos no dia a dia. Da mesma forma, as pessoas esquecem-se, cada vez mais, de valorizar os pequenos gestos. Quando eu digo "obrigada!" ou "bem aja!" com um sorriso, por vezes noto uma certa surpresa na cara de quem ouve. É triste...porque é sinal que as pessoas já não estão habituadas a ouvir isso...
    Tal como é triste as pessoas não valorizarem aquilo que é feito por nós, seja um bolo, um pão, uma peça de artesanato, um desenho, ou qualquer outra coisa...

    É que no fundo, tudo isto também são formas de mostrar amor e apreço.

    Obrigada pelas tuas palavras, espero que sim, que tudo corra melhor! ^^

    Beijinhos :3

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    1. Kuma,

      Acho que as regras de boa educação deixaram de ser ensinadas. Outros acham que cairam em desuso.

      Não acho nada disso. Nunca deixo de dizer bom dia ou até amanhã quando chego ou saio do trabalho. Vou ao gabinete das pessoas e deixo um bom dia personalizado, tratando as pessoas pelo nome próprio. As pessoas estranham se não o faço . é sinal que não estou. E retribuem se chegam depois de mim. Tornou-se uma rotina boa, sã.
      Toda a gente gosta de mimo.

      o apreço que temos pelas pessoas mede-se pelo cumprimento, pelo sorriso, pela disponibilidade.

      Fazermos alguma coisa pelos outros - algo que não se compra em lado algum -enquanto a pessoa espera receber aquilo que vê numa montra, raramente torna ao nosso presente valorizado. As pessoas ficam a pensar que afinal, somos forretas, que aquilo não é forma de mostrarmos apreço. Porque não sabem ler o amor que pusemos naquele presente.

      Quanto a ti, desejo sinceramente que tudo melhore. Sei que, muitas vezes, acreditamos que tudo demora a sarar, mas esquecemos que somos mais fortes do que julgamos. Só depois da tempestade passar é que nos damos conta que somos capazes de sobreviver.

      beijinho

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  6. Subscrevo totalmente. Eu também sou muito apologista do "feito em casa" e reutilização. E não é preciso ser pobre como se espalha a ideia para se fazer isso. É uma questão de educação, de bom senso e responsabilidade ambiental e social.

    Quando se faz algo para dar, em vez do comprar e dar, mostra que pensamos naquela pessoa, paramos para ver o que gosta, e "gastamos" ( não no sentido perjurativo) tempo para faze-lo. Mas hoje em dia não se dá valor, aliás, ainda são capazes de pensar coisas contrárias.

    Infelizmente é o mundo em vivemos. Com esta crise, muitos dogmas estão a ser mudados. Pena é que estejam a ser mudados, pela crise e não pela verdadeira razão.

    Beijos

    Sofia G

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  7. Também concordo. Há uma senhora amiga da minha mãe que de vez em quando, para agradecer os ovos, as laranjas e etc que a minha mãe lhe dá, vem trazer uma taçada de arroz doce maravilhoso e ainda quente, manda recado que uma parte é para mim e eu derreto-me toda pois acho de um carinho enorme fazer algo com as nossas mãos para dar a alguém. São gestos que se estão a perder mas que têm para mim um valor e uma estima enormes.
    Os queques parecem deliciosos. Bjs

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