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o veneno de sempre

Nos últimos meses senti que saía da cápsula negra em que vi envolvida por bastante tempo. Acho que isso se notou claramente por aqui. Até eu me surpreendia depois de ler o que escrevia. Senti-me também um pouco tola, pelas palavras, por vezes, infantis (?) e apaixonadas que fui deixando. Tornei-me uma pessoa mais descontraída, menos preocupada, mas feliz, ou feliz de novo. Parece, por agora, que a sucessão de episódios marcantes se rompeu. Foi o que me levou durante muito tempo a ser um frangalho humano.
Sou naturalmente alegre e bem disposta e há até quem diga que tenha uma gargalhada contagiante. Mas, por me ter tornado mais optimista, não quer dizer que não tenha os meus momentos negros, introspectivos, de desilusão e descrença, ou revolta. Prevejo quando acontecem mas não consigo evitá-los - apesar de fazer um grande esforço para que não aconteçam. Eu realmente posso dizer -porque está provado comigo - que as hormonas têm, em mim, um efeito poderoso. Quando isto acontece, sei que a esperança ténue que reside em mim, se torna  um veneno que se espalha no cérebro, e não há antídoto imediato. Tenho que esperar que o organismo volte  a fazer a reposição normal para começar mais um ciclo e a alegria volte. Sei que há alturas que sou mais atingida que outras. Apesar de continuar a acalentar uma esperança residual - ela quer manter-se cá, sou humana- acho sempre que a minha cabeça já se comprometeu com a  realidade de que nunca serei mãe. Mas, nestas fases, envenenada pela esperança, volto a abrir aquela caixa mental, onde fui alojando aquilo que projectei há anos atrás, para quando um dia tivesse filhos. Antes dos trinta, era a idade que tinha estipulada. Os nomes que já tinha escolhido - hoje, o meu sobrinho tem um desses nomes-, os livros que lhe haveria de ler na barriga, os afagos que lhe havia de fazer, a cadeira de baloiço que teria de comprar, as músicas que lhe faria ouvir, as conversas que haveríamos de ter. Tudo isto foi tão intensamente sonhado.
Sei que daqui a um ou dois dias vou fechar de novo essa caixa, mas não posso impedir-me de a abrir.
Estou longe de ser bipolar; é mesmo uma questão de grândulas e hormonas que arrumam com o meu estado de espírito. Desta vez sinto-me demasiado frágil por diversas razões, a somar às habituais. Daqui a uns dias estarei nos trinta e seis. Vejo o tempo a encolher a cada ciclo que recomeça, sinto-me com uma curta validade para que os sonhos que acalentei se tornem realidade. Há algum tempo que as pessoas desistiram de falar comigo sobre filhos, pelas evasivas que vou dando. Mas a pressão está latente. Sinto-a no ar. Apesar de a opinião dos outros pouco significarem na minha opção de querer ter filhos, não sou impermeável a elas.
Ontem recebi a notícia de mais um nascimento, de uma família feliz. Sorri por eles, chorei por mim. Sentia necessidade de chorar. Depois de ler ISTO - não é o texto que me indigna (quem escreve é das pessoas mais doces que leio), são os argumentos que deram origem ao mesmo -, a revolta cresce e espalha-se por todos os meus pensamentos. E, paraece-me óbvio que não sou imune às notícias em geral, mas quando se trata de notícias como ESTAS abandono-me à minha razão de que não é natureza que escolhe que eu não consiga ter filho. Sei ainda que, se alguém conseguiu chegar a esta linha do meu texto, sem ter abandonado o blogue se estará a questionar o porquê de eu não pôr a palavra adopção nas minhas hipóteses, como antídoto ao meu veneno. Nunca será verdadeiramente um antídoto, por muitas razões. Podia dar muitas explicações, que quem é pai ou mãe dificilmente compreenderá. Acho que esta explicação que li AQUI, é tão clara que não tenho nada a acrescentar.
Isto não é um assunto que goste de falar embora não pareça, já que falo muitas vezes nele; mais do que me apetece. no entanto, de tempos a tempos, sinto necessidade de aplicar em mim um certo calmante a este turbilhão de pensamentos envenenados enquanto espero que tudo recomece. {A escrita é o meu calmante; mais do que a linguagem verbal.} Até que um dia o ciclo cesse e finalmente a esperança deixe de cá morar, vítima do prazo que todos os dias se vai minguando.


[obrigada aos que ainda têm paciência e tempo para me ler sobre este assunto; obrigada aos que me acarinham nos comentários que cá deixam. também isso é parte do calmante para apaziguar a dor]


Comentários

  1. Eu tenho todo o tempo do mundo para te ler e rever-me em cada palavra tua. Não teria descrito melhor tudo isto...

    Bjo*

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    1. ladybug,

      Obrigada por me leres. Estar ciclicamente a falar neste assunto é chato para as pessoas, mais ainda para as que nunca passarão por isto.

      Desejo-te sorte também.

      Beijinho

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  2. Dói ler estas palavras. Porque me dói não poder fazer nada para aplacar esta tua dor. É nestas alturas que questiono tudo, que pergunto qual a razão "maior" para que isto a aconteça a pessoas que tanto desejam e merecem ser pais e depois aconteça precisamente o contrário a quem, sem sombra de qualquer dúvida, nunca deveria ser concedida essa dádiva.

    Ofereço-te um abraço e um ombro.

    Um beijo muito muito grande

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    1. carla,

      As pessoas passam o tempo a dizer que a natureza sabe o que faz. Será que isto tem mão da natureza? Se fosse, a natureza daria filhos a mães que matam filhos? é o que tem de ser, é sorte, sei lá...

      Obrigada pelo teu abraço.

      Beijinho

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  3. Acho que a frase que não se deve dizer, eu já a disse algumas vezes.
    Não o disse por ser a última alternativa, nem por ser a segunda escolha, disse porque é uma das formas existentes para ser mãe. Digo-o com carinho porque cada vez que entro numa instituição me apaixono por aqueles abraços que nos dão, pela falta de afecto. Parece a que a vida desencontra os pais dos filhos, que se procuram sem se achar.

    Toda a minha vida, desde criança mesmo, eu quis adoptar uma criança. Fi-lo depois de ter a minha filha biológica, fi-lo com outra racionalidade de quem já passou pela maternidade e agora quer concretizar um sonho. Não tive portanto grandes limites no meu processo e fui mãe pela segunda vez.

    Compreendo quem não queira adoptar, quem não tem perfil, e até aqueles que como a Bê, querem, mas depois do filho biológico (como eu).

    Quem está de fora, quer ajudar, quer dizer que "está aqui, se precisares", quer dar um palavra de conforto, mas muitas vezes as nossas palavras ferem, melidram, magoam e nós nem nos apercebemos.

    Eu continuo a ter esperança que concretizes o teu sonho, que tarda mas que vai chegar o dia. Fi-lo o ano passado (neste momento recordo a altura do teu aniversário), mantenho a esperança este ano, e vou continuar, porque mesmo nos dias mais cinzentos, o sol existe, está lá mesmo que não o vejamos e o teu dia vai chegar.

    Deixo um abraço, um "perdoa-me se as minhas palavras magoam" e uma certeza:se precisares, estou por aqui.

    Beijinho

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    1. S.o.l

      Olá! Acredito que a tal frase seja dita sem qualquer maldade. As pessoas querem confortar e nem sabem como. Parece-lhes viável apresentar essa solução. No meu dia-a-dia ninguém me diz isso, porque este problema está restritivo a pouco poucas pessoas. praticamente ninguém sabe. há muito mais gente aqui a saber, porque é aqui que comigo falar no assunto.

      Também vou acreditando que o sol nem sempre se vê mas existe. Vai-me fazendo acreditar que até que haja hipóteses vou tentando ter esperança.

      Não te preocupes quanto às palavras, tens sido impecável; podemos sempre tentar por-nos no lugar do outro mas não conseguimos por-nos na sua pele. é natural que digamos sem que tenhamos a ideia do ferimento que causa nos outros.

      Também gostei muito de saber um bocadinho da tua faceta de mãe. :)Feliz da criança que acolheste na tua família.

      (tenho ideia que terás feito anos por estes dias, embora agora não consiga tirar a teima porque o teu blogue está inacessível. Lá terás as tuas razões)

      beijinho

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    2. Fiz dia 1 ;)
      Quanto ao blog optei por deixar de escrever, por isso está fechado. Foi uma decisão que já estava a fermentar há muito, mas não tinha a certeza de me saber capaz de a cumprir. Sinto-me mais leve neste momento, a recuperar a pessoa que eu fui, e neste momento quando me olho ao espelho já me vou reconhecendo traços. Tem dias que pensamos/escrevemos demais, deviamos era viver mesmo, sentir as coisas que nos rodeiam.

      Claro está que as pessoas que lia, continuo a ler, a acompanhar e a comentar quando acho oportuno fazê-lo.

      Bem, hoje é o teu último dia com 35 anos, vai lá aproveitá-lo da melhor forma, e deixa comemorarem os teus anos, pode não te apetecer muito, mais em companhia daqueles que gostam de ti, vais dar com ceteza uns sorrisos que valerão a pena.

      Beijoca.

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    3. S.o.l,

      Se me tivesse ocorrido o dia certo, ter-te-i enviado, ao menos, um mail... não me lembrei, só me lembrava de ser em Abril.Parabéns para ti, desejo-te mais uma ano de vida com muitas alegrias.:)

      Entendo o que dizes quanto ao blogue.Já passei por algo parecido. Quase se tornou uma espécie de dependência. O outro que tive ajudou-me a combater a solidão, mas criou dependência das palavras, e isso não podia ser. Uma pausa sabe bem, mesmo que estejamos contrariadas no início. Neste tento mais moderação, e viver mais o mundo defronte dos meus olhos. aqui fica o registo de algo já vivido ou com a vida a decorrer. Sem depend~encias e ao meu ritmo, com as minhas escolhas. [corro o risco, com esta atitude, de parecer snob; não sou, apenas preciso do meu espaço e da minha liberdade, sem ir contar as minhas vontades ou convicções.não é o fazer porque os outros fazem]

      O dia de hoje, o último dos 35, será bem passado certamente. Vou fazer por isso!

      beijinho grande e obrigada pelas tuas palavras sempre tão certeiras

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  4. Não consigo perceber como é que há "mães" que são capazes de fazer tal coisa, quando li isso esta manhã fiquei incrédula.

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    1. Opinante,

      Acho que as pessoas são ou estão doentes. Entram em colapso, possivelmente. não quero julgar ninguém apesar de não conseguir evitar uma revolta quanto à vida, quando leio coisas daquelas.

      beijinho e bom fim-de-semana

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  5. Minha querida Alice, a esperança é mesmo a última a morrer enquanto houver ciclos também. Não deixes que o teu coração se inquiete, é na serenidade que as surpresas surgem (as boas surpresas). Sigo um blog de uma mãe (http://sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt/)que demorou 20 anos para concretizar o seu sonho de ser mãe, sofreu perdas mas concretizou o seu sonho recentemente e já nos 40 anos. Nunca é tarde para se ser (ainda) mais feliz !

    Beijinhos

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    1. Susana,

      A esperança mantém-se sozinha. Há quem jogue no euromilhões na esperança de ganhar, mesmo sabendo que a probabilidade pequena. Todos acreditamos um pouco, quando queremos muito.
      O meu coração inquieta-se algumas vezes, e eu não consigo evitar. Já vivo muito mais descontraída, mas a esperança faz o coração inquietar-se.
      Também conheço esse blogue, esse é um exemplo a ter em conta, mas não posso deixar de ter sempre presente que também há quem nunca consiga.

      Vai-se tentando...
      obrigada pelo teu carinho.

      beijinho

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  6. Pois eu sou daquelas que a possibilidade de ter um filho era quase nula. Anos e anos foram passando e a ideia de adopção sempre persistiu, não para substituir um filho biológico, mas porque se eu pudesse dar amor, carinho e um lar a todos os que não têm pais eu o faria de coração.
    Mas a vida de repente deu uma reviravolta e hoje tenho 4 filhos. Eu era aquela que nunca iria engravidar. Tenho um post de adopção de um casal meu amigo que adoptou 2 irmãos no meu blog.
    Nunca sabemos o que a vida nos reserva, mas nunca percas a fé, eu não perdi.
    Vou continuar a visitar-te.
    Bjs

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    1. Vivi,

      eu gostava de fazer parte daquela percentagem de casais que, não fazendo prever, acabam por engravidar. É nisso que mantenho a esperança. Evitaria mais outro tratamento- o terceiro- e tudo seria uma surpresa fantástica.
      Vou acreditando - o coração acredita- que um dia conseguirei. A cabeça é que parece ter os pés mais assentes na Terra.

      Beijinho e obrigada pelo teu testemunho (é importante e reconfortante)

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  7. Meu doce um grande beijinho para ti ... e é sempre com gosto que te leio e que me entristeço por ti ... se te sentes bem deves sempre escrever :)

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    1. Ângela, ~

      Obrigada. Sei que também não estás a passar um bom bocado. Desejo que a tua vida volte ao sítio - sei que há coisas que já não voltam ao que eram- mas, acima de tudo, que encontres a felicidade.

      Beijinho e obrigada por me leres.

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  8. Eu acho que já foi tudo dito. Subscrevo o que disse a S.o.l.
    Beijinhos e mantém a fé e a esperança. Quando relaxares, as coisas vão encaminhar-se rumo ao teu sonho e tudo encaixará! ^^

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    1. Kuma,

      Eu que tenho algum "medo" de acreditar no esoterismo (já falámos nisso) confesso que me entusiasmei por este ser o ano do meu signo. Apesar de não ser muito crédula em signos, estes ajudaram também à minha esperança. As estrelas conspirariam a meu favor. :) Mas é preciso muito mais que isso.

      Vou mantendo a fé e a esperança enquanto me for possível.
      Obrigada pelas tuas palavras

      Beijinho

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  9. Alice, não consigo imaginar a tua dor pois não a vivi, no entanto já acompanhei de perto muitos casos como o teu e muitos tiveram finais felizes, outros não. O que posso dizer é que alguns dos casos felizes, o conseguiram quando deixaram de fazer disso uma obsessão e... aconteceu. Mas é muito fácil falar, eu sei. É difícil mandar na nossa cabeça e dizer-lhe para não pensar em determinadas coisas. Mas arranja tantas actividades quantas te permitam estar demasiado ocupada para não pensares no assunto. Quem sabe...
    Também podias ser uma daquelas famílias de acolhimento, sei que não é a mesma coisa, mas podias acalmar o teu coração ao dares afecto e carinho a uma criança que o não têm e há tantas. Espero sinceramente que encontres a calmaria e a alegria dentro de ti. Um beijinho :D

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    1. Gaja Maria,

      Isto já foi uma obsessão... agora não é. Mas, há fases que não consigo passar ao lado do problema. Já disse umas quantas vezes que me sentia bem resolvida quanto a este problema, depois depara-mo com factos, datas, circunstâncias que voltam a levantar o problema na minha cabeça e vou-me abaixo.

      Por ter a noção que nem todos os casos têm finais felizes, é que a minha crise se acentua.

      Ser família de acolhimento é uma coisa que gostaria de fazer; há muito tempo que pensei nisso. Ainda antes de saber que tinha dificuldade em engravidar - embora ninguém saiba por que não é possível. Nem me dá nenhuma razão. Continuo com o plano família de acolhimento ainda presente pois é algo que gostaria de fazer.

      Beijinho

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  10. Nem sabes como me entristece as tuas palavras. Desejo muito que realizes o teu mais profundo desejo. Não desistas de ter fé e esperança. Aqui há dias soube a história da irmã da minha cunhada. Desistiu de ser mãe poque os médicos asseguraram que isso nunca iria acontecer. Passados muitos anos, engravidou agora há dois anos, sabendo só que estava grávida aos 5meses de gestação. Ninguém queria acreditar, nem ela, nem os médicos. Ela é da minha idade, vai nos 37. Por isso, eu acho que nada é impossível e por vezes há mesmo grandes surpresas. Um abraço apertado.

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    1. Jardim de Algodão Doce,

      São histórias como a que deixas aqui que ainda me alimenta a esperança.
      A mim ninguém me justifica porque não consigo engravidar, mas também não me dizem que nunca o conseguirei. É tudo tão incerto. É possível que ainda possa voltar a fazer outro tratamento. Aguardo. Não me importo que o consiga de forma laboratorial, mas que o consiga! Todos os meses vou mantendo a esperança que não será necessário tratamento- evitaria algum sofrimento, quer para mim, quer para o marido. Se acontecesse naturalmente, seria tão mais fácil e tão mais surpreendente!

      Beijinho e obrigada pelas tuas palavras

      Eliminar
  11. A sensação que tenho sempre é que as pessoas têm muita coisa como garantida e acabam por não conseguir estar na pele de outras pessoas porque não compreendem as angústias e o sofrimento. Preciso calar-me a dizer disparates que cortam como facas...
    Nem sei muito bem o que dizer, por isso só digo estou aqui mesmo ao lado e lerei os teus textos todos. You can count on me.

    Beijos grandes*

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    1. B. Cérise,

      Acredito que a maior parte das pessoas, quando opinam, estejam a fazê-lo sem ponta de mediocridade. Quero acreditar que sim. No entanto, os tempos mudaram, e no que toca a gravidez, hoje assistimos a cada vez mais depoimentos de casais que se deparam com uma situação de infertilidade (que não contavam). E ainda são postos um pouco de parte na sociedade. Como se o facto de não se conseguir procriar fizesse de nós uns seres inferiores.
      E depois, as pessoas sugerem os tratamentos e julgam que é sucesso garantido. não é. Os tratamentos não passam por tomar comprimidos a tempo e horas como se se tratassem de antibióticos e a gravidez acontecesse. Há uma mescla de hormonas a injectar todos os dias, há recolhas de óvulos que não são assim tão fáceis de suportar como se fosse só limpar uma ferida e por um penso. Assim como a adopção, não é solução para a infertilidade. Apazigua mas não cessa a dor de não se ser mãe.

      É difícil quem não passa por isso entender. Eu entendo isso. Como são poucas as pessoas que entendem o assunto tal e qual como é, digno-me apenas a falar do assunto aqui. As pessoas que me rodeiam podem desconfiar, mas não o sabem verdadeiramente e nada têm a ver com isso.


      beijinho e obrigada por estares por aí! ;)

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  12. Alice, compreendo muita coisa. Um abraço sentido.

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    1. eu,

      Sei que sim. Mas vocês vão chegar ao vosso objectivo rápido. Vou torcer por isso.

      Beijinho

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  13. Não sei o que posso dizer que possa ajudar, primeiro porque já vou tarde, depois porque a minha experiência está tão aquém da tua. Adopção não cura é cura para a infertilidade, pode ser uma opção para alguns casais e para outros não. Mas como tudo o que envolve o tema da infertilidade, só que passa é que percebe, os outros opinam para tentar ajudar, mas nem sempre conseguem.
    Acho que deves escrever sempre que te sintas assim, a mim ajuda e não te deves preocupar se quem te lê vai gostar ou não, afinal o blog é teu.
    Não sei se vão conseguir ser pais, desejo muito que sim. O que te posso dizer é que não desistam, tenham fé e acreditem que tudo é possível.
    Este pode ser um conselho parvo, ao nível da adopção, mas eu gosto muito de animais e percebo o quanto me faz bem ter algo que cuidar. Já pensaste em arranjar um cão ou gato?
    Um beijinho grande.

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