terça-feira, 18 de junho de 2013

Estou doente

O dia de ontem não foi fácil. Não querendo exagerar nem entrar em pormenores porque seria auto-flagelar-me, havia mais lixo debaixo do tapete que eu imaginava. Algum bem tóxico, metaforicamente falando. Mais que preocupada, fiquei alarmada. Coisas tão básicas tiveram erros crassos, não sei se por incompetência, se por distracção.

Sinto-me ainda pior por ter verificado que todos os problemas que antevi aconteceram. Todas as instruções que deixei, não houve uma a ser cumprida. Ela faz a mesma coisa que eu, embora num percentagem muito mais pequena. Mas isto não é novidade nenhuma. Errou no b-a-ba, para começar. E descambou em muita coisa. Resultado final: um novelo de problemas que nunca mais acaba. Sou eu quem vai ter de justificar o que se passou. Mais ninguém. Apenas garantiu os serviços mínimos e de forma muito deficiente.

Não sei se foi por me sentir tão impotente porque não consegui combater todos os erros - por não os julgar sequer serem possíveis, não os calculei - ou porque continuo a precisar de descanso, fui atacada por algum vírus. Assim, estou a fazer um grande esforço por estar no trabalho apesar de cheia de calafrios. Já enfiei um ibuprofeno no bucho. Se não me curar as maleitas psicológicas, que me cure das físicas.

Talvez esteja a ser muito exigente, ou pouco tolerante. Às vezes tenho medo de ser ambas as coisas. Acabo por pensar que sou eu que não tenho razão. Fico sem saber se o meu intervalo de tolerância não será demasiado apertado, temendo ser injusta.


8 comentários:

  1. Incompetência ou terá mesmo feito de propósito?
    Poucas palavras minhas serviriam para te consolar.

    As tuas melhoras querida Alice. Um beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Carla,

      Obrigada pelas tuas palavras mas não há mesmo nada que alivie isto, a não ser, seguir em frente e pensar que não andam mais coisas guardadas à espera de me servirem de má surpresa. E esperar que o vírus se vá embora.

      Não creio que o tenha feito de propósito. É demasiado grave para ser feito de propósito. O meu chefe (e patrão) não esteve e é demasiado distraído para dar conta da situação. Ainda assim, Há erros grosseiros, à vista desarmada, que ele veria logo se estivesse. Por isso, eu e ele não nos podemos ausentar em simultâneo. Mas como achámos que não ia ser muito movimentado por causa dos feriados, fui autorizada a ir de férias.

      Quando vou a mexer nas coisas deparo-me com erros e reclamações que não fariam sentido se houvesse uma cabeça no lugar.

      É um trabalho com demasiada responsabilidade, que pôe em causa todos os serviços da empresa, acarretando num prejuízo avultado em caso de erros.Todos erramos, mas por excepção, não por norma. Isto é não deverá ser cada tiro, cada melro.
      É precisa alguma destreza mental, de organização e gestão do stress. Quando ela adora acorrer a tudo o que não lhe diz respeito - estando no meio de algo que tem de ser feito com o máxino cuidado o que daí resulta? nada de bom certamente. Adora atender os telefones da recepcionista ou pôr-se à conversa com as pessoas do armazém, porque adora telefones (como se chamam as pessoas viciadas em conversas telefónicas?)Ou ligar para dois ou três fornecedores 10, 15 vezes quando um simples mail lhe resolveria a questão, ou juntava várias questões e resolveria tudo de uma vez.
      Está a fazer uma coisa que exige rigor, mas se tocarem à porta, vai logo a correr tipo competição para ver se abre primeiro que a recepcionista. Aqui toda a gente tem tarefas definidas. Só em caso de ausência, fazemos outras tarefas de quem está ausente. Quer estar em todo lado e não está com a cabeça em lado nenhum.

      é o que temos. por muito que lhe tentemos explicar ela não entende ou quer entender. o melhor é seguir em frente e não me aborrecer.

      Beijinhos querida Carla

      Eliminar
  2. Forcinha querida, não exijas demasiado de ti...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Opinante,

      O pior é que sou eu que vou dar a cara por tudo isto. E gosto pouco de sacudir a água do meu capote, sendo uma delatora dos erros dos outros. Não me apetece dizer: a culpa foi dela. A culpa será sempre minha porque afinal, todos os olhos que fui usando, não foram suficientes para acautelar tudo. MAs sou humana, e continuo a achar que tudo fiz. Não havia nada que mais pudesse fazer para evitar isto, isso é certo.

      beijinho e obrigada

      Eliminar
  3. Ohh como te entendo! No meu trabalho também somos duas com a mesma função, porém, o trabalho é todo para mim. Quando vou de férias sabes o que acontece? As coisas chegam e a Direcção diz para a outra: Deixe estar, a Marta quando voltar faz! Grhhhhhhhhh

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Marta,

      Por aqui também há disso, mas porque há coisas que é mais fácil ser eu a lidar com elas que ela. Há competências que não lhe querem passar por não a acharem com uma abordagem positiva.

      Tenho uma série de assuntos que estão a ser tratados por mim, que ela nem sequer tem conhecimento, que vieram das minhas férias.

      Há gente para tudo e tu também tens aí uma marmanja que, valha-me Deus!

      Bjs

      Eliminar
  4. Nem todos têm a mesma capacidade, é um facto mas.... o b-a-ba tem de se conseguir pois sem bases tudo o resto vai abaixo!

    Boa sorte e as MELHORAS :D

    ResponderEliminar
  5. Rapariga, tu não és nenhum robot e se deixas tudo acautelado não tens de te haver com os erros da tua colega. Eu percebo que o zelo e o brio profissional sejam superiores a tudo isso, mas ela também deve ser chamada à atenção quando faz asneira. Eu sinto-me um bocado assim como tu, ter de chamar à atenção pessoas mais velhas que eu quanto toca a problemas nas aulas, mas peito para a frente e precisão no discurso.
    Seres tu a dizer as coisas más também faz parte do trabalho? Venham elas que tu és rija o suficiente para tudo isso. Afinal de contas não foste tu que erraste, certo?

    Um grande beijo e já sabes que estou solidária contigo*

    ResponderEliminar

Tens alguma coisa para dizer? Obrigada por partilhares! ;)