quarta-feira, 12 de junho de 2013

hoje preciso falar sobre isto

Andei bastante hesitante em escrever sobre isto. Vou fazê-lo agora, sem sequer saber que rumo vão ter as minhas ideias à medida que os pensamentos se desembaraçam do meu cérebro. Podia tê-lo feito com papel e caneta, mas tendo tornado este blogue num quase diário, resolvi não deixar isto de parte. 
De há uns tempos a esta parte tenho visto o desejo de muita gente querer ser mãe; a maioria destas mulheres já não o serão a primeira vez, e algumas delas nem a segunda. Se as censuro por quererem ser mães numa altura destas? Não! Afinal, a maioria destas mães certamente terão tido pais que criaram filhos em piores condições que hoje temos. E criaram-se! Cada um sabe da sua vida, e não devemos apontar a crise para desmotivar quem quer ter um filho.
Ser-se mãe pode ter condicionantes económicas mas cada um saberá de si. [Estou a desviar-me do assunto].
O facto de ler  e ver tanta gente a tentar [e a conseguir, felizmente!] ser mãe, remete-me à minha situação de não o conseguir ser. Falo de ser mãe biológica, que é isso que me leva a escrever isto.
Creio que não venhamos a fazer novo tratamento de fertilidade. A ser acompanhada no hospital público e após tentativa e meia (o segundo tratamento só teve duração de 4 dias por fraca resposta ao indutor) e mais de um ano passado, já não devem voltar a chamar-me. Também já não voltarei a ligar para lá para saber como está o processo. Não vou tentar o particular, não por causa do dinheiro (o dinheiro é ganho para nos servirmos dele, não para sermos seus servos) mas porque é um tiro no escuro. E há muito medo de uma desilusão ainda maior do que a que já tivemos.  Após ter recorrido a uma série de médicos - serviço particular e público - sem que ninguém nos dissesse de que tipo de problema padecemos, torna-se difícil acreditar que fazer tratamento no privado nos aumentará as probabilidades.
Não desistimos de ter um filho mas estamos a deixar que seja a natureza a decidir. Estamos a pensar noutros caminhos, ainda que ligeiramente aflorados, nunca foram verdadeiramente explorados. Vai implicar recurso a novos profissionais de saúde e mais uns quantos exames médicos. Talvez seja uma coisa fácil de resolver, talvez ninguém tenha visto o óbvio, sei lá... um voltar à estaca zero. ao zero absoluto.
No entanto, de há uns meses a esta parte comecei a ter medo de começar tudo de novo. Planeámos e esperámos tanto tempo que, de cada vez que revejo a matéria exaustivamente estudada, começo a pensar nos ses que antes nunca punha em causa.
O passar de um ano após o tratamento criou muitos macaquinhos na minha cabeça. No primeiro tratamento nem sequer existiu congelamento de embriões, o que talvez tivesse facilitado a situação.A natureza parece mesmo estar contra a nossa decisão.
São cinco anos a planear uma gravidez que nunca veio. Já contei que tinha tantos planos: os nomes escolhidos, que entretanto passaram a ser muito comuns, o quarto, a organização da vida. Tinha tudo mais ou menos planeado. Eu sou uma mulher de pormenor e única coisa deixada ao acaso, foi o momento em que a gravidez aconteceria. Esperava que acontecesse, mais dia, menos dia; deixei isso à consideração do acaso, da natureza. Não aconteceu.
Quando começámos a pensar no assunto e até há um ano atrás, nunca me julguei incapaz de ser mãe. Agora tenho tantas dúvidas e muitos medos. Seria capaz de dar uma boa educação? Seria incapaz de passar noites sem dormir ou a ansiedade tornar-me-ia incapaz de cuidar de mim e da criança? Sentir-me-ia impotente perante os primeiros tempos da maternidade, porque um recém-nascido não sabe falar e não tem forma perceptível de dizer o que sente? às vezes, dou por mim a pensar que talvez nem saiba cuidar de mim, quanto mais de uma criança. Será que  a natureza não me deu a oportunidade de conceber por me sentir que não sou forte o suficiente para essa jornada? Porque é que os outros casais conseguem e nós não?

Apesar de a esperança se manter aqui no coração, o medo tem-me tomado conta de uma boa parte do sonho. Rever a matéria exaustivamente tem-me levado para caminhos que nunca antes haviam sido pensados. O caminho da minha incapacidade de poder ser boa mãe. E, ás vezes, tenho medo de a natureza me fazer a vontade, mas com a condicionante de não vir uma criança saudável. Na minha vida, habitualmente as coisas boas costumam vir sempre com um mas... 

Sei que pareço uma perturbada mental por deixar o meu pensamento ir a estes ses todos. quanto mais analisamos um problema, mais estudadas são todas as possibilidades, mesmo as que possam parecer mais descabidas ou a que não devemos dar tamanha importância.


29 comentários:

  1. Não penses nem valorizes esses 'ses'. A nossa capacidade de educar, amar e gerir emoções quando somos mães/pais vai surgindo aos poucos, muitas vezes por tentativa/erro é certo mas não amedrontes os teus pensamentos com isso. A maternidade/paternidade aprende-se com o tempo. Eu nunca tive ninguém a dizer-me o que fazer desde que o meu filho nasceu, ninguém ! E hoje conheço-o mais do que ninguém, sei o que precisa, o que sente, mas é óbvio que a lista de dúvidas quanto á sua saúde irá sempre existir, só depois de passarmos por uma experiência estamos aptos a sabermos agir numa próxima. A primeira vez em tudo às vezes é dificil de engolir por nos sentirmos pouco preparados, mas para tudo à uma primeira vez. O teu desejo enorme de ser mãe é meio caminho para seres uma boa mãe, não duvides disso ;o) E não desistas do teu maior sonho, faz tudo o que tens ao teu alcance para o conseguir !Beijinhos e não desanimes

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    1. Susana,

      Vocês que já são mães sossegam-me um pouco a alma, por já terem passado pelo mesmo, pelo que dizem.

      Se um dia chegar a ser mãe hei-de ser capaz de o ser. Tenho de pensar assim.

      Obrigada pelas tuas palavras de sossego e força.

      Beijinho

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  2. O que é que se pode dizer nestes casos?? Eu digo-te o mesmo que sempre disse à minha queridissima Mar, todos os dias que pude incentivei-a sempre a lutar pelo seu sonho, e a acreditar e confiar sempre em Deus, que é justo e sabe sempre o que é melhor para nós e para as nossas vidas. Quanto aos receios de ser mãe, digo-te isso é instinto e natural a partir do momento que o somos o nosso coração sabe sempre o que é certo para nós e para os nossos filhotes:) Beijinho grande e abraço bem apertado, se precisas de incentivos diários à luta, conta comigo, loool :)

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    1. dreams,

      Obrigada pela tuas palavras. Sem dúvida o exemplo da Mar é um exemplo para não perder a esperança.

      Com o passar do tempo, a fé desvanece-se com a esperança. Sou mulher de pouca fé, me parece.

      Muito obrigada por estares desse lado.

      Beijinho

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  3. Não sei o que posso contrapôr a todos esses ses. os medos são normais. E percebo que todas as variáveis te assustem: as positivas, as negativas e principalmente o desconhecido. Não penses tanto nos ses. Não penses nos hipotéticos futuros problemas. Não penses nas complicações. As coisas acontecem quando e se tiverem que acontecer. O nosso stress só prejudica tudo,nomeadamente a nossa felicidade diária e a nossa sanidade. Muita força querida

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    1. Dina,

      Sei que já passaste por algo semelhante. acredito nas tuas palavras.

      São exemplos como o teu que me dão alento. Logo voltarei à luta, nisto não é permitido desistência, é preciso considerar caminhos alternativos. Vamos a mais um tentando não pensar muito em todos estes medos, ses e porquês.

      beijinho

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  4. Alice,

    Todos os dias penso em vocês e que esse desejo se concretize a todo o momento.

    Já disse várias vezes que existem muitas coisas que custam muito a perceber porque acontecem. "Tudo acontece por uma razão", dizem. Pois eu, às vezes, não consigo de maneira nenhuma perceber a razão. Casos como o vosso, que tanto querem ser pais e não conseguem e casos completamente opostos, em que nunca deveria ser permitido a essas pessoas (se é esse o termo certo)ter filhos. Onde está a razão? E é nessas altura que me zango com "quem manda" nestas coisas (falo muito sério).

    Agora quanto a todos estes receios, apenas te digo que ser mãe é uma aprendizagem diária. Receios? Acredita, todas temos. E não são só nos primeiros dias, os dos seres frágeis que dependem totalmente de nós. São todos os dias. Cada etapa é um desafio. E às vezes que desafio!
    Arranjamos forças onde elas não existem. Faz parte do processo. E conseguimos. Como tu conseguirás.

    Portanto, menina Alice, nada de "ses" nem de "mas". É continuar a acreditar (como eu acredito) que a natureza vai decidir a vosso favor. Não sei se já contei, mas antes do Ricardo nascer, num período de 2 anos, engravidei duas vezes e sofri dois abortos retidos. Nessa altura, também questionei muita coisa, mas a minha médica pediu-me sempre para não perder a esperança. E agora sou eu que te peço para não a perderes e para não cederes ao medo. E estarei por aqui para te "agarrar" quando precisares.

    Um beijo grande e um abraço

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    1. Carla,

      Estou como tu... como querem que entendamos a razão se temos tudo para poder dar a uma criança o que ela precisa? depois ponho-me a pensar que se calhar a razão, ou seja lá quem manda, acha que não vamos ter condições humanas para ser pais, depois pergunto-me, se eu gostarei o suficiente de crianças ou de ser mãe para que, quem manda, me dê esse direito de o ser. não acontece porque sou menos que as mães que engravidam sem querer? será que existe um valor tabelado quanto à quantidade de amor que deve existir entre dois seres humanos para gerar um ser e eu não consigo os requisitos mínimos (mesmo tendo eu e o meu marido uma óptima relação)? Será que apesar de nos amarmos muito, não chega para nos tornarmos um todo para ter um filho? será que afinal temos incompatibilidades? Somos erros que a natureza não quer que sejam replicados?

      Não há resposta para todas estas questões. mas ao fim destes anos todos, são tantas as questões que me vão aparecendo, que me vão fazendo duvidar da minha capacidade enquanto ser humano. Talvez tudo isto seja falta de confiança em mim, ou falta de fé, ou simplesmente perda de força.ou como algumas pessoas acreditam , seja uma prova de vida para algo mais duro que aí vem...

      As tuas palavras dão-me alento e força, sabes disso. Como sabes, que já me lês há algum tempo, de vez em quando as minhas forças fraquejam e eu tenho de bater com os joelhos no chão, descansar desta luta mental, para voltara reerguer-me. Ontem foi um desses dias.


      beijinho e obrigada pela tua força

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  5. Sou da opinião que tudo acontece por uma razão, e na altura certa (não quer dizer que seja no altura que NÓS achamos certo)... os mistérios da vida!
    Acredito que mais cedo ou mais tarde saberemos o porquê que tudo teve de acontecer de determinada maneira.
    Não te massacres em te perguntares se serás ou boa mãe pois o serás certamente. O facto de quereres tanto um filho e de lutares tanto por ele diz TUDO!
    Queres um conselho meu pessoal? deixa as coisas acontecerem naturalmente sem medos mas sem expectativas; Assim jamais te decepcionas. E se fores mãe apenas por adopção, serás certamente a mãe ideial que ESSA criança necessitava. Eu gostava muito de adoptar uma criança, ou até várias se a vida o permitisse.

    Há que mostrar gratidão por TUDO o que a vida nos dá pois crescemos com ela!

    Um beijo muito doce de uma mãe para outra mãe xxx

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    1. Paulinha,

      Há alturas que me questione se tem ou não de existir uma razão para acontecer ou não. Pense, reflicto, pondero e já não sei o que pensar. Se vezes houve em que mesmo tentado ter um filho talvez não fosse a melhor ocasião por isto ou aquilo, e aceitei que a natureza sabia o que fazia. Outras há, que não percebo porque nos aconteceu isto. que não há razões para não acontecer, e porque aconteceu ou está a acontecer?
      Quanto mais pensamos no assunto mais medos aparecem, mais ses, tanta coisa...

      São cinco anos a tentar que tudo aconteça naturalmente. existem coisas que não se pode ficar de braços cruzados. esta é uma delas, vamos tentando considerar outros caminhos. Pode ser que um dia, tudo o que se deseja realmente aconteça e seja bem sucedida...

      beijinho grande

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    2. Nem mais. Concordo em pleno com a Paula :)

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  6. Alice,
    Desconhecia esta tua realidade, talvez porque acompanhe este blogue há pouco tempo, ou mesmo porque nunca o tenhas referido aqui, a verdade é que gostei de ler este pedaço de ti que te tornou menos virtual aos meus olhos.
    Não existe nenhuma perturbação mental em ti, mas sim uma vontade natural de ser mãe. Esses "ses" são perfeitamente normais.
    O mundo tem muitas injustiças e lamentos que existam mulheres que querem ser mães e não conseguem e outra que conseguem e não querem, tomando medidas extremas. Lá diz a minha avó, dá Deus nozes a quem não tem dentes :/

    Um beijinho e...um abraço daqueles :)

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    1. Marta,

      De vez em quando, quando a força fraqueja, acabo por falar no assunto, embora tente não maçar ninguém com este assunto.
      e quanto a isso de Deus dar nozes a quem não tem dentes é bem verdade, já o tinha referido uns posts mais abaixo, quando há pais que matam filhos...

      A vida é mesmo assim... há que suportá-la, umas vezes melhor, outras nem tanto.

      Beijinho e obrigada pela força, pelas palavras, pelo abraço.

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  7. Perturbada mental? Não, demoro algum querida.... Tenho seguido este teu diário e a imagem que fica é de uma pessoa de grandes sentimentos, muito ponderada e de maturidade grande... Os teus comentários no meu blog, deixam me calma e de pensamento positivo. É isso que quero que tenhas agora. Não te vou dizer que vais conseguir porque não sei, mas vou te dizer que estou a torcer por ti e que quero muito que este teu sonho se realize.... Tens uma lucidez que eu tb nem sempre tenho perante a vida e isso é muito bom....

    Um beijo cheio de força e carinho e como tu mesmo já me disseste, a vida por vezes prega rasteiras e temos que as contornar, especialmente quando não depende de nós....

    Gosto de ti querida.... Beijo

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    1. Ana,

      Obrigada pelo teu carinho, pelas tuas palavras, pelos teus elogios.

      Desejo que também tu alcances o equilíbrio nessa tua jornada. Também tenho pensado muito nessa tua luta contra a solidão e a responsabilidade acrescida que tens junto de ti.
      Deixei-te uma sugestão no blogue que espero te seja útil caso a adoptes.

      Beijinho grande

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  8. O grande problema é que planeamos tudo ao pormenor. Se deixássemos as coisas ao sabor do vento, elas aconteceriam da mesma maneira mas sem tanto sofrimento.

    Bjo*

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    1. ladybug,

      Quem faz planos e sonhos, tem certamente mais desilusões que quem não os faz. Mas eu não sei viver sem planos traçados, sem directrizes. Talvez seja demasiado meticulosa.Talvez seja um erro crasso, planear a concretização de um sonho.
      Mas quando se pensa tanto no assunto, nos porquês, é inevitável não sofrer mesmo não havendo planos de pormenor.
      Há quem sonhe, desde cedo, como será o dia do seu casamento. Eu sempre sonhei com o nascimento de um filho, o significado do nome, o livro que havia de fazer com a sua história, as histórias que havia de contar ainda na minha barriga, tanta, tanta coisa que gostaria de poder fazer e que não sei se algum dia farei.

      Beijinho

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  9. Não te vejas como uma perturbada mental por ter tantos pensamentos, dúvidas e ses. Todos nós os temos, por diversos assuntos em diversos momentos da nossa vida. E quanto ao teu desabafo, deixa-me sem saber o que dizer. Deixo-te um abraço, daqueles bem apertadinhos. E renovo o meu desejo de que encontres a realização do teu sonho, demore o tempo que demorar, percorras os trilhos que tiveres de percorrer. Haverão momentos em que vais pensar que o melhor é desistir. Mas não desistas por medo de uma desilusão. Imagino que custe. Muito. Mas os "se tivesse tentado" também custam. Arrepende-te de teres tentado até ao limite. Não o contrário. E nos momentos menos bons, estamos cá nós, amigos, pessoas que gostam de ti e te acompanham nesta luta, desejando que a venças.
    Beijinhos grandes

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    1. Raiozinho,

      Por aqui não se desiste, mas procuram-se novas soluções. Não posso dizer que já tenha perdido a esperança. Ainda não. Enquanto estiver com prazo de validade, terei sempre uma réstia dela. Obviamente que gostaria de ser mãe o mais cedo possível.

      Ando eu a dar força a todos os que vivem a infertilidade, tal como eu, e depois ponho-me com estes medos, ses e mas...
      Às vezes a força fraqueja. Nunca me considerei uma mulher de sorte, a quem nada cai do céu aos trambolhões. preciso sempre lutar e agora é o que estou a fazer.
      Estes medos todos hão-de passar.

      Obrigada pelo apoio.

      Beijinho

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    1. Opinante,

      Obrigada pela tua forcinha!

      Bjs

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  11. Esse acompanhamento que te fizeram... Sem sequer identificarem o problema... Eh pá, muito estranho. Não posso dizer que imagino como é difícil, porque não imagino, mas acho que devias procurar um bom especialista, um médico de renome... Não desistas, por favor! Eles têm de identificar o problema! :(

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    1. Uba,

      Acredita que já fui a grandes especialistas em infertilidade, um deles numa das melhores maternidades do país.

      A causa é desconhecida. Estamos a recomeçar tudo como se começássemos a pensar em engravidar agora. mas numa perspectiva diferente. Vamos ver o que dá.

      O problema pode ser tão evidente que ninguém se terá lembrado dele, não sei...

      Vamos ver.Só desisto de ser mãe quando perder a validade disso. Só desisti de fazer uma fecundação intra uterina (FIV), sujeitar-me a tratamentos hormonais, não desisti de querer conceber... pode ser que um dia seja em cheio, acerte no alvo...

      Obrigada pela força, beijinho

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  12. Alice.
    Minha querida Alice.
    Queria dizer-te tantas coisas, mas não consigo.
    Tu sabes.
    Deixo-te um beijo sincero e sentido.

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  13. Este assunto é-me muito querido porque fui mãe tarde e tenho uma mensagem de esperança para todas as mães em espera...e sei querida Alice que a mãe nasce assim que dentro de si começa a vida e as dúvidas desvanecem-se em cada dia que passa...ao percebermos que podemos não saber...mas o corpo sabe...depois...depois entra o amor e isso dá.nos o essencial...tudo do que precisamos para educar...!
    Esperança e força!
    Abraço forte...forte!
    Maria

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  14. Oh Alice ... os "ses" são naturais e todos nós de uma maneira ou outra os temos ...
    Acredito que seja um processo doloroso, planear e desejar tanto um filho e as coisas não acontecerem ... mas não se pode desistir e eu costumo dizer que quando menos esperarmos as coisas acontecem ... e acredito que vcs vão conseguir :)
    Eu tive dois filhos e nenhum deles planeado, sendo que desde dos 10 anos dizia que queria ter dois bebés - um casal :p ... lembro de durante a minha primeira gravidez ter tantos "ses" mas não passaram de preocupações ... acreditar sempre, ter esperança, força para seguir em frente e muita fé ... eu sei que tens muitas pessoas a trocer por ti :)
    Beijinho grande

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  15. Alice, ser mãe é uma aprendizagem diária e contínua. Todas as mães têm os seus "ses". Faz parte,é mesmo assim.
    Quanto ao resto, já te falei de dois casos que conheço. O de amigos que insistiram durante anos em tratamentos e conseguiram finalmente com um tratamento feito em Espanha. O outro caso é o da irmã da minha cunhada que após 14 anos de casamento conseguiram o menino, mas sem fazerem mais tratamentos e a dada altura, a natureza surpreendeu-os, já ela quase nos 40. Soube que estava grávida às 20 semanas e hoje têm um menino lindo e saudável.

    Acho que não deves desistir do teu sonho! Sabes, eu acredito na natureza! Chama-me mística whatever...mas acredito realmente.

    Vive os dias. Pelo menos tenta...Acredita.

    Um beijo grande

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  16. Estes "ses" são pesados...
    Mas por vezes quando se consegue desligar um pouco e não pensar muito... Por vezes dão-se milagres, assim aconteceu com a minha irmã cuja gravidez foi considerada um milagre e quando ela já tinha desistido.
    Tens de acreditar que sim, mas se não se concretizar... há outras alternativas.
    Beijinhos

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  17. Não desistas!Eu também fiz tratamentos e pensei muitas vezes o mesmo que tu. Mas não baixes os braços pois qualquer dia o teu presente chega.
    Um beijinhos grande!

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