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Talvez para me justificar

Ninguém gosta de ser chamado a atenção. Por isso, quando chamo a atenção a colega de quem tenho estado a falar, custa-me. Ainda que o faça reservadamente e lhe explique os porquês. Sei que não tenho as melhores abordagens e, às vezes,a  voz mais que irónica, é agressiva. O poder da voz, psicologicamente, reside mais no tom do que no conteúdo. E, às vezes, tenho medo de entrar a matar.

No outro dia, acabei por lhe dizer que a abordava pelos erros para que, um dia, não tenha dissabores maiores; faz parte das suas funções ser competente e de confiança. Não respondeu.

Acabei por lhe dizer que não gostava de fazer deste papel, mas que não me deixava alternativas. incorrer nos mesmos erros e deixá-los passar em branco era praticar um erro ainda maior. 
Às páginas tantas ainda que, em tom de brincadeira, disse-lhe que ela ainda ia para casa dizer à mãe que tinha uma colega que era uma grandessíssima cabra, que passava o tempo a  chamar-lhe a atenção.
Acabou por se rir. Se calhar, o meu palpite não está longe da verdade.
Não gosto de mau ambiente de trabalho, mas tem dias que é dificil ver tanta chatice vinda de uma só pessoa.

A ver se isto melhora. Ou darei em doida.

 [sim, estou a ser crente. tenho mesmo de acreditar que ainda há emenda]

Comentários

  1. Ah... e não tens de te justificar perante pessoas que não fazem o trabalho que lhes compete! Tu tens o mesmo 'defeito' que eu, acreditamos e continuamos a acreditar sempre nas pessoas, mesmo que passem a vida a meter a pata na poça. Podia chamar-se a isso 'ser parvo', mas prefiro acreditar que o karma há de acontecer algum dia e essas pessoas vão aprender à sua própria custa!

    Beijos*

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  2. Eu sou da opinião que, se não é boa profissional, ala que se faz tarde. Tolera-se até um limite, depois é "limpar". Caramba, a fila é grande e pessoal competente não falta!

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  3. ...eu nem quero falar de trabalho...ando tão chateada com a besta da minha colega :(
    Mas não te massacres, ela é que tem que abrir a pestana.

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