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A mostrar mensagens de Julho, 2013

Querem escrever à Sílvia?

É verdade que já há pouco quem escreva cartas, daquelas de papel e caneta. e arranjar postais também já não é assim muito fácil, uma vez que já ninguém os envia.
Parece-me esplêndida a ideia de juntar livros e postais, para quem gosta de ambos. Existe uma livraria que está a promover a troca de ideias sobre livros através de postais.
A ideia está muito bem explicada aqui.

Faz-me muito sentido, num outro contexto

"Tu continuas à espera
Do melhor que já nao vem
E a esperanca foi encontrada
Antes de ti por alguém"


(António Variações)

Há dias em que lutar contra a desesperança me parece uma tarefa hercúlea. Pesa-me nos ombros. Empurra-me para o chão.

ainda o azul - a futilidade continua

Uma das cores favoritas dele, senão a mais favorita, é o azul.
Contudo, desta vez não convenci.Não ficou fã das minhas mãos (e pés) em tom de azul.
Eu gosto de gostar e que ele também goste. Isso é o pleno.

Vamos colorir 2013 [Julho - Aruba Blue 4]

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Nota-se muito que gosto de rosas? 

Vamos colorir 2013 [Julho - Aruba Blue 3]

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Um livro que não tem data de edição. Ia  ser deitado fora, mas eu pedi para ficar com ele. Acusa algum uso. No interior tem esquemas a azul também, as letras da capa são douradas e em relevo. 
De lavores, só me safo no ponto de cruz, porque é um trabalho que cedo se começa a ver trabalho. O crochet é para os pacientes. Nunca fui capaz de aprender, por não me sentir motivada, apesar de apreciar. Um dia talvez aprenda, quando a  paciência estiver mais trabalhada.

post fora do habitual - decerto é a coisinha mais fútil que já escrevi

Dado que não há grandes mudanças na minha vida, mandei pintar as unhas de azul. [ui, uma mudança brutal! ironia.] Algo a que nunca pensei atrever-me. Por causa de dar nas vistas. Sou muito pela sobriedade [não confundir com conservadorismo]
À minha frente, uma cara de espanto por ter saído fora dos registos habituais: francesa, vermelho, coral.
Para rematar, comprei um tom semelhante para os pés.  O marido acha que os pés têm de combinar com as mãos. Faça-se-lhe a vontade. Não sei se ele vai gostar de ter sido mais arrojada que o costume. Logo já se vê a reacção. Agora já está! Nada a fazer.

Dou-te um doce, em troca de um beijo [salgado]*

Sempre fui de fugir a cumprimentos muito calorosos. Não ando para aí a beijocar pessoas. Também abraço pouca gente. Não sou de grandes alaridos ou muito efusiva na forma de cumprimentar. Em suma, não sou muito de usar o toque para demonstrar que gosto das pessoas que me rodeiam. Nem de grandes salamaleques. Confesso que, são muitas as vezes, que me vejo numa confusão mental por não saber muito bem como, ou se devo, cumprimentar. Há pessoas na família que dispenso cumprimentar, nem sei bem explicar  porquê, mas das quais não consigo fugir, porque parecem quase correr atrás de mim para me espetar um beijo em cada face. Da última vez consegui evitá-las por causa da gripe. Safei-me.
Esta semana fui visitar o meu sobrinho; ele, tal como eu, recusa dar beijos seja a quem for [só se tiverem algo muito bom para troca]. Acho que o entendo muito bem quanto aos beijos e por isso, nunca lhe exijo nada. Curiosamente, ele aceita dar um aperto de mão ao meu marido que lha estende, mal o vê. Já o me…

raramente admito em voz alta

às vezes é [muito] difícil ser mulher de um bombeiro voluntário [com um amor imensurável à camisola].

as nozes e os dentes e coiso...

Acredito que, uma das maiores aflições de um bombeiro, é saber que perto da casa dos pais  lavra um incêndio de grandes proporções, quando está a 160 km do local [mais coisa, menos coisa], num quartel de bombeiros, pronto para qualquer eventualidade, mas na nossa zona de residência.
Sei que lhe deve estar a custar, ainda mais que a corporação da terra, e onde já pertenceu, vai fazendo ponto de situação e ele, através das comunicações, vai percebendo o que se passa.
Se não fosse pelo discernimento que ainda acho que tem, já teria ido por aí acima, ajudar. Ficar de braços cruzados numa situação destas é como se o estivessem a  torturar.
Temos um amigo no Algarve que deve estar a passar pela mesma situação. Esse ainda está mais longe, e ainda é bem capaz de pedir licença para ir a correr.
A vida é mesmo irónica. Já o disse.

Não tarda, temos de tratar do testamento...

Nenhum de nós tem  40 anos. É verdade que não temos filhos e sabe Deus se algum dia os teremos. Mas há quem já dê por certo que vamos ficar para tios - sem sequer terem ideia do que se passa da nossa vida. E com esta certeza toda, parecem já estar de olho no que poderemos deixar de herança. Como se fossemos ricos pelo facto de trabalharmos muito. [diz o ditado popular que o dinheiro não é de quem o ganha, é de quem o poupa]. Remetem-nos comentários directos sobre o que e a quem poderemos deixar. Felizmente este tipo de comentários vêm sempre do mesmo lado. Ainda bem que não provêm da boca do meu irmão. Entristecer-me-iam ainda mais do que o que já me sinto.
Estas coisas a juntar a outras que me andam a bailar no pensamento, não me têm dado grandes motivos para alegrias. Nem a mim nem a ele.
Não tarda perguntam-nos quando morremos. Há pessoas para quem meia dúzia de tostões são motivo de  interesse. Imagine-se se fossemos ricos.

olhos que não vêem, coração que não sente, já diz a minha mãe

Estou mais irritada comigo, por ter perdido [mais uma vez] a cabeça com minha colega - aquela que já falei várias vezes- do que com a sua incompetência. Tinha-me prometido não me irritar; eu não procuro a sua incompetência, mas tenho notado que existem fortes probabilidades dela me entrar pelos olhos dentro. E salta-me a tampa.
Odeio este meu temperamento de ferver em pouca água; e sinto-me tão mal por perder a compostura.A par do medo de estar a ser injusta. Ou demasiado severa. A ver se este mau-estar alivia durante o fim-de-semana. É insuportável sofrer de problemas de consciência, por me preocupar demais.
Eu gostava de saber onde é que a rapariga deixa a cabeça durante as oito horas de trabalho diárias. É uma questão que me intriga...

histórias para ler à sombra (*)

No meu trabalho, a palavra padrão é usada umas boas dezenas de vezes, diariamente. O padrão é aquele a partir do qual se pretende a replicação. Quando as replicações estão longe do padrão, somos obrigados a corrigir o trabalho, e a aproximar ao pretendido. O que foge ao padrão é rejeitado, mesmo que sirva os intentos de quem pede o trabalho.
Tenho pensado muito naquilo que as pessoas instituem como padrão e no que rejeitam como replicação.[já não falo no trabalho, mas tudo se rege pelas mesmas regras que falei acima]. É difícil as pessoas aceitarem o que é diferente; e o diferente não é necessariamente mau, às vezes, é muito à frente no seu tempo. Às vezes as pessoas têm medo de tomar atitudes ou comportamentos que não são a replicação do padrão. É difícil contrariar a norma.
Por me cruzar todas as manhãs com pessoas que se deslocam de bicicleta para ir para o trabalho, lembrei-me da norma, do padrão e da dificuldade das pessoas em aceitar o desvio ao padrão.  eu explico o que tem o …

coisas da felicidade

Acabo de saber que alguém vai ficar com o coração um pouco menos apertadinho.
Quando o futuro é incerto, sinto muito por quem teme o dia de amanhã. Mas se o amanhã promete [e dá] coisas boas, fico muito feliz.

talvez eu não seja normal. é provável...

A blogosfera tem perdido a parte que mais gostava: o que estava escrito nas entrelinhas.
Agora é tudo tão evidente, há uma proximidade tão gritante, a competição é tão evidente, que cada vez faz mais sentido o afastamento.

Nunca joguei neste campeonato. e há quem não entenda porquê.

a inspiração não me falta apenas a mim

quando vejo, pelo menos, dois blogs com um título de post muito parecido e o mesmo poema escolhido.



um dia destes queimo os fusíveis

Tenho uns quantos momentos diferentes de reflexão antes de chegar ao trabalho. Talvez por isso, chegue sempre bem acordada. O sítio onde me sinto mais concentrada - ao ponto de me esquecer do tempo - é no duche matinal [e depois no vespertino]. Sou mulher poupada, mas bato no peito e assumo a minha culpa no desperdício de água, neste guilty pleasure. É talvez o meu maior momento de concentração em cada dia. Não sei explicar o porquê. Os dez minutos entre casa e a auto-estrada servem para reflectir sobre o meu trabalho desse dia e sobre algo que observo no caminho. Normalmente não ligo o rádio [uma companhia que não prescindo] neste tempo. Assim que passo a via verde, faço-o. Sobre os restantes cerca de cinquenta minutos, limito-me a divagações corriqueiras, cujo nível de importâcia seja relativamente baixo porque há que ter os olhos fixos na estrada.
Às vezes, fico com a sensação de pensar demasiado, de dissecar acontecimentos. Mas numa viagem de uma hora, não há muito mais a fazer …

Vamos colorir 2013 [Julho - Aruba blue 2]

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Vamos colorir 2013 [Julho - Aruba blue 1]

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Vamos colorir 2013 [Junho - Flame Orange 3]

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Tem-me faltado tempo, vontade, motivação e saúde para manter o desafio actualizado, para tirar fotos e colocá-las a tempo. Junho já passou, mas promessa é para cumprir e a mim cabe-me fazer o esforço para levar o desafio até ao fim. O meu pedido de desculpa às mentoras do desafio, por estar atrasada.  Em jeito de desculpa, permitam-me que diga: mais vale tarde do que nunca.

outra vez. quando é que isto pára?

Um mês após regressar de férias, é a quarta vez que estou doente. Nunca estive tanto tempo e tantas vezes doente, em tão pouco tempo. Sempre com doenças diferentes, algumas que nunca tinha tido. Voltei a encontrar a médica que há pouco mais de uma semana me tinha atendido, e atenciosa como da primeira vez, observou-me minuciosamente. Lá vim com uma carga de medicamentos, entre eles um antibiótico que estava a tentar evitar. Gostaria que o corpo reagisse sozinho a mais esta investida de micróbios, mas acho que desta vez não vou conseguir isso.  E se fui ao médico, não foi pela insistência de toda a gente, mas porque me sinto incapaz de reagir a isto sozinha. E há quem continue a insistir que isto é resultado do stress. Se calhar foi por não ter tido umas férias com significado de descanso.
[e agora vou voltar para a cama e dormir, que é o que o corpo pede]

Ainda não encontrei solução para o problema, mas encontrei uma forma de fintar o blogger

descobri, por mero acaso que, se fizer enter quando estou no título, consigo passar para o corpo do texto. Só consigo trabalhar com o teclado. O rato não fixa o cursor aqui.
O meu rato funciona em todo o lado, menos aqui na zona de escrita.Funciona nas selecções dos tipos de letra, consigo clicar para postar uma imagem, etc. É só mesmo aqui que se recusa a trabalhar. Em baixo continua a info: Erro na página.
Pelo menos, já consigo escrever alguma coisa sem ser um título comprido e em letras garrafais.Dá mais trabalho, mas assim sempre consigo. Aleluia!

ontem eu só queria dizer que o meu sobrinho fazia 3 anos e recordar o dia em que nasceu.sou uma tia babada.

estou eu a querer registar uma efeméride e isto continua a impedir escrever uma letra só que seja. deve ser para eu desistir de escrever.

ando há tanto tempo sem escrever, que o blogger só me permite escrever os títulos... alguém com o mesmo problema?

o melhor momento desta semana

estar aqui esparramada no sofá, a dar-me ao luxo de não fazer nada. [mas não me falta que fazer]
tenho de pensar nos desenhos a fazer à colega para a próxima semana, já que as palavras não funcionam. mas lá para domingo penso nisso. fechei a loja e disse olá ao fim-de-semana. preciso de descanso.

proibida a entrada

Os fungos, as bactérias e os vírus devem ter marcado algum congresso aqui na hospedaria e eu só agora fui avisada. Desde que voltei de férias que tenho tido hóspedes indesejáveis. Acabei de  vir do hospital; ainda não curei a dermatite e já tenho mais um problema para me coçar. Agora veio um fungo; espero que os protozoários não tenham sido convocados, ou vamos de mal a pior naquilo que parece ser um congresso de microorganismos.  Raramente estou doente, mas quando fico é para ser a valer. Só gostava de saber como é que consegui juntar tanto bicho e tão diferente. Dizem que é do stress.

resumo atabalhoado da semana passada

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Largou-me o bicho da febre mas veio outro que me atacou a pele. Tenho uma bela de uma dermatite para curar.
Depois de mais dois voos de avião, acho que perdi o medo de voar. Acho. não é bem uma certeza.
Madrid é uma capital que ainda estou a tentar definir. Também não tive muito tempo para a descobrir, porque fui em trabalho, mas gostei dos edifícios. A estação de Atocha é fantástica. pelo menos, por fora. Ainda houve tempo para visitar o Museu Rainha Sofia - com o objectivo principal de  ver o Guernica de Picasso -  e uma exposição de Dali. Fiquei com muita vontade de voltar a Madrid para conhecer melhor.
Dois dias fora do escritório e o resultado ainda é pior do que o que fui antevendo a cada hora da minha ausência. Hoje, andei todo o dia a corrigir coisas, a ouvir desculpas esfarrapadas para erros descabidos, ou expressões como: não sei como foi isso acontecer. Mesmo com todas as instruções bem explicitas que fui dando por mailA coleguinha não trata das coisas na minha ausência,…