quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Convénio de incendiários



Finalmente conseguimos os dois sentarmo-nos à mesma mesa, partilhar a mesma refeição, deitarmo-nos na mesma cama. Na nossa casa.
Anda com umas olheiras de meter dó, acho que envelheceu muito no último mês, precisa de descanso. Dormir num quartel não é a mesma coisa que dormir na nossa cama. Pelas mais diversas razões.
Esta noite, não ouviu sirenes tocar nem carros-tanque a sair. Contudo, às 4.30 h  da manhã liga-lhe um colega do Caramulo a pedir ajuda, a dizer que estava tudo a arder, que tinham de ir para lá. Se não soubéssemos que o rapaz tinha deixado de beber, diríamos que tinha acabado de apanhar uma carraspana e que só queria chatear. Lá o meu marido o tentou acalmar e disse que não podia fazer nada. Tinha todos os homens destacados para Amarante, mas certamente que já deviam ir meios a caminho.
Ninguém mais dormiu naquela casa, a não ser quando nos tínhamos de levantar.
Seguiu-se o meu sogro a ligar, aflito, a dizer que tudo à volta estava a arder e temia pela aldeia; algumas das aldeias vizinhas já foram evacuadas. O meu marido deu-lhe instruções sobre o que tinha de fazer e acima de tudo aconselhou-o a não entrar em pânico. Mais uma preocupação.
Estou aqui a evitar ligar-lhe porque sei que deve andar numa azáfama. escondo a preocupação porque pouco mais posso fazer e atrapalhar é coisa que não convém.
Com tantos incêndios activos no país, sem um único dia de acalmia, quase me atrevo a dizer que deve haver uma sociedade secreta de incêndiários, que se reuniu em convénio antes do Verão começar, e têm o plano de fazer Portugal arder de de lés a lés. só vão parar quando tudo à volta forem cinzas. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Vêm aí oito... e agora?

O mês de Setembro tem duas datas importantes: a do casamento e a do aniversário dele.
Todos os anos tenho de  contar sempre com a hipótese dos incêndios estragarem os planos que vou delineando para os dias. Este ano não vai ser excepção. Não posso raptá-lo do quartel. Havia quem não achasse piada nenhuma

No ano passado consegui ultrapassar a situação e tudo acabou por sair como foi planeado. O resultado não podia ter sido melhor, apesar de todos os imprevistos de última hora.

Este ano, temos estado muito mais tempo separados, porque os incêndios têm dado dado dores de cabeça acrescidas. Acho que neste último mês, dormiu em casa três HORAS numa escapadinha a casa - estou quase uma rapariga solteira. Acho que ele já nem sabe onde mora...

Tal como aconteceu no ano passado vou ter de direccionar a surpresa para o quartel. Mas ainda não consegui engendrar nada diferente. Mandar-lhe um telegrama de chocolate é coisa demasiado previsível, acho eu.

Queria algo diferente e surpreendente. Mas está difícil a imaginação funcionar.

Para o aniversário dele estava a pensar num bolo, estilo "cake design" com o tema bombeiros, com uma imagem divertida e irónica. A ideia ainda está no forno. para a data do aniversário de casamento, que é a primeira a comemorar é que a coisa está mais difícil. Esgotei as ideias todas no ano passado.

Adenda: Se recebessem uma coisa semelhante a isto, achariam parvo?

domingo, 25 de agosto de 2013

Domingo bom

[é mais o contrário :)]



O domingo, apesar de ainda não ter acabado, e de eu já saber o que me reserva daqui a uma horas, está a ser bom. Junto da família, apesar de faltar o marido, não deixa de ser prazeiroso.
O regresso do marido ao quartel esta madrugada foi o desapertar um bocadinho o coração. Logo voltará ao desassossego dos últimos dias, mas não vou demonstrar preocupação. Não posso fazer parte das suas preocupações. Ele tem de ir, com a certeza de que fico bem. E assim será.
A juntar a esta boa notícia foi dia de almoçar no meu irmão e recolher muitos mini-abraços do meu sobrinho. Para espanto de todos, ele vem logo a correr dar-me um abraço enquanto outros lhe pedincham beijos que ele recusa. Acho que eu e ele temos um pacto silencioso - nada de beijos, mas há sempre um abraço preparado para mim.
Achei oportuno juntar uma garrafa de espumante à sobremesa improvisada à pressa, dada a surpresa do convite para almoçar. afinal os bons momentos são para ser comemorados, porque o hoje está a acontecer, o amanhã é o ainda há-de vir. Saiu uma sangria fresquinha, um pouco forte, a convidar à sesta. Logo vou matar saudades, por umas horas, do meu amor grande, que se está a preparar para mais uma noite de chamas.
Seja o que Deus quiser, e esteja o Diabo cego, surdo e mudo [para acabar depressa o Inferno]... 


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

trocam-se as voltas

Na semana passada fazia parte da escapadinha romântica aproveitar a viagaem a Anadia para dar um pulinho à Serra.  A tantos quilómetros de casa, juntávamos o útil ao agradável e matávamos dois coelhos de uma só cajadada. Volvemos a correr já que ele teve de se apresentar nos bombeiros tão rápido quanto possível [não sei como se governavam eles antes de ele se transferir para lá; até lhe gastam o nome!]. Portanto, a visita quinzenal ao pai, ficou sem efeito para ele. Quanto a mim, no domingo, tive de voltar a fazer o percurso até à serra e voltar [sozinha] para cumprir com o calendário de visitas e sossegar o sogro - que, cada vez mais, anda nervoso com isto do filho ser bombeiro a tempo inteiro. Os seus oitenta e quatro anos ainda aguentam muita coisa, mas tendo sido o meu marido o seu grande suporte nos últimos anos, desassossega-se com facilidade . Não o censuro, e adianta pouco estar com paninhos quentes.
Ironicamente, logo à noite volta à serra, que tão bem conhece, em conjunto com uma equipa para rendição dos que teimam em aguentar o que podem, até o incêndio estar extinto. Julgo que, nos últimos anos, Viseu nunca teve tantos e tão graves incêndios como os deste Verão.

A minha sogra passava o tempo a dizer: não deixe que ele se transfira lá para baixo; se não nunca pára em casa - grande verdade! Mas não imaginaria ela que, feita a transferência, ele teria tantas vezes de voltar ao distrito ao qual pertenceu tantos anos, para combater incêndios. Durantes os dois últimos verões, já esteve no distrito de Viseu, cerca de meia dúzia de vezes, por vários dias consecutivos de cada vez.

Só espero que aquele inferno acabe depressa, toda a gente regresse sem mazelas e não haja vítimas a lamentar, porque isto de eu ter o coração apertado é o que menos importa neste rol de acontecimentos.

Vamos colorir 2013 [Agosto - Turkish Sea 4]

"todos têm a sua cruz"

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

as notícias que me tocam

Agosto permite vir mais cedo do trabalho. Permite ver aberturas de telejornais das oito. 
Agosto permite ver o país a arder. Permite ver a exaustão dos bombeiros. Permite ver a chama a consumir floresta e a ceifar vidas.
Agosto é o mês que mais me custa, pela violência e frequência dos incêndios. Porque mais que a solidão que tome conta desta casa, está a preocupação sempre presente. Mais do que noutras alturas. 

Hoje, ao ver a notícia de mais um bombeiro que foi surpreendido mortalmente pelas chamas, deixei que as lágrimas corressem pela cara. Numa serra que ele conhece bem, que talvez o tenha feito ser bombeiro. Deus - ou qualquer que seja a força que nos rege- permita que não aconteça mais. Que eu nunca tenha que ouvir aquilo que a família daquela bombeira hoje terá ouvido. 
Endoidecerei certamente. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fugir à rotina com um copo de espumante [sempre] na mão

A ideia de irmos à Adega Quinta do Encontro foi-nos dada no Hotel do Parque, quando estivemos à conversa com as nossas anfitriãs. Não foi fácil lá chegar dado que a sinalética é quase inexistente. Andámos um pouco à sorte e  quase desistíamos.

Na Bairrada proliferam adegas que integram a rota da Bairrada; a Quinta do Encontro tem um conceito de adega que apreciámos muito. Não sabíamos muito bem ao que íamos e tornou-se uma agradável surpresa.

Os aspecto do edifício é muito vanguardista face às demais adegas. Tentou criar-se um projecto inovador e parece-me que isso foi conseguido. Nós não tínhamos pensado em sítio nenhum para almoçar e aquele lugar juntou a fome com a vontade de beber.

Quinra do Encontro- S. Lourenço do Bairro, Anadia


O edifício tem um formato a lembrar os saca-rolhas e as rolhas de espumante. Tem uma lareira interior, que é acesa no Inverno. 
Quando entramos somos premiados, na sala da lareira- uma espécie de antecâmara para o restaurante. com muita simpatia e um copo de espumante. Escolhida a ementa, somos guiados ao interior da adega onde cada passo da produção de espumante é minuciosamente explicado.
Finda a visita, temos os pratos na mesa à espera de serem devorados, sempre regados com o espumante QdoE que, sendo bruto, as suas borbulhas de gás não nos fazem soltar pequenas lágrimas, mas sim pequenos suspiros de prazer. É tão leve que nem parece espumante bruto. É um verdadeiro piscar de olhos por parte da marca ao público feminino. Adorei o local rodeado de vinha, o delicioso espumante e a refeição- comi um bacalhau na broa, vou-lhe contar!-, perfeitamente acessível. Foi óptimo porque enquanto a  refeição estava a ser preparada visitámos o local, não ficámos à seca, literalmente falando.
Não vim de lá sem umas garrafinhas. E uns quantos copos de espumante bebidos. 

[isto não é um post publicitário. Se um dia forem aquelas bandas procurem esta adega. Aberta até às 22h, com possibilidade de extensão de horário. Vale muito a pena pelo conceito, pela comida - fugindo ao tradicional leitão - e pela simpatia desde a chegada até ao adeus. talvez voltemos lá brevemente.]


Fugir à rotina num cenário quase cinematográfico

Se no post anterior mostrei o hotel onde ficámos, deixo agora um pequeníssimo resumo fotográfico do que se pode ver na Curia. Tive pena de não ver dois ou três espaços arquitectónicos, mas acho que ainda lá devo voltar este ano para o fazer.

Hotel Palace



Entrada para o Parque e hotel das termas

Tive imensa pena de não visitar o parque. Parece que tinha o maior lago artificial da Europa. Agora o parque encontra-se degradado, devido ao temporal de Janeiro e o lago num ponto irrecuperável devido à falta de verbas.



Uma das muitas casas  estilo Arte Nova existentes na Curia


domingo, 18 de agosto de 2013

Fugir à rotina do século XXI

Depois de duas semanas metido entre chamas e cinzas, ele é que desempatou nas minhas escolhas para o hotel. Merecíamos estar juntos e sem grandes perturbações- o que não se veio a verificar, mas aproveitou-se o que se pode. Soube tão bem mesmo sendo pouco. Vimos o nosso tempo bem rentabilizado.


Os principais requisitos para o local onde passar a noite era um ambiente tranquilo, confortável, romântico e intimista. A escolha recaiu sobre o Hotel do Parque na Curia. Não foi uma questão de dinheiro, foi mesmo do ambiente vintage que julgávamos ter o hotel. E não nos enganámos. Tal como disseram as anfitriãs do hotel, de uma amabilidade fantástica, há quem tenha o serviço de SPA e piscina, este hotel tem aquele ambiente acolhedor e tranquilo, a reportar-nos para outro tempo. 
O hotel tem vindo a sofrer algumas adaptações já que sendo datado da década de vinte do século passado, apenas possuía duas casas de banho em cada piso, as camas eram pequenas, e um outro sem número de mordomias que passámos a ter, que naquela época creio que não sonhassem sequer com isso. A título de curiosidade, receberam a selecção holandesa há pouco tempo e o mobiliário teve de ser adatado à estatura dos atletas. Contudo. não houve qualquer descaracterização do mobiliário vintage.
O hotel mantém o traço daquela época com o mobilário original (com pequenas adaptações). O papel de parede é mesmo vintage e, com toda a certeza, o edifício tem uma manutenção brutal que nem sempre é possível satisfazer a curto prazo, e agora muito por culpa da senhora dona crise.
A foto do post anterior é do topo de uma cómoda escrivaninha da mesma época. Mas há muitas outras peças que vale a pena descobrir.
Fomos recebidos quase com murmúrios pois na sala de estar soavam as notas de melodias conhecidas provenientes de um piano. Quem falasse muito alto iria ser notório o seu pouco envolvimento no ambiente intimista.
As sessões de piano bar dão um ar misterioso aquela sala. Pode-se sempre, além de tomar qualquer coisa, observar quem chega ou quem já está.

Posso adiantar que, apesar da quantidade de pessoas que pernoitaram no hotel, não se ouviu qualquer barulho, ou houve qualquer incómodo. 

Sei de quem se possa rir, mas tenho de contar que existiam pessoas naquele hotel que pareciam tirados dos filmes dos anos 20. Como se o tempo tivesse parado ali, há muito tempo.
Na recepção, a senhora vestia preto e lantejoulas que me fizeram lembrar muito os trajes das senhoras dos anos vinte. Acho que só faltavam aquelas bandoletes com plumas e colares de pérolas. O vestido também não era curto como nos anos vinte, mas encaixava-se tudo tão bem.
Não vou negar que criei algumas histórias na minha cabeça para as pessoas que se encontravam entre o bar e a saleta de estar. Estávamos aconchegados em pequenos sofás ou banquetas à média luz. Havia um senhor no bar a lembrar um velho marinheiro inglês que, no meu enredo mental, teria ficado coxo em algum combate. Num dos cantos da sala, sentado virado para a imensa janela aberta, um homem escrevia em folhas soltas, parando para pensar.  A ele, imaginei-o a escrever cartas de amor ou poemas dado o seu ar triste e enternecido com que ficava a olhar a lua. O piano continua a tocar e eu só imaginava quando sairia de algures um cavalheiro a convidar uma dama para dançar...
Para não estragar este ambiente, os cafés não foram servidos nas chávenas convencionais. A combinar com o ambiente, foi impossível negar o espumante que me foi oferecido. Tenho de dar mérito às anfitriãs pela forma como fomos tratados. A simplicidade foi um bom caminho para o requinte.
Pareceu que a porta da rua traçava a fronteira entre dois séculos. Por momentos deixámos de ser quem éramos e estávamos num momento tertuliano dos loucos anos vinte.
Achei que até o vento parecia compactuar com este ar romântico do hotel, quando ontem de manhã estávamos à conversa na recepção e os papéis que tinham sido escritos na noite anterior - pelo  meu personagem poeta- estavam espalhados pelo meio da saleta por causa do vento que perpassava a janela aberta fazendo dançar também as leves cortinas. Como se o poeta tivesse desistido de escrever à sua amada. Fez-me lembrar um pouco o ar dramático do Bocage.

O nosso quarto, limpo e arrumado, com mobiliário simples da época estava virado para uma das laterais de um outro hotel, também ele remodelado para satisfazer as necessidades do tempo de hoje.
O pequeno-almoço foi feito numa sala de refeições aconchegante e simpática. Satisfatório e com muitos pormenores a tornar a refeição intimista. Não viemos de lá com fome. :)

A Curia está cheio de casas Arte Nova; para onde quer que nos viremos, e mesmo algumas estando em ruínas podemos imaginar quão belas foram outrora.

Para quem gosta do estilo vintage [à séria], gostará do Hotel do Parque. Poderiam ter sido gravadas ali algumas cenas da novela Gabriela, que seria dispensável um cenário fictício.

Ficam as imagens para aguçar a curiosidade. Há muito mais para apreciar, mas isso ficará para quem quiser ir conhecer.

chave original e chaveiro(com cerca de 70 anos)

fachada do edifício

Pormenor do papel de parede do quarto

pormenor dos bancos do bar (são os originais)

pormenor de decoração- as hortênsias proliferam no hotel 

pormenor de papel de parede do corredor

vista geral do bar

piano usado nas noites de piano bar.





para o que estou (sempre) guardada...

A esta hora devia estar a gozar a minha última noite de escapadinha a dois, que andei a programar há uns dias atrás, e que fui falando. Devia, mas não estou. Esta tarde regressámos a casa a correr, ele lá vestiu a farda à pressa e lá foi, enquanto o diabo esfrega um olho, acudir. 
Foram boas as vinte e quatro horas de escapadinha romântica, que vai dar uns quantos textos, certamente. Porque, mais do que relatar a escapadinha, estou entusiasmada para divulgar lugares que valem tão, mas tão a pena visitar.
Só para ficar um "cheirinho", a escapadinha meteu muitos copos de espumante, uma noite de piano bar, muitas fotos de casas, uns quantos momentos insólitos a meter GNR e uma desconhecida, e colecções de arte Joe Berardo. 

Prometem-se fotos, e se os posts pudessem mexer com outros sentidos garantidamente iriam sentir o aroma e sabor fantástico de vinhos nas minhas palavras.




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

a sexta que segue um feriado

É péssima, porque parece ser outra segunda-feira.

O que vale é que amanhã é sábado. Nunca mais vem...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vamos colorir 2013 [Agosto - Turkish Sea 3]



Um presente diferente

A minha mãe tem quatro irmãos. A tia H. é minha preferida. Desconfio que, tanto eu como o meu irmão, somos os sobrinhos preferidos dela.
Somos parecidas em muita coisa. Curiosamente, nunca gostei muito da minha avó materna (não houve muito convívio) mas dizem que a minha tia H. é a filha mais parecida (feitio) com ela.
Ela tem sempre muita criatividade e aprecia particularmente presentes feitos em casa. Adora flores também.
O seu aniversário foi há um mês mas não tivemos muito disponibilidade para o almoço comemorativo. Foi hoje.
Eu estava em falta com o presente, e conhecendo-lhe os gostos achei que o presente ideal seriam flores. Umas flores especiais.
Apesar de cá por casa haver coisas para fazer, a ausência do marido nos incêndios longe de casa, obrigou-me a pensar em algo para manter a cabeça ocupada. Foi surgindo o presente para a tia H. Com aroma, tais como as verdadeiras.
Ficou encantada que quis logo que ficasse como centro de mesa. 


                                                                       Parabéns tia H.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

depois do almoço

O que teria assentado mesmo bem era um cochilinho.

Se sair cedo, sou capaz de ainda dormir uma sesta antes do jantar. ando precisada.

Agosto, fogo posto

Ontem seria  a única noite desta semana que contava com ele para jantar e dormir. depois só lá para sexta, já no hotel escolhido para a escapadinha de fim-de-semana que falei AQUI.
A notícia chegou ontem à tarde. Estranhei aquele telefonema, mas não me foi difícil somar dois com dois, antes que ele chegasse ao cerne da questão. Fora escolhido para integrar uma "equipa especial" para os fogos no distrito de Viseu.
Não houve tempo para ir a casa recolher o que está provindenciado para situações destas, coisas básicas como comida e roupa. Lá se organizou como pode.
Não vou dizer que dormi descansada porque mentirei. Fiz-lhe prometer que sempre que pudesse me enviasse, pelo menos, uma sms a dizer que estava bem. A última tinha sido perto das três da manhã, a  dizer que iria deixar de ter acesso devido às dificuldade no terreno. Vive aquilo tão de corpo e alma que se esquece que eu sou uma civil, mas lá vou compreendendo a linguagem que não me é de todo estranha.
Esta manhã corri todos os canais, mas convenientemente, as notícias que saem para o público são vagas e escassas. Mas, basicamente, o que interessa saber é que não houve baixas durante a noite.
Só voltei a ter notícias dele há pouco - estou ok, não te preocupes- e as minhas mensagens de resposta continuam pendentes.
Sei da adrenalina que deve sentir estando num teatro de operações; em contrapartida, nascem-me mais uns cabelos brancos.

é a vida. nada que estranhe. Sinto muito orgulho nele mas nunca saberei ter a cabeça fria nestas situações.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

do carácter de cada um

Dar segundas oportunidades pode vir a provar-se ser um grande erro. Nem sempre damos logo por ele, mas quanto mais cedo acontecer, menos sofremos com a nossa decisão inicial.



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

pequenos grandes gestos

A surpresa quando cheguei a casa serviu para amenizar o desgosto que cá mora dentro.




anda a crescer...

Já disse várias vezes que não sou de guardar rancor e, consequentemente, ódio a ninguém. Sou de esquecer muito facilmente.
Ultimamente, parece ter crescido esse sentimento de ódio - continuo a achar esta palavra forte demais - pela minha colega de trabalho, a destrambelhada que já falei aqui, aqui, aqui e mais há, mas nem vale a pena referir mais coisas que já escrevi.

Não gosto deste sentimento, mas só de a ouvir falar, fico com os nervos em frangalhos. Fico mal disposta.
Já nem a posso ver. E ela sempre aqui na minha frente.

Sinto-me tão mal com isto. Assumo que isto me está a afectar mais do que seria de esperar. Negativamente.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A sorte existe mesmo?

A maioria das pessoas que conheço têm os seus problemas, adversidades mais ou menos ultrapassáveis, percursos com algumas curvas, mas vão andando.
Também conheço pessoas nos extremos opostos da maioria. Pessoas que não fazem muito pela vida, e bafejadas pela sorte, cai-lhes tudo ao colo. Do lado contrário, pessoas a quem acontece tudo [de mal], ou quase. Ainda mal refeitas de um acontecimento grave, já se vêm metidos noutro idêntico.
Será que estar propenso a coisas boas ou más é uma espécie de sorte escrita nos genes? A sorte tem mais peso na vida das pessoas do que elas crêem?
Ultimamente ando a questionar-me se vale a pena lutar por uma coisa boa, se se sair da casa de partida logo em desvantagem. Por outro lado, será que as pessoas que sempre foram bem sucedidas sem esforço, deverão gastar energias a ser ainda mais bem sucedidas?


terça-feira, 6 de agosto de 2013

a beleza do antigo

O meu gosto pelas coisas antigas vem de muito longe, talvez porque cedo aprendi a apreciar pequenas coisas que crianças da minha idade pouco se interessavam. As peças de Limoges ou da Vista Alegre, os cristais e vidros da Marinha Grande, a filigrana do Minho, os bordados da Madeira.
Ainda hoje me encantam jogos de loiça antigos, ou peças de enxoval que já foram das avós. Tenho as fronhas do jogo da noite de núpcias da minha avó materna e guarda-as como uma grande relíquia
Gosto de feiras de velharias, e se encontrar uma num passeio gosto de esmiuçar as bancas à procura de coisas giras. Há coisas a que me custa resistir, mas não vou acumular tralha cá em casa que não valha a pena. 
Gosto de peças, tecidos e casas vintage. Há muito tempo. Não é porque agora é moda gostar, porque desde que me conheço que gosto. 
Por isso, e porque ando a planear um fim-de-semana fora da rotina habitual, como já disse aqui, ando cheia de dúvidas.
Embora Coimbra ainda não esteja totalmente de parte, estou a pender a minha escolha para a Curia. para espaços vintage, nos quais tenho medo de apostar por ler alguns comentários de quem frequentou. Embora aprecie bastante o estilo, tal como disse hoje não pode faltar nada ao conforto  (e a uma boa mesa, já agora)!
Ficam algumas das opções que andam a ser estudadas:





Difícil é escolher e nem todos os preços são simpáticos. Hotéis de arquitectura antiga podem ser um risco. Mas ando tentada a corrê-lo.

Rato do campo, rato da cidade (*)

Não sou rapariga para fazer campismo ou andar por aí a correr mundo numa auto-caravana. Não vou negar que prezo muito o conforto de uma boa cama. Momentos fora da rotina e ao ar livre só mesmo pic-nics e com algumas restrições. Confesso que a idade também me trouxe alguma repugnância por uns quantos animais. Quando somos crianças nada nos mete medo, só o escuro. Só de imaginar osgas e semelhantes por perto fico com um certo nervoso miudinho. Que pavor!
Acho que sendo moça da província, começo a ter alguns traços vincados de citadina. Desengane-se contudo, quem julga que eu já não sei que as batatas crescem na terra e não nas árvores.
 Não nego as minhas raízes. Não acho que ser da província seja algo a menosprezar. Felizmente, apesar da modernidade chegar primeiro às cidades, existem coisas que elas nunca terão. E dessas, há muitas que aprecio e reconheço que não haverá modernidade nenhuma que as compense.


(*) Livro Infantil de Alice Vieira, que fará sempre parte das minhas memórias de infância

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Livro de cabeceira

é um calhamaço. é o manual do meu carro.

habituada que estava ao painel de instrumentos do Opel, vejo-me agora perdida numa panóplia de botões desconhecida.
da leitura de ontem, descobri como se sintonizam outros canais de rádio. Só trazia 3, felizmente um deles é o da minha rádio de todas as manhãs.
Ando às voltas com o emparelhamento do telemóvel no carro; para isso preciso de mais umas leituras.
Creio que vou demorar uma semana  (ou mais) a perceber como se põe aquilo a trabalhar. hei-de lá chegar.

domingo, 4 de agosto de 2013

duas caras

Custa-me que as pessoas voltem com a palavra atrás, que dêem o dito por não dito. Mesmo depois de prometerem mundos e fundos.
Sou demasiado crente na Humanidade em geral, e nalgumas pessoas, em particular. Faço mal, está visto.



sábado, 3 de agosto de 2013

Vamos colorir 2013 [Agosto - Turkish Sea 1]


Mais uma vez, rosas...

Procurei uma flores artificiais brancas ou azuis, mas não encontrei nada que me agradasse. Ramos secos das árvores do quintal, pérolas e feltro foram os materiais para conseguir umas rosas para uma jarra. foram as primeiras, mas acho que não vão ser as únicas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

alguém me sabe dizer?

Apesar de já termos tido férias, mais no papel do que na realidade, andamos os dois completamente estoirados, pela preocupação e pelo esgotamento físico. Só ontem ele fez 600 km de ambulância e com muitas horas de espera em IPO. Andamos sem paciência para os outros e com pouco tempo para nós. O Verão é sempre complicado, já que ele passa a maior parte do tempo nos Bombeiros.
A juntar a tudo isto, de quinze em quinze dias já contamos com a viagem habitual à serra, que tem sempre trabalho doméstico incluído, como cozinhar e passar a ferro, em menos de 24 horas.

Assim sendo, dado que recusámos um convite para um casamento este mês, e existem umas moedas de dois euros no mealheiro para ocasiões especiais, eu estava a pensar (ele ainda não sabe) ir passar um fim-de-semana a um sítio jeitoso, prazeiroso, com direito a umas paisagens bonitas, quarto em estilo romântico, e talvez uma outra actividade engraçada.

Eu estava a pensar algo na Curia ou em Coimbra - ando há tanto tempo para ir ao Jardim Botânico. Há anos!. Há alguém mais habituado a estas lides que me recomende um sítio com características que apontei em cima?

Muito agradecida!