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A mostrar mensagens de Novembro, 2013

Vamos colorir 2013 [Novembro - Rainy Day 4]

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Meeeeedo!

Altos e baixos

O nosso casamento já teve muitos altos e baixos, como todos os outros certamente terão. Se nunca se falou em divórcio? sim, algumas vezes. Principalmente quando cada um de nós não conseguia ver as necessidades reais do outro e apenas pensava nas suas. Os momentos egoístas de cada um de nós trouxeram-nos dissabores mas também nos ensinaram a saber responder atempadamente ao outro. Ambos exigíamos um do outro aquilo que não tínhamos para nós mesmos: optimismo, dedicação, força. Eu não sou de excluir a minha responsabilidade nas coisas menos boas do casamento. Se elas acontecem, a responsabilidade é de ambos. Não é apenas de um. Não assumir a nossa quota é azedar ainda mais o casamento. Estaremos a assinalar que fazemos tudo bem, que nós não temos nada a mudar. Apontamos o dedo ao outro para mudar. É mais fácil. Ao longo do tempo, temos vindo a limar as arestas na comunicação. A saber antecipar nas necessidades do outro sem pôr em causa o nosso equilíbrio. Antes de exigirmos que o outro…

Quero ver para além do visível

A colega com quem me dou muito bem disse-me hoje, sem qualquer ponta de ironia, que eu ainda quero muito acreditar no Pai Natal. Apesar de ser uma pessoa de forte temperamento, não consigo deixar de ter boas expectativas em relação às pessoas. Que espero sempre que as pessoas mudem, aprendam, reflictam e se tornem melhores.
Ela diz que há muito que se deixou disso. que não espera nada de ninguém. que as pessoas são aquilo que são, não aprendem, não mudam, não reflectem e são cada vez piores.
Quero acreditar que todos os actos das pessoas têm uma razão de ser e que, se estivermos alerta, conseguimos evitar desgraças maiores. Talvez eu ainda acredite mesmo no Pai Natal.

O meu pai

O meu pai ainda não tinha 23 anos quando foi pai. O meu pai não é um pai perfeito, como não será o de ninguém. Com a diferença que ele tem uma filha que admite a sua imperfeição. O meu pai é um pai com uma loucura extrema pelos filhos, ao ponto de achar que não crescemos, que não sabemos cuidar de nós. o meu pai continua a falar à minha mãe de que a garota (eu) esteve lá em casa, a garota (eu) disse, a garota (eu) trouxe ou levou... O meu pai tem um orgulho nos filhos (e no neto) desmedido (nós sabemos). O meu pai é vaidoso na família que constituiu, no património que construiu.
O meu pai tem uma assinatura infalsificável - não faltaram tentativas com ele a ver, para nos testar.  O meu pai dá erros de ortografia, mas tem uma bonita caligrafia. Sabe a tabuada de cor e fomos castigados vezes sem conta até a sabermos (eu ainda a sei). Adoro fazer contas e não desperdiça papel; dispensa máquina de calcular.O meu pai é muito organizado e gosta sempre de chegar adiantado aos eventos.
O me…

prognóstico

Nem sempre o que é mais óbvio acontecer, acontece mesmo.

o que acontecerá amanhã?

Por mera coincidência, tanto eu como o marido, amanhã, vamos eventualmente assistir a mudanças no local de trabalho.  Pelo menos, elas foram-nos anunciadas. Se vão acontecer ou não, é o que estamos para ver. Eu tento não pensar muito no meu assunto. Tenho-me mantido ocupada para não pensar. Mas já sei que, para ele, a noite passada foi de insónia. Por motivos diferentes. Por muito que se tente deixar o trabalho do lado de fora da casa, nem sempre o objectivo é conseguido. Vamos ver o que nos reserva o futuro. 



Aceito estas mudanças

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Há um par de dias conversava com uma amiga, que estava mortinha que chegasse o Verão. Queixava-se que o frio era tanto que lhe chegava à alma. Não em sentido em figurado. À séria
A mudança de estação do ano é algo com que me conformo. É coisa certa de acontecer. Não me lamento. Gosto de todas as estações do ano, mas talvez por motivos sempre diferentes da maioria. Do Outono gosto das cores únicas, das camas de folhas, do vento e das árvores semi-despidas. Gosto dos casacos quentes, dos lenços ao pescoço, das boinas e das botas. Quando chegar o Inverno, hei-de gostar de outras coisas.
Na ida quinzenal à serra usei uns minutinhos para fotografar o Outono. Há duas semanas, as árvores ainda tinham cores mais bonitas, mas eu não ia prevenida nem com tempo para fotos.  Ontem foi assim:












Vamos colorir 2013 [Novembro - Rainy Day 3]

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As pessoas passam mais tempo a levantar muros do que a construir pontes.

chatear-me para quê?

Na segunda-feira é capaz de cair o Carmo e a Trindade lá para as bandas do meu trabalho. Preferia não assistir ao programa das festas que está agendado. detesto cenas. temo consequências imprevisíveis.
Vou tentar não me preocupar com isso durante o fim-de-semana; têm de ser dois dias bem aproveitados. Não vale a pena sofrer por antecipação.

[e andei eu toda a semana a preocupar-me com uma cabra, que demonstrou que afinal não merece qualquer consideração]

prisioneira

Há vezes que me sinto prisioneira das minhas regras. Rectidão e sentido de justiça são duas delas.
A aplicação de ambas torna-me a vida tão dificuldada mas é contra a minha natureza ignorá-las. Mesmo que a maioria das pessoas o faça, não quer isso dizer que eu não escute o que me diz o coração e o que me aponta a razão.
Não sou salvadora do mundo, bem sei, mas a injustiça é coisa para me causar uma coceira mental desgraçada. O mundo [forma de falar, não a querer cair no melodrama] não se compadece comigo quando a injustiça recai sobre mim. Só isto devia ser suficiente para eu aprender.
Porque raio só aprendemos rápido o que não devemos?

Custa-me (muito)

Perder pessoas. E não estou a falar de morte.
Algures no meu universo emocional, há qualquer coisa que se desequilibra e demora  tempo a recompor-se. A minha organização afectiva  é demasiado complicada para eu explicar.

Já disse que sou estranha? Sou mesmo.

Podia ser na Suécia...

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Ontem, na Suécia, à hora do jogo Suécia-Portugal devia estar frio. Era capaz disso. Mas não deveria ter estado tanto frio como esta manhã.



Mal saí da garagem, estavam 3ºC. Pouco depois de sair de casa e em grande parte do percurso para o trabalho, a temperatura foi a registada fotograficamente.
Eu não moro na Suécia. Garantidamente. Mas, com este frio, parece, não é?

que comece o domingo. que seja bom.

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Bom dia Sol! Bom dia Vida!

Vamos colorir 2013 [Novembro - Rainy Day 2]

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Nem sempre nuvens grossas ou cinzentas são sinal de chuva. Às vezes são sinal de mudança e nem sempre má.

ainda não sei se deveria ter sabido. fui informada.

Sempre temi que alguém me lesse o futuro em cartas ou nas mãos, porque não gosto de sofrer por antecipação. Que o futuro seja o que tiver de ser.
Saber, de antemão, do futuro de alguém também me está a deixar incomodada. Porque a pessoa em causa não está nada a contar com isso, apesar de toda a confusão que tem vindo a fazer. Se fosse uma coisa boa, eu estaria muito contente e descansada. Mas não é. Pelo menos para a pessoa em causa [e a mim também me afectará- não quero que venha pior do que o que já cá tenho]. Eu só vou saber se será bom para mim, daqui a uns tempos. Por muito que já me tenha queixado, não consigo deixar de me colocar no lugar da outra pessoa.
Mas a vida é assim...

Gosto disto porque sim

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Eu vou dar a volta ao mundo
Para roubar mais um segundo Quero beijos teus Voltarei em boa hora O regresso não demora Quero beijos teus

egoísmo ou cegueira?

Há pessoas que, tendo acabado de lhes passar um comboio por cima, teimam em caminhar ao longo da linha.

Do amor

O melhor do meu dia foi passar da porta de casa do meu irmão para dentro e ouvir a histeria do meu sobrinho quando lhe anunciaram a minha chegada. Foi chegar-me a ele para que me desse um beijo e um abracinho e ele dizer-me que não me queria sujar de sopa, que ia limpar a boca primeiro. Contou-me entusiasticamente que já deixou de ter medo de ir à piscina, que pediu à educadora que ligasse à mãe a contar. O melhor do meu dia foi ele dizer que queria que brincássemos aos pais  e às mães com um boneco meu, que ele trouxe de casa dos meus pais com a devida permissão. Disse-me que desse o leite ao bebé enquanto ele ia cortar lenha. Vá lá saber-se a ligação. Falou-me que, no próximo Halloween, se quer vestir de abelha Maia. Não quer festejar o Natal porque tem medo do Pai Natal e mesmo que eu o substitua pelo Menino Jesus o resultado é o mesmo- uma grande choradeira. Ainda anda com a  mania dos instrumentos musicais e gostava de ter um piano com um microfone. Quis mudar a fraldas ao bebé …

Isto merece uma palavrinha: obrigada!

Quando abri este blogue decidi que os números seriam o menos importante que dele constasse - número de seguidores, de visitas, de comentários. Quando comecei isto dos blogues ainda não tinha sequer nascido o campo Seguidores no blogger e quando apareceu toda a gente pareceu ter endoidecido. Quando o blogue nasceu, interessou-me apenas escrever sem que este se aliasse a competições, rankings ou sei lá que mais. 
Tenho muito respeito por todos os que aqui passam; calculo que muitos se possam queixar por falta de reciprocidade nas visitas, outros ainda  de eu não responder aos comentários que aqui vão deixando. Não é nem por mal, nem por falta de vontade. É falta de tempo. Vou comentando nos outros blogues sempre que posso e quando acho que o devo fazer. Habitualmente não costumo deixar apenas duas palavras, deas que andam nas bocas de todos, com muitos "lol" à mistura.  Por norma, deixo palavras do que sinto verdadeiramente sobre o que se escreve. Se não gosto, não aponto n…

Histórias de família

Consigo lembrar-me do meu avô paterno como um grande contador de histórias. Já era bem crescida quando o perdi. Ainda me lembro do aviso que fez ao meu marido caso ele não estivesse o namoro a sério.Contou-lhe uma pequena história que ele ainda se lembra. Acho que, tanto o meu pai como eu herdámos essa inclinação para as histórias. Não falo de histórias ficcionadas, mas das verdadeiras com o seu quê de piada, na maioria das vezes. O meu pai conta algumas histórias que já ouviu o seu pai contar. Talvez por isso, consiga relacionar entre si pessoas de diversas gerações. Lá nisso tem uma memória fabulosa.
Foi por causa das histórias e de mais uma que se passou há uns dias  a propósito de um parente de 90 anos que veio agora do Brasil, para visitar a terra, que descobri uma história de família que desconhecia.
Ao que parece tive um tetravô [avô da minha avó paterna] que teve uma vida longa; faleceu com 117 anos. Casou pela terceira vez tinha 113 anos - o homem deve ter sido sempre feliz …

Dizem que os feitiços se viram contra os feiticeiros

Sei que costumo captar sinais pouco evidentes aos olhos da maioria. Não sou vidente nem nada que lá chegue - se é que há alguém com verdadeiros poderes - mas reconheço que tenho algum poder de clarividência acima da média. Tive de me resignar a aceitar isso depois de muitas provas dadas.
A par desta capacidade anda o medo de, um dia, quando precisar desta espécie de sagacidade de olhar, o coração me toldo o espírito e eu deixe de ver o que é visível aos olhos de muitos.
Normalmente, a vida quando nos prega uma rasteira é sempre em grande.

Vamos colorir 2013 [Novembro - Rainy Day]

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Tocam os sinos da torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão. Na nossa aldeia que Deus a proteja! Vai passando a procissão.
Sempre que admiro igrejas ecoa na minha cabeça declamação do poema Procissão feita pelo João Villaret.
Adoro o cinzento do granito.

Caminhada de Outono

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Quando temos um daqueles chocolates[que gostamos muito!] à frente, um apetece-me muito baila sempre nosso pensamento. Nem sempre dizemos não às tentações. Quando me apetece muito fazer uma passeio a pé, acho que devo fazer a mesmo coisa que faço em relação ao chocolate. Dizer que sim e ignorar uma réstia de preguiça que diz que me aquiete, que fique sossegada em casa.
Fez-me falta a máquina fotográfica porque existiam coisas bonitas para registar mas não quis ir carregada. Para a próxima levarei.Usei o telemóvel contudo as fotos não ficaram grande coisa. Foi o que se arranjou. Desisti cedo de manter os passos ao som da música seleccionada e resolvi ouvir os sons da natureza.


Ainda a manhã tinha começado; nem as ovelhas de um dos pastos se tinham levantado. Mas soube tão bem que esqueci coisas que me pesavam na alma.

Sábado cheio e doce

Hoje, um sábado, parte do meu dia foi idêntico a um dia útil. Acordar cedo, muito tempo ao volante num carro que é meu mas não me é habitual ter nas mãos. De manhã fiz "visita de médico" à serra. A tarde  foi doce e cheia de doçuras, tão bem passada, na cidade onde fui nascer. A pensar nos presentes de Natal.A praticar e a descomprimir de uma semana difícil.
Estou morta de cansaço - e com um bocadinho de culpa, ai a gula- mas valeu tanto a pena. Soube mesmo bem e conheci pessoas tão simpáticas!

Qual será a doença?

Os primeiros dias após as férias são mais cansativos que os dias que as precedem.  É estranho dizer isto mas sinto-me completamente morta de cansaço. 
Juro que tentei ter paciência com a colega do costume mas, cada vez mais, fico com a sensação que ela não percebe português, que não entende o que dizemos [mas ela  é portuguesa- nascida  e criada em Portugal]. Tenho-me esforçado por não ser dura [nem sempre consigo, hoje exaltei-me duas vezes]. Tento analisar minuciosamente o seu comportamento para perceber. Mas não sou capaz.  As colegas que a acompanharam na minha semana de férias desistiram de tentar compreender aquela alminha. Deixaram-na afundar-se sozinha, porque ela não ouve ninguém, não toma nota das recomendações, ignora instruções. Imaginem-se a falar para uma porta. Conversas com ela é tal e qual.
Eu acho que ela tem um problema de percepção. A sério. Mas depois penso como é que alguém que tirou um curso de línguas - nomeadamente alemão - tem tanta dificuldade a entender po…

dizer mal

Vejo pouca televisão, já o disse. Mas o pouco que vejo não é, de certeza, na TVI. Não suporto!  Não são se odeio mais a TVI se o Preço Certo na RTP1. Felizmente este último dá antes de eu chegar a casa, e o ódio está mais contido.

A vida muda-nos, devagarinho, mas muda

Podemos pensar sempre em gerir os nossos actos por aquela máxima: não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a ti.
Acho que é uma máxima que evita muitas vezes que cuspamos para o ar e que nos caia em cima o que acabamos de cuspir.
Quanto ao inverso, essa história do faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a/por ti é, no mínimo, uma mera ilusão nossa, um gasto de energia escusado. Nunca será fácil que os que nos rodeiam venham ao encontro do que esperamos deles.Nem numa parte, sequer. Continuamos a notar que nos sabe bem que os outros estejam para ali para nós; perdemos a iniciativa quando temos de nos preocupar com os outros - limitamo-nos às regras de boa educação, assumimos os serviços mínimos da amizade. Até ao dia que voltamos a precisar, porque sim, porque estamos mal.
Incluo-me neste circulo,porque não sou perfeita e nem sempre estou atenta. Porque cada vez mais me apetece ser como todos os outros  - pôr-me em posições cimeiras na tabela de satisf…

Vamos colorir 2013 [Outubro - Autumnal 5]

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isto tem de ficar registado

Depois de uma semana sem pôr os pés no trabalho, por motivo de férias, compareci a um dos jantares anuais da empresa. Não podia recusar ir.
Apesar de ter estado ausente, mais ou menos fui monitorizando os emails pelo telefone. Deixei a destrambelhada da colega - sobre quem já contei peripécias estranhas - estar à vontade, fazer o que lhe aprouvesse. Tentei intervir o mínimo possível sabendo que estava a correr o risco de ter de limpar a porcaria no regresso. Às vezes, as pessoas têm de aprender da pior maneira. Desta vez eu relaxei e deixei andar. 
Mas soube maravilhosamente ouvir o patrão - que também é o meu chefe- dizer que fiz muita falta. Para ele admitir publicamente e de viva voz, a coisa ainda esteve mais complicada do que eu imaginava.
Soube bem ao ego. Segunda-feira preocupo-me com as asneiras.