domingo, 3 de novembro de 2013

A vida muda-nos, devagarinho, mas muda

Podemos pensar sempre em gerir os nossos actos por aquela máxima: não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a ti.

Acho que é uma máxima que evita muitas vezes que cuspamos para o ar e que nos caia em cima o que acabamos de cuspir.

Quanto ao inverso, essa história do faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a/por ti é, no mínimo, uma mera ilusão nossa, um gasto de energia escusado. Nunca será fácil que os que nos rodeiam venham ao encontro do que esperamos deles.Nem numa parte, sequer. Continuamos a notar que nos sabe bem que os outros estejam para ali para nós; perdemos a iniciativa quando temos de nos preocupar com os outros - limitamo-nos às regras de boa educação, assumimos os serviços mínimos da amizade. Até ao dia que voltamos a precisar, porque sim, porque estamos mal.

Incluo-me neste circulo,porque não sou perfeita e nem sempre estou atenta. Porque cada vez mais me apetece ser como todos os outros  - pôr-me em posições cimeiras na tabela de satisfação do meu ego.
A vida tem-me mudado. Julgo que, para pior.

6 comentários:

  1. Ninguém é perfeito, mas das coisas mais dolorosas que há é a solidão de quem um dia vive a realidade de precisar de um abraço, de um ombro, de um sorriso e perceber que as pessoas estão simplesmente demasiado ocupadas para se preocuparem e para verem além de um sorriso que diz "está tudo bem..."
    Besito

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    1. Lemon,

      Isso é aquilo que eu tenho notado- as pessoas estão demasiado ocupadas com o umbigo delas.
      tenho tentado que as pessoas não passem pelo pior sozinhas, porque um braço a puxar por outro custa menos a percorrer a subida. Sempre me preocupei em dar apoio aos outros nos seus piores momentos, na sua solidão. Mas quando as coisas estão melhores esquecem que nós também temos os nossos males, as nossas fraquezas e não se lembram de nós. Já tive quem me dissesse que não tinha muito jeito para ajudar. mas creio que lhe tenha sabido muito bem naqueles momentos em que fui a única a não abandonar o barco quando aquela pessoa precisava.

      Sei bem que na minha imperfeição não posso acudir a toda a gente, dirigir palavras de alento a todos os que passam um mau momento, mas sempre fiz aquilo que consegui mesmo dando tempo que me era tão precioso em prol dos que precisavam mais. O mínimo que esperaria dos outros era uma pequena palavra a perguntar se está tudo bem comigo. Gostaria que me estranhassem os silêncios ou as poucas palavras. Para os outros estar mal só existe quando se trata deles. Vou aprendendo a ser um pouco mais egoísta, a não ter expectativas em relação aos outros. é melhor, Se não, ficarei pior ainda.

      Mostrar-me sempre disponível para acudir aos outros é deixar-me de consciência tranquila, de que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Ultimamente tenho-me questionado se me basta a tranquilidade de consciência ou também que se preocupassem quando necessito?
      Ando cansada de me preocupar com os outros.

      Beijinhos

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  2. Apesar de tudo, continuo a achar que uma consciência tranquila vale tudo. Mesmo que isso implique o cansaço que sentimos por vermos que não agem connosco da mesma forma.

    Um beijo e uma boa semana

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  3. Tenho muitas vezes esse dilema, mas continuar a dar, sempre, sem receber nada em troca, ao fim de algum tempo , já cansa e faz-nos pensar....

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  4. Quando damos de nós o que temos para dar, a consciência encarrega-se de nos deixar tranquilos e a não esperar nada em troca. Bem, eu pelo menos sou assim. Agora esperar dos outros é que já é mais complicado. Eu prefiro a versão na negativa. Limita-nos as expectativas, que na maioria das vezes saem defraudadas...
    Moça, tu não és nada egoísta e isso é coisa que dificilmente serás, pelo menos enquanto o teu agir for ditado pelo coração.

    Beijos*

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  5. devemos sempre tentar fazer o nosso melhor, se os outros não o fazem problema deles

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