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Talvez seja só mais um...

entre muitos, que hoje irão inundar a blogosfera.Não gosto de ser mais uma a fazer parte de rebanhos disto e  daquilo, mas não posso deixar em branco o Dia Mundial da Poesia.

Quero, neste dia também fazer a diferença entre os demais, porque irão escolher Pessoa ou Florbela, Drummond ou Sofia. Será um dos meus poemas favoritos, de um poeta menos citado e declamado, mas que vamos sempre a tempo de descobrir. Deixo um poema que, habitualmente, escolho para o meu aniversário. Hoje deixo-o, ainda antes de completar mais um ano.


Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu
nem houve estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
para que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha mãe.

[Sebastião da Gama]

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