terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

quando somos nós a fazer, em lugar de comprar feito

Tenho andado numa pequena correria contra o tempo, após sair do trabalho. Embora continue a chegar a horas mais razoáveis a casa - as actividades de tempos livres  a que me impus obrigaram-me a ceder quanto ao trabalho - tenho, nestes últimos dias, de responder a umas quantas solicitações urgentes da minha cunhada.
A R. lembrou-se, este ano, que havia de oferecer às amigas e familiares, em datas especiais - aniversários e assim-, coisinhas feitas à mão. Lembrou-se das pequenas coisas que vou fazendo, e bombardeou-me com uns quantos pedidos ultra-mega urgentes. Ando agora de volta de uma carteirinha e uma capa de agenda. Para lhe entregar amanhã à noite. Isto não é bem atar e pôr ao fumeiro, mas fui incapaz de recusar...

Bom, nunca vi estas coisas como forma de fazer negócios - continuo sem ver! Dá-me prazer criar, ver as peças a nascerem, embora estes prazos curtos que ela agora me apresenta me deixem um pouco stressada. Gosto de tudo muito perfeito e a pressa é inimiga da perfeição. Embora os defeitos façam a unicidade da peça :).

Gosto muito destas pequenas diversões de costura mas admito que haja muita gente que preferirá produtos comprados em lojas de nome, embrulhadas em papéis caros e metros de laços no topo. Às vezes, não conhecendo assim tão bem as pessoas como desejaria, cedo à vontade de criar e a peça surge torcendo para que aquela pessoa goste. Mas, confesso, hesito bastante antes de entregar. Lá porque eu gosto e foi feita a pensar nessa pessoa, não quer dizer que ela goste. Tenho medo que faça o frete em a receber, ou nunca lhe venha a dar uso.
Muitas vezes, fico com a ideia que eu tive mais gosto em fazer e oferecer do que a pessoa em receber. Dá.me ideia que estará à espera de uma coisa assumidamente cara e não algo mais manual, mais original.

Nem sempre as coisas diferentes são muito apreciadas pela maioria, e só isso, pode fazer-nos ter a ideia de que o que acabámos de oferecer, afinal vale pouco. Oxalá eu me engane de cada vez que este pensamento me ocorre.


3 comentários:

  1. Eu adoro receber presentes feitos à mão. E adoro oferecê-los, embora não seja eu a fazê-los. Têm um "q" de especial, de único. De mágico. E com muito orgulho e carinho tenho duas obras feitas pelas tuas mãos. São lindas. Obrigada!

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  2. Acho tão giro criar uma coisa com as próprias mãos para oferecer. Força nisso :)

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  3. que belissima ideia... eu faco o mesmo :)

    PS: nunca mais soube nada da Carla :( cheguei mesmo a enviar-lhe uma cartinha para casa dela a dizer que havia quem estivesse muitoooo procupada com ela e NADA.... nao sei mais o que fazer... buaaaaa

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