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quatro histórias de formas estranhas de amar

=1=
Lembro-me dela nos contar sobre os grandes hematomas e feridas que tinha em cada um dos peitos. Havia uma colega a quem ela já tinha mostrado, por precisar de falar com alguém .
Ele namorava com ela, não por gostar dela,  mas talvez  e apenas para usar aquela parte do corpo dela para seu próprio prazer, excedendo os limites do prazer, infligindo a dor.
Não tínhamos todas mais que dezasseis anos. Mas ela tinha um busto de mulher que  atraía os rapazes, pelo avantajado que era. As consequências daquela situação de abuso por parte do namorado foram dramáticas e passaram por ameaças e chantagem, violência e difamação. terminaram com a mudança de escola.

=2=
Quando fui conhecer os meus sogros, mal os tinha cumprimentado, tocou a sirene dos bombeiros. Na altura achei que seria uma partida dos colegas do meu marido. Mas não era. Foi necessário um socorrista para assistir um casal, em que estando ambos bêbedos, tinham andado à pancada e partido o garrafão do vinho na cara um do outro. Eram recorrentes as idas ao hospital por episódios similares a este.  Nunca se separarem até morrerem. A violência era uma rotina.

= 3=
 Cresci a pensar que conhecia as pessoas que moravam em redor dos meus pais. Até há pouco  tempo, quando alguém me fez saber que um dos vizinhos batia na mulher. Eu fui ao casamento deles. vi a filha deles crescer, casar e ser mãe. Pareciam uma família. Até ao dia em que a mulher começa a aparecer com hematomas na cara, a dar desculpas esfarrapadas. Juro que, se alguma vez, tivesse ouvido alguma coisa, faria queixa dele. A filha vive com eles, e deixa as coisas acontecerem... e a mulher, pobre coitada, que não tem casa nem é dona do seu dinheiro é saco de pancada. Leva na cara e no corpo e o marido vai depois passear com  as amantes para o shopping, a quem vai permitindo gastar o dinheiro que não deixa a mulher sequer chegar perto, ao que dizem..

=4=
Há  um par de dias, ao contrário do que é habitual, fui recebida com lágrimas. primeiro julguei que lhe teria morrido alguém. Sem perguntar, julguei que, em breve, o saberia. A minha segunda suspeita confirmou-se. O namorado, que já tinha dado indícios de lhe querer controlar a vida, descontrolou-se num ataque de ciúmes. agarrou-a e chegou a apertar-lhe o pescoço. ela não me confessou claramente, mas creio que tenha sido alvo de violência psicológica também, ao ponto de ela me confessar que se odiava. Ele fez questão de informar todos os amigos - um por um -que ela não lhe tinha sido leal quando isso não era verdade. Os amigos conhecem-no como uma pessoa doce e sensata, que qualquer mulher gostaria de ter ao seu lado. Desconhecem-lhe os ataques de ciúme e insegurança constantes, as vigias cerradas, as consultas aos telemóvel que não é o seu.
Todos estes homens - também poderiam ser mulheres - acham que se apenas se descontrolam, uma e outra fez, mas falam em amor. Que amor é este que passa por violência física e psicológica?
Este é apenas um número ínfimo de casos - e são muito "suaves" face ao que se vê por aí -  que estão todos os dias a acontecer. acontecem em todos os estratos sociais, idades e graus académicos.
Isto é violência, não é amor.

Comentários

  1. Realmente há pessoas que estão bem é sozinhas!!!!!
    A mentalidade já está a mudar... Mas mesmo assim ainda há muita coisa a fazer...

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  2. :( entendo o medo dessas mulheres, mas será que não haverá uma solução? E esses cobardes, ficam impunes, sempre?? Que triste

    ResponderEliminar

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