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Há sempre uma lição a aprender

Esta semana ouvi o relato  de uma mulher de 28 anos que está a tentar que algum dos nossos hospitais lhe congele os óvulos, para que um dia mais tarde possa ser mãe. Nada de extraordinário, dirão muitos.

O problema é quando, de um lado, se vive a correr contra uma doença chamada cancro da mama e do outro, portas se fecham para evitar que uma mulher não possa ter filhos. 

Além de carregar com o fardo da doença, tem de suportar uma série de procedimentos, com uma carga física e psicológica elevada. Nem sei como aguentará. Há pessoas lutadoras, que não baixam os braços e lidam com tanta carga negativa em simultâneo

Considero que, em todas as jornadas que façamos, temos sempre algo a aprender com os outros. Não vale a pena agigantar os nossos problemas. Principalmente quando o nosso problema é um feijão ao pé da Torre Eiffel.


Comentários

  1. Como dizes Alice, apesar de tudo há sempre uma lição a aprender!

    Beijinhos

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  2. Tens toda a razão, tiremos várias lições destes tristes destinos. Boa Páscoa Alice :)

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  3. Pois, quando foi comigo nem me perguntaram... Quando questionei disseram que devia ter dito antes (e eu falei, mas o médico disse que era depois da cirurgia), conclusão, quando perguntei o que podia fazer para guardar óvulos, perguntavam se eu queria ser mãe... Eu dizia, com 34 anos ainda penso em ser mãe... Como não se fez nada, agora vou depender da sorte... É inadmissível!!!!!
    Enfim... Depois vêm dizer que o país precisa de crianças...

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  4. Há sempre casos piores que o nosso, ou que fazem o nosso parecer ínfimo, mas... eu acho que temos direito a chorar os nossos problemas por muito pequenos que pareçam aos olhos dos outros, são nossos e doem-nos a nós. E fogo, também temos direito a ser egoístas de vez em quando... Nós também importamos.

    Beijinho

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  5. Por isso eu ter aprendido a viver com um sorriso nos lábios, mesmo nos momentos menos bons da vida pois há sempre pior... e lágrimas faz parte limpa a alma.
    BUT NEVER EVER GIVE UP!

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  6. Lembro-me de quando a médica me fez a pergunta, tive cinco minutos para tomar a decisão. Quer ter filhos? Queria ter a possibilidade de escolher, agora não tenho. É das piores coisas que podem fazer a uma mulher não lhe dar condições para optar, podes ter 25, 30, 35. Não importa, o direito de opção que para muitos é desprezível, torna-se importante nestas horas. tenho um profundo respeito pelas mulheres que lutam por ele, urgia que fossem tratadas de forma mais humana e esclarecida pelo sistema. A mim era brincar com a sorte mas gostava de ter mantido a porta aberta...

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