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Coisas#2

Neste Verão estreitaram-se as relações entre o meu sobrinho e o meu marido. Por força de circunstâncias passadas - dias e noites de serviço nos bombeiros, muito frequentemente - havia menos à vontade entre os dois. O meu sobrinho olhava-o com uma certa desconfiança, diria mesmo, muito respeito. Numa altura em que decidiu que não cumprimentava ninguém, nunca recusou um aperto de mão ao meu marido. Este sentia aquele "pé atrás" mas lá o foi conquistando, quando mais não fosse a ajudá-lo a montar as figurinhas do Mcdonald's, que me iam dando. Por isso, tendo-se propiciado uma férias com o meu irmão, foi vê-los os dois - tio e sobrinho - brincarem juntos, como se de dois garotos se tratassem. Na praia, dentro e fora de água, ou no sofá cada um com o seu tablet a jogar, era discutir qual deles era o mais garoto.
Além do meu marido ter ensinado o miúdo a mergulhar como deve ser, sem ser ali à beirinha e a engolir uns pirulitos - comprou-lhe um fato de surfista que o fez delirar ao ponto do apelo à água ser mais forte que a sua temperatura quase siberiana.
Talvez a pensar num estreitamento de relações ainda mais forte entre tio e sobrinho - e porque já não sei que raio hei-de oferecer ao marido nas datas especiais - resolvi perder o amor ao dinheiro e lá comprei a PS4. [Tenho ideias para presentes que posso oferecer para as próximas temporadas. Basta comprar suplementos e jogos para acoplar]
Agora anda o marido a treinar alguns jogos - para não passar vergonha à frente de um miúdo de 5 anos. A ideia é convidar o meu sobrinho a ir passar umas tardes de fim-de-semana a jogar lá em casa [ainda falta comprar o outro comando].
Eu sei que o garoto vai delirar, e o tio vai divertir-se à brava, como se fosse um miúdo também. 

São estas pequenas coisas que fazem as coisas menos boas perder algum significado.

Comentários

  1. São esses momentos que nos dão forças para continuar. Beijinho

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