domingo, 1 de novembro de 2015

adeptos das selfies

Há relatos de grandes romarias aos cemitérios. Nas aldeias as pessoas abalroam-se com braçadas de flores mais ou menos organizadas. Trazem a família atrás com as mãos ocupadas com arranjos e velas - e demonstram esperançosos - que tenham as flores mais bonitas, o arranjo maior, a vela mais duradoura de todos a morada eterna dos que já partiram, e que apenas parecem ser lembrados nesta data.

Depois das selfies nos sítios mais improváveis, e pouco menos mórbidos, não me surpreendo nada que muita desta massa migratória aos cemitérios tire selfies junto dos que já partiram a mostrar "a minha galinha" é maior e melhor que a da vizinha. 

O desejo de ser mais e de estar na berra, por tudo e por um par de botas leva-me a crer que vá haver disto. Oxalá me engane.


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