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A mostrar mensagens de Janeiro, 2016

dos últimos de Janeiro

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 Está a ser fim-de-semana de serra. A quase duzentos quilómetros de casa. sei que há quem me inveje estas viagens para a calmaria, para longe do bulício da cidades. Talvez se eu viesse como turista gozasse de outro estado de alma que não o de uma de dona-de-casa em casa alheia, para os deveres de limpar, passar e cozinhar. La fora paira um nevoeiro sebastianista e aproveito estar ao borralho para pensar e para escrever. Dado que nos últimos meses as coisas mudaram bastante, passamos cá o fim-de-semana todo e não apenas o domingo. A chegada logo no sábado de manha fez-me ganhar vontade de matar tempo na cabeleireira a uns escassos quilómetros daqui. já que agora o tempo sobeja, guardo esse tempo para mim. meia dúzia de euros - um pouco mais - pinto e corto, e enquanto espero ouço as coscuvilhices onde não posso - nem quero - participar por não conhecer os intervenientes da narrativa, entre v's e b's todos trocados. algo que me aflige um pouco. mas a carteira agradece e eu sai…

uma música que gosto e poucas palavras

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Tenho-me sentido muito, muito cansada. sem fazer nada demais. custa-me levantar mais que o costume e à noite quase adormeço ao jantar. sinto-me inexplicavelmente cansada. eu que sempre tive problemas em conter a energia em demasia, agora estou sempre no vermelho.
Gostaria que não fosse oito ou oitenta.

Enquanto não ganho novo fôlego, fica uma recém-descoberta que apreciei.



O amor é assim, HMB ft. Carminho

tarde de sábado

Esteve um dia de sol magnifico e o meu humor melhorou significativamente. Ao final da tarde pegámos nas trouxas e fomos ao cinema. O filme já estava escolhido há algum tempo, por despertar alguma curiosidade, por ser polémico. Fomos ver A rapariga dinamarquesa.  Francamente, não vou dizer que desgostei mas também não amei. Acho a interpretação do actor principal bastante boa, mas a história-baseada em factos verídicos- meia sem sal. Achei o actor muito obsessivo e egoísta nas suas intenções em se tornar mulher esquecendo tudo o resto, mesmo quem o amava e que lhe acalentava os sonhos.

xarope para a tosse

Quando era miúda lembro-me de a minha mãe fazer xarope de cenoura quando a tosse não nos largava. Parece que ainda hoje tenho o sabor daquilo na boca. Gostava bastante. Agora não tenho andado com tosse - quem me dera, parte do problema resolvia-se -mas tenho uma forte expetoração na garganta, e não consigo libertar o peito deste bloqueio. Ainda me lembrei do tal xarope da minha mãe, mas acho que seria incapaz de o beber, tal a dose de açúcar que leva. Eu, que sou pouco de aventuras nas mesinhas  caseiras, fiz umas pesquisas e achei uma receita caseira que me pareceu lógica: alho esmagado com açúcar e água, ferver, coar e beber. Mandava por dois dentes de alho, mas eu achando que, com duas colheres de açúcar, ia ficar muito doce, juntei mais alho. Já bebi dois golinhos e sabe Deus o que me custou. Acho que amanhã vou a farmácia e compro um expectorante. é o melhor. E deitar a mistela fora. Se o meu marido hoje não estivesse de serviço, de certeza que um de nós ia dormir no sofá. Bebi…

Experimentem...

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Quando não encontrarem as palavras certas para dizerem a alguém que está triste ou doente, peçam permissão para um abraço. E abracem. Isto pode fazer toda a diferença. 
Um abraço traz o conforto que muitas palavras não dão.
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não gosto destas reviravoltas

No ano passado, antes de saber que ia fazer o tratamento de fertilidade - o tal que, inicialmente, tínhamos decidido não fazer -comecei a mentalizar-me que devia mesmo de arranjar um novo emprego. Com menos viagens, mais perto de casa, com outras responsabilidades e noutro ramo. Tinha decidido fazê-lo até ao final de 2015. Comecei a enviar curriculos, para anúncios onde me via a trabalhar. Não é fácil mudar de um sitio com algumas regalias bastante aliciantes, mas eu achava que o devia fazer, mesmo ficando [provisoriamente] a  perder. Para bem da minha saúde mental, para ter mais tempo para mim e para as minhas coisas. Não é fácil mudar de cavalo para burro, mas estava disposta a isso. 
Veio o tratamento, e a minha esperança foi tanta na gravidez, que decidi adiar o plano de mudar de emprego. Deixei isso para segundo plano. Resolvi esperar para ver o que dava o tratamento. 
O tratamento teve o fim conhecido e a ideia de mudar de emprego voltou mais forte que nunca (isto é uma fonte d…

coisas "novas" e simples

Disse-lhe para não me chamar maluca. Tinha um pedido a fazer-lhe. Quando falo assim, naquele tom reticente, de quem não sabe como pedir, ele desfaz o sorriso infantil. Sabe que eu tenho dificuldade em pedir o que quer que seja, então o momento e sério. Deixa de lado os seus gracejos típicos, mostrando assim que tenho toda a sua atenção. - Gostava que me ensinasses a jogar snooker. Queria aprender a jogar. Não esconde a surpresa. Acho que esperava que o assunto fosse mais sério. Fica baralhado por eu estar a dar ênfase a uma coisa tão banal. - Onde é que vamos jogar? Acho que já nem há salões de jogos como antigamente. Relembramos das poucas vezes que o fizemos juntos. Estão quase passados vinte anos. Joguei com ele, mas nunca tive oportunidade de aprender. Estávamos na universidade e alguém sugeriu irmos ao Maravilhas, perto do Bingo - nem sei se ainda existe. Jogarmos a quatro, e ele competitivo como era e - não querendo perder só me dava as instruções. Nunca cheguei a saber jogar. …

Sinónimo de amor? Quero sempre pensar que sim.

Dizem que temos tendência a procurar um homem que seja o mais parecido com o nosso pai - falo das raparigas. Eu sou um dos casos que descredibiliza essa teoria. O meu marido só não será totalmente diferente do meu pai no gosto que ambos têm em ter blocos de notas e agendas para contas e apontamentos. É a única coisa que os acho parecidos e isso não passará de uma coincidência.
Além disso, o meu marido é um grande coleccionador. Colecciona talões multibanco que retira amiudadas vezes das caixas. E onde deposita de uma maneira, diria, religiosa, dentro do carro. Aquilo parece um altar. Junta também talões do combustível e facturas de presentes que habitualmente compra. 
Se, porventura, se lembra de fazer uma limpeza ao carro, muda a colecção para o despeja-bolsos da lavandaria. Não faz qualquer triagem sobre o que deitar fora. Colecciona tudo.
De tanto me aborrecer com estas colecções, vou dando sumiço as ditos papéis - às vezes, encontro algumas antiguidades em que a tinta mal se nota…

há coisas fantásticas

Há relatos de coisas fantásticas neste blogue, mas este post, claro que me tocou de uma forma especial.

começar bem

A lareira está acesa mas mortiça; não apetece a nenhum dos dois levantar dos respetivos sofás para dar um jeito à lenha, para animar a chama. Ele partilha do meu gosto por chá, e por isso estamos os dois com uma chávena na mão. A chuva cai lá fora. Não veio em Dezembro, chega agora de mansinho. Pelo menos, por aqui. Amanhã já é dia de trabalho para os dois. A ver se começamos bem o ano. Ele começou a testar a sua resolução de ano novo ainda no ano velho, quando eu estava a findar o tratamento de fertilidade. Não promete deixar de fumar, mas parece estar a reduzir no número e no tipo de tabaco [diz que o que fuma agora é mais fraquinho]. A última vez que tentara deixar de fumar fora poucas semanas antes de saber da doença letal da mãe. A mesma doença que o fez voltar a fumar. Quase sete anos passados e sempre a adiar a decisão de deixar. Talvez seja agora. Sei que passou muito mal nas ultimas semanas dado o desfecho do tratamento e a preocupação com a minha saúde. Desta vez, não teve …

ainda venho a tempo?

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Um óptimo 2016 para todos nós!