quarta-feira, 2 de março de 2016

as voltas da vida

Tenho muitas vezes em mente a célebre frase atribuída a Gandhi: "Olho por olho e o mundo acaba cego". Não pode ser olho por olho. Não sou apologista de vinganças. Há pessoas que nunca mudam, nem que lhes caíssem em cima as dez pragas do Egipto.
Por isso, acho que devemos ser pessoas melhores do que as que, um dia, nos magoaram. Acho que maquinar uma vingança disporá de tanta energia, que será um verdadeiro desperdicio.

Fui incapaz de ser indiferente à noticia que chegou via sms, na segunda à noite - uma vez mais, uma sms, embora desta vez eu compreenda. A minha amiga  (deste post) perdeu o bebé. Fiquei tão triste. Não fui capaz de lhe fazer o que me fez a mim em Dezembro. Gostaria que me tivesse aconchegado. Não sendo oportuno para ela falarmos nisso naquele dia, ontem liguei-lhe, tentei confortá-la como pude, não estive lá com o corpo. Estive com o coração. Mesmo com o coração ferido, achei que devia estar. Com toda a minha atenção. Sem questões secundárias nem ponta de rancor. Ela nunca esteve lá para mim, em Dezembro, quando passei por tudo aquilo. Mas eu quis estar.
Isto não irá mudar nada daquilo que senti nos últimos meses acerca desta amizade, no meu propósito de por um fim a uma amizade que se tornou "estranha". Também não quero questionar-me se tudo corresse bem, ela me daria a noticia do nascimento, quando ele ocorresse. Sinceramente, nem quero ir por aí.

Desejo que tudo se recomponha rápido. Quanto à nossa amizade, o que tiver de ser, será. Mas nada será como antes.

1 comentário:

  1. Fizeste muito bem Alice. Uma atitude nonita e muito digna, mereça a pessoa em questão ou não. Ficaste bem contigo.

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