domingo, 20 de março de 2016

e assim começou a Primavera

Resolvi pedir o filho emprestado ao meu irmão para irmos dar as boas-vindas à Primavera. A ideia era, lá mais para o fim da tarde, irmos ouvir um conto. Mas a coisa começou mais cedo do que o previsto. O rapaz colocou os olhos no insuflável e durante quase uma hora não se fartou de pular. Ficou fascinado com os mimos músicos - eram mesmo fantásticos. Recusou as pinturas faciais mas recortou  um coelho em EVA, de orelhas azuis, para fazer um alfinete, enquanto esperávamos pelo conto. Tirou uma foto com a Coelha da Páscoa, que não parava de lhe chamar amiguinho. Assistimos a uma demonstração de capoeira, mas ele continua a preferir o judo.
Sentado no chão, ouviu atentamente o conto, e no fim prometi-lhe que havíamos de ir a uma biblioteca. Ainda teve direito a uma caderneta de cromos quando tive de passar no supermercado.
Ele já tinha visto a playstation cá em casa. Tinha-lhe dito que só podia jogar quando cá estivesse o tio. Ele é que percebe da coisa...
Estava em pulgas, perguntava quando chegava o tio, dizia que havia de pedir ao pai e a mãe para vir para casa da madrinha na sexta. Mal começou a jogar, logo ganhou o jeito. Disse-lhe que só ia jogar um bocadinho. Não queria ir embora quando a mãe o veio buscar. Via-se que estava eufórico.
O meu irmão mandou-me uma mensagem a dizer que ele estava eléctrico, que já anunciou que quer dormir cá em casa...
Assim se viveu o primeiro dia de Primavera e se tiraram alguma teias da alma.

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