quarta-feira, 23 de março de 2016

gosto de histórias

O meu avô paterno era um homem de muitas histórias. Era delicioso ouvi-lo contá-las. Uma das últimas que lhe ouvi contar foi dirigida ao meu marido, já antevendo que o nosso namoro seria sério. Tinha como moral que, se não fosse para ficar o resto da vida com a mulher de quem se gostava, então mais valia deixar claras as intenções e seguir o seu percurso. Não me lembro dele falar a palavra amar mas gostar. Para ele, era a mesma coisa.
Já não teve oportunidade de assistir ao meu casamento.
Gostava tanto de meu avô Manuel.
Talvez por ter fabulosos contadores de histórias na família [o meu pai também é bom!], gosto tanto de ouvir as histórias das pessoas, e perceber as que estão por trás de cada pessoa. Gosto de ficar a observar as pessoas, no meu canto, e construir umas quantas hipóteses daquelas que poderão ser as suas histórias. Gosto dos porquês de terras e ruas terem aqueles nomes, ou a história por trás de cada expressão popular.
Engraçado...  acho que o meu sobrinho também tem esse lado curioso. Gosta de ouvir e contar histórias. Dado que ainda não sabe ler nem escrever textos, conta as histórias à mãe, para que ela escreva e faça um livrinho; ilustra-as depois e leva para a escolinha para a professora ler aos amiguinhos.

Adorando histórias,  foi amor à primeira vista, quando encontrei este lugar, contador de histórias. Hoje, por me lembrar do meu avô Manuel, achei que devia fazer referência.




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