domingo, 22 de maio de 2016

não esperava por isto, não agora...

Tinha sabido da novidade no dia anterior  mas nunca imaginaria que, vinte e quatro horas depois, eu iria ser afectada, de uma forma que nunca supus acontecer.
Podia ter saído daquela reunião e ir fumar um cigarro, gritar toda a agitação que me corroía as entranhas. Mas eu não fumo, e os gritos tive de contê-los; transformaram-se em lágrimas. Senti-me incapaz de por mão ao descontrole. Como podia, seis anos depois, estar tudo a acontecer de novo?
Fervia por dentro e só me ocorreu vir aqui escrever o post anterior, para soltar o soluço que me tomava as palavras.
Amanhã tenho uma decisão para tornar pública. Uma decisão que eu ainda não sei qual é. Já tive mais certezas, e à medida que o tempo passa elas vão transformando-se em esquissos esborratados.
Talvez eu até possa ter a faca e o queijo na mão, mas tenho receio de que a faca não seja a mais apropriada para cortar uma fatia que eu possa levar a boca.
Tenho medo de ser a única a não ser beneficiada numa mudança que nunca fui eu que quis. Isto não estava programado para esta fase da minha vida, que continua cheia de equações com várias incógnitas. Não era esta a ordem dos acontecimentos. Só vem acrescentar mais variáveis, mais fatores fora de controle.
Para outros ficarem bem, tenho eu que mudar. Alegam que tenho muita elasticidade. E o que estão os outros dispostos a pagar por isso? Até agora nunca tive regalias que vejo outros terem, será sábio falar nisso? Exigir?
E aquela historia do não voltes onde já foste feliz? E se não houver possibilidade de retorno? Será que isto, entre o pior que está a acontecer é o melhor que me podia ter acontecido? Será esta a válvula de escape para a fase de saturação a que cheguei?
Porque é que a minha vida não pode ser um conjunto de equações simples em lugar de um grande imbróglio de incógnitas sem solução a vista?




3 comentários:

  1. Dizem que há males que vêm por bem. Quem sabe? Abraço Alice :)

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  2. espero que tudo se resolva pelo melhor :):)

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  3. Concordo com o comentário da gaja Maria. Às vezes o que parece ser muito mau transforma se no melhor que nós podia ter acontecido. Um abraço.

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