domingo, 12 de junho de 2016

o silencio instalou-se

Depois desta tarde, de lagrimita nos olhos, renovarmos os nossos votos matrimoniais por causa dos pedacinhos dos casamentos de Santo António que fomos "obrigados" a ver, vamos de regresso a casa.

Vamos em viagem e berrámos um com outro, depois de deixarmos o meu sogro em casa da minha cunhada. Estamos de candeias as avessas, depois de uma demonstração de mais um acto de egoísmo do meu sogro. Quer gerir a vida dos filhos, que nem sequer vivem perto uns dos outro, está a tornar-se um hábito para ele. Parecem peões nas mãos dele. Ele finge lágrimas cada vez que o contrariam e ele decide tudo - quando depende de nós - e temos de fazer o que ele quer. As coisas não são assim; se todos colaborarem - incluindo-o - e tudo se faz. Todos estamos a fazer os possíveis para que ele, todos os fins de semana durma na cama dele, esteja na casa dele, mesmo quando temos de fazer mais de trezentos quilómetros de viagem.
Sugiro-lhes que, calmamente, falem com ele; dialoguem. A minha cunhada diz logo que não pode ser, porque ele pode morrer por ser contrariado; o meu marido diz que não vale a pena falar com ele, mas também não tenta. Enquanto isso, o meu sogro já está a pensar ir passar o Agosto a casa, quando o filho emigrado regressar, ignorando que o próprio tem uma família e quer estar com ela.
Acho que vou ser eu que vou ter os pontos nos is como das outras vezes. Conversar com ele, continua a parecer-me a melhor estratégia. Nenhum deles tem aquele órgão ao fundo da barriga para o fazer.
Sou a favor que devemos prestar toda a assistência possível às pessoas mais velhas mas não à custa da nossa saúde.
Pelo andar da carruagem, ele com  oitenta e sete, ainda nos enterra a todos...

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