Tenho andado longe daqui e de outros locais virtuais que, habitualmente apreciava ler. Os emails acumulam-se neste endereço que associei ao blog. Tem havido pouco tempo, pouca vontade e uma energia há muito no vermelho. Não e por desinteresse que tenho estado longe, e por desequilíbrio mental. Querer escrever aqui ou numa caixa de comentários tem se tornado uma tarefa quase hercúlea. Escrever sempre um prazer para mim, mas tenho-me sentido incapaz de o fazer nos últimos tempos.
Tenho aceitado com alguma ansiedade os muitos acontecimentos que se vão sucedendo, mais desde Abril- outro Abril que se verificou agourento. Tenho muitas coisas pendentes neste momento que apenas requerem tempo- e Paciência - para que possam resolver-se. Apesar de tudo e cada vez mais, acredito - embora nem sempre aceite, em primeira instancia- nada acontece por acaso.
Embora almejasse deste o início do ano por umas boas e retemperadoras férias, não foi a possibilidade de um ultimo tratamento que as veio por em causa. Inicialmente acabamos que a resolução do problema de fertilidade ia comprometer as nossas férias, mas não foi isso que veio a acontecer. Não deixa, no entanto, de ser um problema (agora com outras complicações) que também povoa o nosso pensamento.
Não gosto de riscos não calculados.Achando sempre que consigo minimizar o que não consigo controlar, não contávamos que um de nos ficasse visivelmente doente. Ele ficou. Não será nada que implique risco de vida, mas e altamente incapacitante em termos de mobilidade. Afogar-me em trabalho tem sido um medicamento que tenho administrado em mim, para me ir deixando algumas partes do meu cérebro num estado de semi-consciência. Mas como diz o povo, se não se morre da doença, morre-se da cura. Preciso de alguns balões de oxigénio, para ir atacando as adversidades que parecem não nos deixar. Não estou nem quero ser dramática. Só me sinto muito cansada por correr muito e não sair do lugar. Seguro o mais que posso os meus medos dentro da minha cabeça para não o preocupar, para que viva com serenidade e complacência, esta sua nova situação de vida; só quero que tudo passe depressa, mesmo que já estejam quase quatro meses passados e tudo esteja fora do controle.
Possivelmente os quinze dias programados vão reduzir-se a um fim de semana. Nessa altura, com ou sem a cirurgia dele, vamos estar bastante limitados com a sua falta de mobilidade. Passaremos as minhas férias em casa. Estes ano gostaria de ter experimentado Cabo Verde.
[Questionou-me de que vale trabalhar ate quase cair para o lado e ganhar o dinheiro, se depois não tenho oportunidade de o gastar também em coisas boas?].
Estou muito necessitada de apanhar sol, dormir bem, descansar. Sei que ele quer que, sendo apenas um fim-de-semana, eu aproveite bem. Fico contente que ele se tenha lembrado de preenchermos três dias, apesar das suas limitações, a retemperar as minhas energias.
Se esse local existisse, eu quereria um bom quarto de hotel, com varanda para uma praia privativa e o mar logo ali ao pé. Mas isso será pedir um local que não existe... ou existe? Preciso urgentemente de um lugar assim.
[alguém me diz como fazer reset a minha cabeça? Ate ao final do ano vou ter muitas lutas para combater, isso e já uma certeza! Todos temos problemas, resta a cada um saber resolve-Los da maneira que melhor consegue.]
Sinto muito por mais uma situação complicada:( Espero que a vossa vida tenha uma reviravolta, mas desta vez, positiva! Espero que tudo melhore! Muita força e melhoras! Beijinhos!
ResponderEliminarUns balões daqui para aí. Que tudo se resolva depressa Alice. Beijinho
ResponderEliminarQue estes dias te tragam esse balão de oxigénio que tanto precisas! Depois da tormenta e da tempestade, abrem-se as nuvens fazendo brilhar belos raios de sol!! Que o sol vis ilumine e que boas coisas comecem a acontecer nas vossas vidas!! As melhoras para ele. Que tudo corra pelo melhor!
ResponderEliminarHá alturas que realmente uma pessoa questiona tudo...
ResponderEliminarMas há que focar nas coisas boas e dar luta!
Porque as coisas não serão sempre más.
Beijinhos e força*