quinta-feira, 25 de agosto de 2016

nao é o assunto premente deste blog mas, de vez em quando, torna-se incontornável

Acho que são as nossas convicções que nos limitam a conduta. Também por isso não somos todos ladrões ou psicopatas. Felizmente.
 Cada um sabe de si, e se há quem veja nas barrigas de aluguer uma forma de ser mãe, se viverá bem com a decisão e as respectivas consequências - porque as pode haver - eu não tenho nada a julgar. Eu não optaria por esse caminho. Conheço-me demasiado bem e recearia não saber lidar com diversos problemas, a meu ver, muitos de âmbito deontológico. Mas eu sou eu e os outras são as outras.Nada de julgamentos.
 
Quando as poucas pessoas que sabem que não consigo ter filhos, querem apontar a minha atenção para a adoção, tenho-me calado porque não vale a pena explicar a quem conseguiu ser mãe, que a adoção não nos diminui a dor e, atrevo-me a dizer, cria-nos outros problemas que nem discuto.
 
Da mesma forma que não julgo um casal que opta por maternidade de substituição, agora já legalizada, acho que ninguém tem o direito de me julgar por não estar inclinada para a adoção.
Quando li há uns dias o "Filhos da ciência", encontrei umas quantas declarações que, a mim, nunca saíram da mente para a boca. Agora vejo que há quem pense como eu. E eu já não me sinto culpada por pensar desta maneira. Ninguém tem o direito de julgar a minha opção de vida. Deverei apenas compreendida pelo meu marido. E isso felizmente acontece.

''Enquanto eu tiver pessoas a dizerem-me o que eu devo fazer, que posso sempre ser mãe, pois tenho a opção de adoptar... essa pessoa esta a decidir por mim. Primeiro, porque se EU optar pela adopçao, posso encarar essa decisão como uma obrigação[...] Porque não incentivam os casais ditos normais a adoptar; porque tenho de ser eu, que não posso ter filhos, a ficar com essa missão?''(pag. 182, 183)


''Só lamento que estas mesmas pessoas que atribuem aos casais inférteis a missão de solucionar o problema das crianças institucionalizadas, que considerem suficiente amar os sobrinhos e os filhos dos outros ou adorar um qualquer deus [...], não lutem pelo agravamento de penas de crimes horríveis que contra elas são cometidos, não deem o corpo as balas em nome das crianças que passam fome, maus tratos e desamor.''(pag. 150)


3 comentários:

  1. Olá Alice
    Eu entendo o que dizes e o quanto deve ser aborrecido não poder ter filhos, eu não tenho, mas por opção, em geral as pessoas dizem sempre isso! entendo que fiques chateada pois é uma opção que não gostavas de tomar, barrigas de aluguer a mim também me faz um pouco de confusão. Espero que decidas pelo melhor para vocês. Beijinho e bom domingo. ? instagram ? ?Facebook?

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  2. Ola nina

    Cada um com a sua opção. E todas elas válidas. Há que respeitar.

    Beijinho e bom Domingo

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  3. Não julgar é uma aprendizagem dificil ...muito mais ainda quando o tema é este em que todos acham saber tudo...No entanto querida Alice cada um tem direito às suas decisões e ao seu sentir...Sim Alice estou de volta...beijinhos e até breve!!!! Beijinhos Maria

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