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A mostrar mensagens de Julho, 2018

não tinha reparado , mas agora que o fiz, deixem-me dizer...

Polémicas e políticas à parte, eu não sabia que a classe política portuguesa tinha um político tão bem apessoado (como diria uma antiga colega de trabalho). Fui gozada toda a hora de almoço por causa de apreciar bastante muito o HOMEM DO MOMENTO. E eu até costumo ser completamente perdida por homens [bonitos] de olhos verdes e não azuis…  (e lá porque sou casada, não sou cega!) Quantas mulheres de Lisboa terão votado no homem e não no político? Oh pá, eu quase me atrevia a fazer uma aposta…


e agora metendo a colherada sobre a política: se o visado fosse menos bem apessoado, os valores em causa não fossem tão pornograficamente altos [a diferença entre a compra e a venda], alguém iria falar nisso? É imoral apregoar uma coisa e fazer outra, mas os políticos não se cansam de fazer isso. Qual é a surpresa? Eu acho que, basicamente, tudo se resume a uma gigantesca pontada de inveja, por quem teve olho de rei em terra de cegos. Porque no fundo e à superfície, o que faz as notícias terem mais ou …

Ainda falta tanto tempo...e quando Novembro chegar, sei lá o que acontece...

Sinceramente nunca me vejo a sair da velhinha Europa para fazer férias. Nota-se logo que não tenho alma de viajante e que não gosto muito de grandes aventuras. Não sou grande aventureira. Há quem diga que eu retrato bem o meu signo quanto a isso. África não é um continente que me seduza por aí além, embora Marrocos seja um local que me atrai pelas cores e talvez um certo misticismo, não sei. Posto isto, parece parvo eu andar a suspirar por férias num país africano. Especificamente Cabo Verde. Ando a sonhar com isso desde Abril, na altura do meu aniversário. O marido preferiu o Algarve; acho sempre uma canseira fazer as viagens. Sempre montes de gente. Pouco descanso. Fomos para casa de uns amigos, por muita insistência deles, mesmo com todas as condicionantes que têm. Não moram numa moradia. O apartamento é pequeno. Têm uma criança pequena. Temos os amigos perto, mas falta-nos outras coisas que as férias pedem. Agora vai toda a gente de férias e eu estou a entrar numa espécie de depressão. …

oh gente da minha terra!

A vantagem de se viver numa aldeia é que toda a gente se conhece. Há quem veja nisso uma desvantagem: toda a gente julga que sabe da vida do seu vizinho, do parente que mora na rua tal, da filha de sicrano, da prima de beltrano. e opina isto e aquilo. Depois há os que conseguem ainda melhor que isto: os jornais orais da aldeia, os espalha notícias aos sete ventos. Sabendo que as coisas já são como são, o cúmulo da insensatez é alguém muito conhecido da terra, contar um segredo pessoal ao homem mais fofoqueiro da terra, casado com uma das mulheres mais desbocadas da terra. Está visto qual foi o resultado, não está? Já dizia a minha avó: se queres que seja segredo, não o deixes sair dos teus lábios para fora.

Dia dos Avós - os meus avôs

Os meus avôs eram exactamente opostos entre si e entre as respectivas companheiras. Se a minha avó materna era austera, já o meu avô era permissivo (pelo menos essa ideia que tenho dele - morreu eu tinha nove). Se ela era uma pessoa sempre asseada [não falei nisto (aqui) mas era-o - exacerbadamente asseada, mesmo andando descalça ], o meu avô andava de qualquer maneira e ela zangava-se com ele. Ela tinha muito brio; já para ele, qualquer coisa servia. Ele era pragmático. Prova disso foi, quando teve que ir fazer o registo das filhas à conservatória, e decidiu o nome lá, conforme dissera à minha avó que o faria. Quase todas as filhas têm uma história em redor do nome. Burburinhos sobre este tema eram sempre causados por ele. A minha mãe tem o mesmo nome da minha avó; esta quando soube do que o meu avô se tinha lembrado, descompô-lo.Explicou-lhe ela que ele nunca devia ter decidido que ambas tivessem o mesmo nome. Que os outros iriam distingui-las pela idade, chamando a uma “velha” e a out…

Dia dos Avós - as minhas avós

Quando é que me lembro mais da minha avó materna? quando tenho que cerzir alguma peça de roupa à mão. Ainda esta semana aconteceu, e lembrei-me de quão perfeitos eram os seus pontos, que eu consigo copiar apenas quando uso a máquina. Dela, poucas memórias mais tenho. A minha mãe nasceu já ela tinha 44 anos, e ainda que a minha mãe tivesse casado e tivesse tido filhos cedo, eu já a conheci velhota. Nunca fomos muito próximas. Lembro-me que a visitava poucas vezes. apesar de não vivermos muito longe, desde cedo quando queria falar da minha avó materna, dizia a “avó lá de longe”. Não era uma avó meiga. Era austera. Obriga-me a pedir-lhe a sua bênção quando a visitava: A sua bênção, minha avó. Ao que me respondia: Deus te abençoe.
A minha avó materna era avarenta, sovina. Se comprasse um quilograma de maçãs só as dava a comer quando já começam a deixar de estar sãs. Os último anos de vida passou-os em casa dos filhos e faleceu no Inverno dos meus 16 anos. Nunca conheci a minha avó paterna; fale…

Sobre o amor na terceira idade [e outra história de família]

Quem nunca ouviu dizer que o amor não escolhe idade? E acreditamos verdadeiramente nisso? Ou quando nos acontece, ou aos que nos são próximos, mudamos de opinião porque passamos a contar também com os preconceitos para a equação? Quando escrevi este longo post, tinha lá implícito que, apesar de obviamente querer que o meu tio seja feliz, um pequeno preconceito associado envenena isso. O conflito de emoções nem sempre nos faz aceitar as coisas tão bem quanto desejaríamos. As pessoas na terceira idade não podem ser condenadas à solidão. é certo. Quando olhamos para o meu tio, achamos que ele já devia ter idade para ter juízo. Mas, no fundo, custa-nos pensar que a pessoa que foi sua companheira durante anos, de repente, veja o seu lugar tomado. Como se ficasse esquecida. Passo a explicar com outra história. O meu sogro vai a caminho dos noventa; para o ano, esperamos que os faça e com saúde. Ditou a vida que ficasse viúvo há quase dez anos e há dois deixasse a casa dele e, durante o dia, frequ…

Quando a família dá umas quantas histórias (1)

Há relativamente pouco tempo a minha mãe perdeu a única cunhada que tinha. Já lá vão quase dois anos mas, para cada um de nós, parece que foi ontem. Gostávamos daquela mulher bem resolvida e resoluta, que gostava de fazer grandes festas e receber bem lá por casa. Não tinha meias palavras na hora de dizer o que pensava. Isso custou-lhe alguns dissabores. Tinha um feitio levado da breca mas era boa pessoa [digo isto por saber que o era e não porque já só vive na minha memória]. Partiu repentinamente depois de uma curta estadia no hospital. Confidenciou ao meu marido, numa das muitas visitas que lhe fez no hospital, que estava preparada para morrer, que tinha pedido desculpa a quem achava que devia pedir. Que ia em paz. Não deixou de demonstrar no seu leito de morte a preocupação pelo marido que haveria de ficar desamparado. Tinha os filhos, mas eles estavam longe, e sem carta de condução, como haveria ele de fazer? Esquecera-se ela que ele nunca precisou de carro, nem carta para calcor…

Não é para quem quer, é para quem pode...

era mais ou menos isto que eu falava no post anteriorpode ser barata, mas não é para o meu bolso...

Ficar-me-ei pelos devaneios. Mas umas férias assim, era meio caminho (ou mais) para a cura...

Talvez esteja a descrever o paraíso...

Imagem
[imagem Google]
Apetecia-me estar numa cabana mesmo à  beirinha da praia, semi-isolada, que não fosse preciso andar muito para dar um mergulho, comidas leves e boas que não tivesse que ser eu a cozinhar, uma cama fofa ou uma rede confortável para dormir sestas sem me importar se ressono* ou não... (e se os outros ouvem ou não).


(*a ver se a cirurgia pensada para este ano me resolve este problema menor, dentro de um maior que tenho)

férias, quais férias?

Mesmo não havendo incêndios (felizmente), o tempo dele reparte-se mais pelo quartel, que por casa; o meu tempo pouco mais serve para trabalhar e andar de volta das papeladas de um clube do que para dormir ou outras tarefas básicas de casa.
Quando a minha vida e a dele coincidem algures numa das partes da casa, serve para nos lamuriarmos com um “estou morto/a de cansaço”. esparramamo-nos cada um num sofá (devíamos ter pensado em algo maior para dividir por dois) enquanto fingimos ver, pela quinquagésima sétima vez aquela série na FOXCRIME. Sucumbimos ao sono sem nunca chegarmos a saber quem foi o autor do crime. arrastamo-nos bem depois da1 da manhã para a cama, para um par de horas de sono. há que levantar cedo todos os dias. o fim-de-semana também conta.
Andamos os dois a gritar por tudo quanto é poro que precisamos de férias; e isso nada tem aver com o Verão ou de já termos recebido o subsídio ou ainda de toda a gente já ter as férias programadas e falar nelas pelo menos quinhentas ve…