quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

quando o meu coração se partiu, um dia...




Se disser que não percebo nadinha de música, não estou a mentir. às vezes, preciso ir ler a letra de uma música para perceber o conteúdo, porque o meu ouvido é péssimo .

Portanto quando gosto de um música, assim ao primeiro sonido, é porque gostei do arranjo musical e não propriamente da letra. depois vou tentar perceber a letra para tudo me fazer sentido.

Não ouço com o ouvido, mas sim com o coração. as músicas estão sempre associadas a recordações. Boas e más. Por isso me lembro delas com relativa facilidade.

Há muitos anos atrás, eu namorava um rapaz da minha turma, no secundário. Fomos a uma visita de estudo de dois dias e eu resolvi acabar tudo. e parti o meu coração.

Os Guns N’ Roses tinham acabado de lançar o November Rain. Chorei baba e ranho na visita de estudo, o tempo todo, a ouvir em modo repeat no discman*.

O professor de filosofia, bem jeitoso por sinal, fartou-se de gozar com o meu coração partido. Mas depois fiquei a ganhar na nota quando me propôs que elaborasse um texto sobre a viagem de estudo.

Acho que logo depois vínhamos de férias; dava tempo para regressar no terceiro período de coração remendado.

À boa maneira de uma adolescente de coração partido, uma Drama Queen, portanto,  as minhas escolhas penderam para músicas tristes, para por ainda mais sentimento naquele final.

A música que registou o fim do meu período de nojo foi uma que quando foi lançada, eu estava longe de ser pensada, quanto mais nascida. Sempre a associei ao amor. ouvi-a vezes sem conta e decidi dar um basta! na minha tristeza.

só recentemente descobri que não foi escrita a pensar no amor entre um homem e uma mulher mas num amor mais fraternal.

Nunca deixei de associar a música a este final de namoro. quando a ouço reporta-me sempre para lá. pode estar a um momento triste mas continuo a achá-la maravilhosa.




Um dia destes, ajudando-me a inspiração e a memória, hei-de fazer uma lista das músicas da minha vida. é capaz de ser engraçado rever momentos. ou lembrar-me de pessoas. e, se calhar, chorar baba e ranho.

* eu sei que um discman é uma coisa estranha para os tempos de hoje, mas para quem não sabe o que é, é melhor pesquisar no Google.

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