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A mostrar mensagens de Março, 2019

Sr. Doutor, conseguiu que mudassem o argumento

Um dia da semana passada ouvi dizer que tenho uma voz muito girly ao telefone.  foi bom de ouvir. antes estavam sempre a perguntar-me se estava constipada. Houve progressos, portanto...







Quando o azul do mar se confunde com céu

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Intenções de domingo de manhã: vir ver o farol mais bonito de Portugal; Trazer o computador para a esplanada que hoje nem tem muita gente; pedir um chá e esperar. Começar com as folhas Excel que tenho para construir, analisar, preencher com dados. 

Mas está uma luz estranha que pouco ou nada permite ver no PC. Já pingalhou e já fez sol. Já tirei o casaco e já o vesti. Trouxe a minha boina ribatejana que não ouso tirar porque ainda me lembro da rouquidão da semana passada.

Só me apetece disfrutar do momento e perder-me neste imenso azul enquanto do lado oposto paira um denso cinzento. Ameaça chover lá mais para a tarde.




Onde tens o teu coração?

Só consigo encontrar, no seu lugar, um amontoado de pedras...
Diz-me que está aí debaixo, pequenino, mas ainda bate...




Só queria ser anónima e ter sossego

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Julgo eu estar na paz de um dia de sábado, a ir almoçar a um sitio tranquilo e pouco movimentado, com a ideia  num peixinho grelhado e um copo de vinho verde. Dou de caras com três pessoas que me reconhecem e de quem eu me lembro vagamente... O sossego acaba-se mesmo que a vista convide a isso. Uma estava relacionada com o meu emprego. Outra delas lembrou-se que me tinha subido a saia do traje académico, não tarda há 20 anos. Nem me lembrava. A importância que isso tem... Mas a conversa partiu daí e só faltou chamar-me pelo título académico. Parvoíces que dispenso... Eu estou velha, menos rodada que ela, e mais bem conservada. Valha-me isso. O sossego só veio quando acabei a refeição.  (Ainda bem que como relativamente rápido.) 



Quando a felicidade cheira a bolo de chocolate

A manhã acaba de nascer. Dormi bem. Acordei bem. Levantei-me ainda melhor.

Há um bolo para oferecer. Correr para cozinha. Por umas musiquinhas boas, Bossa Nova, e ir juntando os ingredientes. abano o corpo de modo suave e sabe-me bem a calma da manhã,  com tudo sossegado. Sinto o cheiro bom do açúcar amarelo - a receita diz branco, mas eu contrário. Ignoro também a quantidade e ponho menos.

Tudo misturado. Com muita felicidade. Que cheira a bolo de chocolate. Envolto numa camada fina de ganache.





o meu coração nunca estará cego

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Ele gostava de estar lá a senti-la ao longe, quase chegava a sentir o seu perfume; ficara-lhe na memória… apesar de saber que não podia amá-la tão de perto.  iria endoidecer se não pudesse ser tudo o que ela merecia. Iria esperar até ser. Podia ser tarde, mas queria ser um homem completo para ela. Ele era um homem que vivia na escuridão.Tinha-a afastado. Era melhor assim. Pôs a felicidade dela em primeiro lugar. Ela merecia que um homem a amasse sem barreiras.  Que lhe dissesse todos os dias que estava bonita, que gostava da cor dos seus olhos. Que o seu sorriso era lindo. Sentia que seria. Queria escolher-lhe um vestido vermelho, ver-lhe o desejo nos olhos quando lho despia. Queria contornar-lhe os lábios com o olhar, demonstrar-lhe que adorava o seu decote. Queria apreciar-lhe o rabo redondo e cheio, que sentiu uma vez debaixo das suas mãos. Mas iria estar apenas a olhá-la de longe. Dos dias em que estava tão feliz, ou dos dias que lhe lia a tristeza. Não podia ceder a querer proxi…

Quando se gosta, por aqui, gosta-se a valer

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Raramente tenho andado mal disposta. Posso ficar, pontualmente, quando me tiram do sério, e eu tenho que mostrar prontamente o meu desagrado. Quando tenho de rosnar...  Detesto quando fazemos tudo o que está ao nosso alcance (e as pessoas sabem que faço isso, já me conhecem! muito bem!) e estão sempre a exigir mais e mais. Detesto cobranças sem razão. Vindas de quem já conhece o meu modus operandus. Sou muito transparente. Mas depois das pequenas contrariedades próprias do trabalho que exerço, volto ao meu estado normal de muito riso e boa disposição. Tirando a rouquidão que se estendeu mais do que o habitual e uma ligeira dor de cabeça, andei muito bem disposta. Todos os dias. Até deu para uma coisa, que habitualmente não costumo fazer em público: pôr-me a cantar baixinho. [no carro canto mais alto e ninguém ouve].
Por umas quantas vezes, esta semana, me assinalaram aqui a boa disposição, as cantorias e o meu lado palhacito, pronto para a piada. Ando a sentir-me bem, e só isso faz-m…

falta de cabeça ou falta de vergonha?

Coisas que ouço e vejo e até pensam que são mentira...
Conheço um amigo que tem outro "amigo" (ler este último com um tom irónico na voz) que ganha mais ou menos. tem casa, luz e água à borlix. A mulher faz uns trabalhos e os filhos já são adolescentes. além disso, exploram um bar mais ou menos frequentado.
As contas da mercearia amontoam-se, por pagar - a dona da mercearia já não o esconde para ver se ganham vergonha. A maior parte das coisas que compram são guloseimas, que misturam na conta dos bens de primeira necessidade. 

Ele faz-se sempre convidado de alguma festa familiar em que abram a porta da casa a conhecidos. é um penetra, portanto.

há poucos dias o meu amigo recebe do seu "amigo" uma mensagem [tinha estado com ele minutos antes], reencaminhada de uma daquelas empresas de crédito, que dizem que dão crédito sem perguntas (o que é pena), que começa em "Co" e termina em "dis". Tinha os dados bancários e o valor seria aproximadamente 15…

gostar. muito. gostar para a vida toda

Há uma semana atrás voltámos a encontrar-nos para a combinação do costume. Acontece mais ou menos de três em três semanas.  Achei-a resplandecente. Ela é uma mulher bonita, como conheço poucas. E com mais uns quantos atributos que fazem que eu goste tanto, tanto dela. Disse-lhe que estava tão bonita. E agradeceu prontamente, como é hábito. Admito, que sempre que me diz isso a mim, eu agradeça também, mas ponha um mas à frente. Às vezes zanga-se carinhosamente comigo, quando não sei aceitar de bom grado os elogios. Sei bem que ela é verdadeira. Eu é que não estou assim tão habituada a recebê-los. A conversa entre nós não precisa de um assunto forçado para começar. Curiosamente, conheço-a há oito anos, por aí, e ainda nos continuamos a tratar por você.Travámos conhecimento profissionalmente e o hábito manteve-se. Acho que nenhuma das duas consegue mudar isso. Eu sou mais velha do que ela uns bons anos. Mas isso não foi impedimento para que a nossa amizade surgisse. lembro-me de me sen…

quando se gosta " à bessa"

Tenho um amigo de longa data que há uns anos teve um cancro num rim.  Lembro-me de as pessoas especularem sobre o assunto (as aldeias têm disto, já se sabe). Viam-no com o cabelo rapado e julgavam que ele tinha um tumor no cérebro. Constatações parvas as das pessoas quando acham que tudo o que parece, é. Não é. Ele necessita de vigilância, como qualquer outro doente oncológico. Ser-se-á sempre um.
Deixei de privar com ele no final do 12º ano e, apesar de sermos da mesma terra, tivemos caminhos diferentes. Voltámos a reatar a amizade em 2016 por causa de um evento conjunto a realizar em 2017. e a amizade e o carinho permaneceram até hoje. e todos os dias os laços são reforçados. eu acredito que faça por isso. que ambos façamos por isso.
Ele é uma pessoa que me faz rir, que faz rir o grupo todo. o bando de '77. ele diz que por alguma razão nasceu nesse ano. que tem tido muita sorte. que o 7 é um número mágico.  E se o signo indicar alguma coisa, somos ambos Touro. Mas ele ainda mai…

Sr. Francisco, o homem dos chapéus castanhos

Eu sempre me lembro dele, bem aprumado na sua melhor farpela. gostava de fatos castanhos, de um xadrez miudinho. devia ter uns quantos. No tempo em que eu, criança, brincava descalço à sua porta, com os suspensórios caídos e calças rotas nos joelhos, via-o sair para as feiras. Sempre com um dos seus chapéus castanhos. o chapéu preto, era apenas para os funerais. Morava numa casa caiada a azul cobalto, com pouco pé-direito. Hortênsias roxas ladeavam a casae o imenso marmeleiro estendia-se para o quintal. Eu notava-lhe o ar distinto de homem de negócios, que mais tarde, soube reconhecer. A mulher, figura rechonchuda que já havia parido meia dúzia de filhas, falava pelos dois. Não era um homem do campo; a sua tez branca de quem os raios solares pareciam ter medo, informava quem o encarava, que não era homem de cavar vinha de sol a sol. Essa era tarefa que deixava aos jornaleiros, a quem pagava, a um dia certo da semana. Nunca conseguiam perceber-lhe se estava satisfeito com o trabalho,d…

Animais de estimação

O peixe vermelho que morava lá em casa há uns quatro anos não resistiu à passagem de ano de 2018 para 2019.  Quando regressei da Passagem de ano, comecei o ano com um desgosto.
Embora os meus pais sempre tivessem tido animais de estimação, como cães e gatos, sempre estive reticente em ter animais lá por casa. Deixar um cão sozinho em casa parece-me demasiado. Soa-me a abandono. Ainda que provisório. E eu não sou mulher de gatos. Não sou. Não podemos gostar todos do mesmo. E a moda da compra de coelhos anões  também não recolhe a minha simpatia.
Sou um pouco alérgica a cães e gatos. A estes últimos tenho menos. Mas decidi finalmente que chegou a hora de ter um animal de companhia. Um cão.

Ando a ver. Ainda não houve oportunidade de ir ao canil municipal. Mas não deve tardar a ida de um amigo de quatro patas lá para casa. Mas tem que ser um amor recíproco e à primeira vista.

O meu sobrinho gostou que eu estivesse. E eu recordei.

O meu sobrinho tem algumas actividades extra-curriculares que o meu irmão acha imprescindíveis. Além dessas, é ponderada a participação em novas. Em conjunto medem os prós e os contras. O miúdo tem que perceber se há mais-valias ou não, em ter mais actividades.  Há três anos, o meu sobrinho  pediu ao pai se podia ir para a catequese. Nunca tinham falado nisso, e o pedido surpreendeu. O meu irmão sempre odiou a catequese mas ouvida a parte interessada acabou por aceder. Ao fim de um ano, o miúdo queria desistir. Trocar por futebol. O miúdo já tem duas actividades desportivas, uma terceira pareceu exagerada. O meu irmão achou que o futebol não vinha acrescentar nada à educação. Ele nunca ligou grande coisa a bola. Não fazia sentido. Por outro lado, se tinha escolhido ir para a catequese, devia manter esse compromisso. Mas ficava à consideração dele. O meu sobrinho resolveu manter a decisão.
Nós já não somos uma família tradicionalmente católica, cheias de regras, como no tempo dos meus…

coisas de mulheres e principalmente da saúde . prevenir. prevenir. prevenir.

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[ não tenho o hábito de andar pela praça pública a discutir sobre a minha saúde, com estes pormenores todos, mas acho importante falar nisto. cabe-nos a nós sermos as nossas primeiras cuidadoras. estou longe de ser boa comigo. mas prometo esforçar-me mais]



Ontem fui ao ginecologista. O homem é um fixe. Acho que mais boa onda não deve haver. Um dos mais conceituados em, pelo menos, duas cidades do país... Quatro meses, em média, à espera de consulta. Vagou ontem uma hora, que ficou para mim.
Prega sempre duas beijocas na face e pergunta logo: então como estás?  envergonho-me sempre... e depois ele deixa-me à vontade e começo a falar. Com os exames pedidos feitos pela médica de família na mão, deixei que avaliasse. eu sabia que havia um senão, eu falei nisso aqui, por alto, e também por essa razão, aceitei a antecipação da consulta para uma hora que devia ser de trabalho.
Sossegou-me da mama - tenho risco reduzido, por agora, de cancro. Sobre o restante que podia ser preocupante, parece…

Guilty pleasure ( eu sou muito ajuizada mas também tenho doideiras)

Não sou uma condutora irresponsável (embora haja quem não concorde; estou a pôr-me a jeito). Porém, adoro velocidade. Ir com o pé ao fundo. E dar uso à caixa de velocidades.
Aproveito, todos os dias, uma das auto-estradas menos movimentadas do país [está quase às moscas] para fazer o gosto ao pé. e sabe-me bem aquela adrenalina. vinte quilómetros dela.

Como me perguntava alguém no outro dia, com alguma graça: 
Sabes andar devagar... quando vais em fila num cortejo matrimonial ou fúnebre, não é? =P 

Custa-me um bocadito. Muito. Mas quando tem que ser... 


[ainda não apanhei nenhuma multa de velocidade (que eu saiba),  mas um dia destes vai acontecer]

Para ti, R.

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Deixar assentar a borra. Sem interferência. deixar passar o tempo. Faz toda a diferença entre um bom e um mau vinho. Como as feridas. deixar ganhar crosta. cicatrizar.  Deve passar-se o mesmo com a amizade. deixar que o que pode ser prejudicial seja eliminado. dar tempo ao tempo. apurar o lado bom. Quero acreditar que o tempo vai ajudar. Vai cimentar algo que vai durar a vida toda. Vou ficar à tua espera. deixar o tempo passar. 

[Jorge Palma, A gente vai continuar]

 [sei que esta não será uma música dentro dos teus gostos musicais.  mas será a que me faz sentido agora.]

bom ambiente e dois bobos a animar a corte

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Costumo ter uma saúde de ferro. Tirando a rouquidão que, de vez em quando, me afecta (o que está a acontecer desde ontem), não tenho grandes queixas. Não falto ao trabalho por problemas menores. E até já vim trabalhar com uma tala enorme no dedo, porque caí e o dedo rodou 180 graus sobre ele próprio. Aconteceu, perto do Natal, a 10 dias de uma cirurgia ao nariz, num sábado. Um pouco para a piada, tirei foto do dedo e mandei um mail a algumas pessoas, patrão incluído, que tinha arranjado um menino Jesus. Que não sabia se vinha trabalhar na segunda. O patrão logo me perguntou que se tinha passado. lá contei aos mesmos destinatários iniciais a história. Receei não poder conduzir. Não se pode. é proibido. mas eu vim.



Depois veio a cirurgia. e as piadas (principalmente do patrão) sobre consultas com o otorrino. [eu sabia que andava a falar demais]. O nariz ficou bom. o dedo, passados três meses e quinze  sessões de fisioterapia, não está bom nem para lá caminha.
O otorrino tinha-me indica…

quando um homem sabe ser um senhor

As mulheres, às vezes, conseguem ser imbecis.

Escolhem homens que, são tudo, menos homens. também há disso do lado dos genes XY, mas menos frequente, me parece. 
Ontem, dizia-me um homem quando discutíamos um caso particular da relação de homem-mulher:
Uma mulher nunca se deve sujeitar a nada menos do que ela merece
Dado o contexto da conversa fez sentido o conselho. eu acrescentaria que, nem um homem, se deve sujeitar. Há homens que não merecem que lhes partam o coração.
mas achei o conselho delicioso. achei mesmo.

Recado

Tenho esperança que vejas este recado. É provável que tenhas apagado o meu número de telefone. por isso não tentarei ligar-te. e pela voz que ainda não regressou...

Nunca precisei mentir ao patrão para chegar mais tarde. Disse -lhe hoje que era um assunto pessoal. Vais rir-te quando te contar o que me respondeu.

Só isso demonstra que ainda acho que há algo a fazer. Sabes bem o quanto o meu trabalho me é caro! mas há coisas que me passaram a ser importantes também.

Escrevi-te uma missiva, com cuidado, mas ainda ficou tanto por dizer. Eu acho que a vais apagar sem pestanejar.

Se mudares de ideias depois de a deitares fora, eu volto a enviar-ta. Mas lê. E há tanto que vais perceber. Ou odiar-me.

Acho sempre que posso mudar um bocadinho a vida dos outros. Para melhor.

Mas, se calhar, estou a ser presunçosa.

Gastei as cartas todas. Só não sei se ainda vais a jogo.

Amizade colorida

Este conceito não é novo, mas também não é assim tão velho.

Quando duas pessoas se amam é fácil haver faísca para o sexo. Pelo menos enquanto a paixão existe. Porque o amor implica cumplicidade, conhecimento do outro, partilha do momento. Uma dança sem palavras. 
Se se tratar de uma amizade colorida, não havendo factores demasiado intimistas a unir, acho que o sexo não acontece se não levar um empurrão, digo eu.

Se os casamentos precisam de provocações, às vezes, ou pelo menos, quando a chama arrefece, mais precisará a amizade colorida.

Ou estarei errada?

O que diz um amigo colorido ao outro quando lhe apetece passar da amizade ao sexo?

Tenho curiosidade em perceber o fenómeno. E hoje ainda mais.

Ainda bem que não disse que não...

Quando o convite surgiu há mais de um ano, a primeira coisa que pensei foi dizer não. Acabei por dizer que sim, em Dezembro de 2017. 2018 foi um ano cheio de desafios, numa direcção de um clube desportivo, recreativo e cultural. Desafios pessoais porque estava a vencer medos. E os desafios de cultivar relações sociais. E ser patroa, salvo seja... Esta foi (ainda é) a parte pior. Pois... Disse que não queria fazer parte da direcção de 2019. E cá estou eu ainda mais intrusada na organização. Nunca digas nunca, é o que é!
Mas depois sinto-me feliz com coisas como as que vi hoje. O bar estava cheio e não era porque o Benfica tivesse jogado (jogou?). As meninas da organização das caminhadas  mensais e solidárias da terra estavam reunidas  numa mesa. Os homens das cartas ocupavam outras três. (vão acabar as cartadas partilhando ginginha com 7up. hábitos). Noutra mesa, o pessoal de 1954, estava a organizar a sua viagem anual (são do ano do meu pai, por isso sei). Noutra mesa também estavam …

Ser uns para os outros. amorosamente.

a·mi·za·de
(latimvulgaramicitas, -atis, dolatimamicitia, -ae) substantivo feminino 1. Sentimentodeafeiçãoesimpatiarecíprocasentredoisoumaisentes (ex.: obrigadopelocarinhoepelaamizade). ≠ DESAMIZADE, INIMIZADE 2. Pessoaemrelaçãoaquemsetemessesentimento (ex.: fazernovasamizades). = AMIGO 3. Relaçãodeentendimento, concordância, afinidade (ex.: amizadeluso-angolana). ≠ INIMIZADE 4. [Antigo] Concubinato, mancebia. 5. [Brasil, Informal] Formadetratamentocordial (ex.: tudobem, amizade?). = AMIGO, CHAPA, NOSSA-AMIZADE
"amizade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/amizade [consultado em 20-03-2019].

Não tenho muitos amigos e gosto que assim seja. que tenha os quantos que me bastem para, se eu cair, me ajudem a levantar. depois irei pelo meu pé, ladeada por eles,  para quando as pernas enfraquecem. Aos meus amigos ofereço tudo o que lhes possa dar. os meus amigos oferecem-me tudo o que eu possa precisar. Não aceito é que achem qu…

um apelo às mulheres que usam collants. se houver homens que saibam o segredo, também pode ser... [aqui não se discrimina ninguém]

Já fui pessoa de só vestir calças. depois perdi alguns complexos e, agora, já é mais comum colocar vestidos. tenho alguns.
E para uma pessoa prática como eu, os vestidos não me obrigam a um exercício que algumas gajas gostam – mas eu não – que é experimentar as quinhentas mil coisas que têm no roupeiro (closet para as tias), para a parte de cima.
os vestidos têm a vantagem de serem só uma peça. depois é por uns collants e está a andar… só que não! no meu caso, não.
Na semana passada fui a uma loja de lingerie, e comprei, além de outras coisas, meias e collants que me garantiram serem “dos bons”.
comprei dos opacos. comprei transparentes. de uns e de outros, pretos e cor da pele (pronto, fashionistas, nude…). tenho de reforçar o stock várias vezes por Inverno. por razões que já se vão perceber.
Não foi numa loja daquelas marcas super publicitadas mas o artigo é nacional e, só por isso, já merece a minha confiança.
Expliquei à menina o problema de os collants normalmente se enrolarem na cint…

Bem vistas as coisas...

Quando fiz a operação ao nariz, desconfio que o médico deve ter chegado ali a alguns neurónios, e deve ter trocado alguns bornes das ligações. Ele falou nisso, em tom de brincadeira, achei eu.  Eu começo a desconfiar que afinal, devia ter levado a informação mais a sério. 
Nos últimos tempos entrei em modo hiperactiva. Agora o cérebro deve andar a receber oxigénio a mais. Ando numa fase de muita palermice, parvoíce e alguma criatividade (vê-se o estado deste blogue, mas a coisa expande-se para fora daqui).
Este não é o meu estado natural, vá... Dos meus últimos vinte e cinco anos. Há dias que gostaria de ter a antiga pessoa de volta. Era muito mais low profile. Definitivamente.

coisas que me intrigam

As vezes tenho a sensação que vivo aqui num bairro sozinha. Que toda a gente se mudou para um bairro ao lado… Temos em comum a mesma estrada...
Sempre gostaria de saber quem por aqui passa.  Quem costuma visitar este blogue? ou afinal são fantasmas que passam aqui pelo contador do blogger? Se calhar, são...

preciso gritar...

Acabei de chegar agora mesmo ao trabalho. Não me falta que fazer aqui em cima da secretária. Ou vou ali ao wc vomitar ou venho para aqui gritar.  Optei pela segunda.
Há pessoas com um coração tão duro, tão amargo, tão insensível. que são incapazes de perceber o quanto magoam os outros. exigem e acham que dão muito em troca. aquele olhar visto de cima. Migalhas para pardais. Só descem ao nível dos restantes humanos quando precisam, e mal.
De resto, é sempre a desbastar.

A vida a acontecer cá em casa...

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Há coisas com as quais não tenho grande sorte. Acertar nos números o euro milhões, por exemplo... 
O mesmo não acontece com as plantas, felizmente. Qualquer segmento de caules partidos são suficientes para conseguirem vir a dar uma plantinha bonita. Aqui em casa não se deita nada fora. Nem que seja para mais tarde transplantar para um vaso bonito, por um laço e oferecer. As plantas dão-se bem com a casa e com a dona. Nem me estava a ver viver em casa sem este tipo de seres vivos. Por aqui também não faltam as orquídeas. As de casa e as da rua. Por esta altura, costumo andar a namorar quantos botões hão de vir a ter. As da rua só começam a florir mais perto do meu aniversário. Aliás, criei a tradição que a primeira haste com botões será sempre oferecida à minha mãe. Que lha ofereça em vida, enquanto ela possa ver. E quero manter a tradição, preferencialmente, por longos anos.
Mas últimas semanas, não tenho andado a dar muita atenção às plantas. Tirando umas maravilhosas roxas, no páti…

Recomeçar os bons hábitos

Este domingo previa acabar com chuva. estamos a meio da tarde e a chuva veio muito antes do dia acabar, há bem mais de um par de horas. Eu não escapei. No último quilómetro de uma caminhada bastante razoável, acabei por levar com ela. Gosto muito de água mas dispenso levar com chuva, ficar com a roupa pegada ao corpo, e os pés a fazerem este splash, splash irritante e desconfortável. Estou a tentar voltar ao exercício físico regular. A molha foi uma espécie de baptismo para o regresso.  Uma das notícias que ouvi hoje foi a da realização da meia maratona de Lisboa, com o Tejo sob os pés, e lembrei-me da vez em que participei e o quanto já fui viciada em caminhadas. Mais depressa se adquirem maus hábitos do que se retorna aos bons. A ver se me torno uma criatura mais  disciplinada. 
Bom domingo.

Estão sempre a falar n' O livro. esqueçam lá isso, sim?

Quando escrevia o blogue das cartas, em que constavam esteeste ou ainda este texto, tive uma série de " admiradores" que queriam por aquilo em livro. Recusei-me a isso. terminantemente. não estava a fazer nada de muito original. não eram grandes histórias. a única coisa grande que havia naquilo tudo era a dimensão dos textos. Há dois anos quando me envolvi num grande evento (anual) cá a terra, o trabalho de equipa nem sempre corria bem. e eu, gostando pouco ou nada de mal entendidos, mandava emails aos restante grupo - éramos quatorze - a demonstrar o meu desagrado sobre as situações. Como também já é costume, acabava sempre por me alongar mais nos meus argumentos para ficar tudo bem entendido.
Isto aconteceu mais do que uma vez. Os meus textos, mais do demonstração de indignação, reparo, conjunto de instruções ou lançamento de ideias (tinha-as aos montes e muitas vezes ao dia) passaram a ser o momento lúdico do grupo. Ler os textos que eu escrevia. Chegaram a insinuar po…

As pessoas que a vida nos traz

Há encontros que nos marcam para sempre. Que dificilmente sairão da nossa memória, vivamos o tempo que vivermos. 

Manias de uma gaja pouco fashion

Tenho reparado que há por aqui quem ande todos os dias com o mesmo calçado. Não sou capaz.  e não, não estou a falar de calçado de trabalho/protector, para usar em ambiente industrial.  Apesar de não ter tantos sapatos quantos os que gostaria, não calço o mesmo par dois dias seguidos. Também não venho de ténis, habitualmente, apesar de termos um ambiente meio descontraído por aqui. Não uso colares todos cheios de pormenores e brincos em simultâneo. Embora deteste sair de casa sem brincos, se resolver colocar um colar, pondero se devo colocar uns brincos. Se o fizer tem que ser um apontamento muito subtil. Acho sempre que menos é mais. Os brincos são o meu acessório favorito - e só furei as orelhas aos 14, a contragosto do meu pai!  Mas quando chego a casa são a primeira coisa que tiro, logo a seguir aos sapatos. Também não gosto de misturar acessórios de diferentes naturezas. Ou ponho ouro. ou prata. ou pechisbeque. tudo ao molho? não! Se usar anéis não ponho pulseiras. O contrário c…

Antes de deitar

Não sou de fazer lanchinhos antes de ir dormir.
Não tenho fome. Não como.
Em contrapartida, gosto muito de fazer um chá, uma infusão de ervas: cidreira, casca de limão, tília, camomila, Lúcia-Lima. A primeira é a minha preferida. Até há pouco tempo uma marca de chá dispunha do sabor "cidreira com mel". Eu adoro. Mesmo. Comprei tudo o que havia na prateleira, na penúltima vez que fui ao supermercado. Esta semana não havia nada. Nem uma caixinha. Devem estar para acabar com a linha. Só acabam com o que é bom. E eu nem gosto de mel. Odeio mesmo. [ainda tinham dúvidas que sou esquisitinha?]

 Mas este chá sabia tão bem.

Pastéis de nata e mil folhas - não há dieta que aguente

Antes, eu trazia uns bolinhos acabadinhos de fazer, para irmos comendo à fatia, em pequenos intervalos [aqui não há pausa para lanche, mas havendo motivos para petiscar, o pessoal vai-se servindo]. Depois deixei-me disso, porque na minha fase mais negra nem vontade tinha de me levantar da cama, quanto mais fazer bolos.  Pode ser que o hábito retorne, agora que ando mais energética... A moda pegou e o patrão passou a trazer uns bolinhos da Versailles sempre que se lembrava. Pastéis de nata e uma alternativa para mim, que não gosto de pastéis. Sim, eu sei, serei caso único neste país!
Quando algum de nós vai ao estrangeiro, há-de vir de lá uma iguaria local para ver se a coisa é aprovada por estas bandas. A coisa tornou-se tão habitual, que acabei por fazer um saquinho de tecido para receber rebuçados para estar ali em cima da mesa. Ultimamente, temos evitado. 
O  director de produção, contudo, parece estar sempre augado. Anda sempre por aqui a cirandar e a perguntar se não há nada doc…

Nunca ninguém está bem com o que tem

Um Ferrari não precisa de autocolantes.
Ouvi esta frase do meu irmão, no domingo, quando fui levar o meu sobrinho a casa.
Neste caso em particular estava a fazer analogia a mulheres bonitas que nunca conseguem ver a beleza que têm e se enchem de adereços, sejam eles maquilhagem, tatuagens, etc. [ou que se sujeitam a ser avaliadas em programas de televisão como se de gado se tratasse] 

(não queria chegar a tanto na minha explicação, porque não pretendo sequer falar dos assuntos do momento, mas achei melhor esclarecer, ainda que a frase esteja descontextualizada.)
Acho que a mesma frase se adequa perfeitamente aos homens também.
Nunca ninguém está bem com o que tem [nem do que tem a capacidade de conseguir].

Dia do S. Queixume

Estou exausta até à última casa; tenho um artigo para escrever e entregar, mas desconfio que hoje não seja o dia. Hoje toda a gente pareceu por em causa a sua relação amorosa. E eu devo ter aberto algum consultório e não sei.  Uns porque acham que são melhores pessoas quando estão sozinhos que acompanhados; outros porque foram trocados pela minis e pelo jogo do Benfica; outros ainda porque não estão bem com quem estão, mas não sabem porquê. Lá vou ouvindo o que posso, e dizer não digo nada, porque sou pouco exemplo para os outros. Parece que, de repente, se abriu a caixa das lamúrias. Nem tudo é mau. A I. Fez hoje anos e continua com a mesma doçura de sempre. É uma das minhas amigas mais antigas, a mais doce, vive a muitos quilómetros cá de casa mas nunca me esqueço dela.

Porém, hoje resolveu queixar-se também. 
Parece que as relações amorosas andam pelas ruas da amargura.
E eu vou dormir que o meu mal é sono. Não consigo mais aturar queixumes. 



Social Skills

Ontem dizia-me um amigo, quando veio tomar café ao sítio onde eu estava:
- eu sei que não és nada de dar beijinhos, mas quero que venhas aqui cumprimentar-me. 
Eu acedi, sem vergonha.  Abraçou-me e eu plantei-lhe dois beijinhos na face. Ele sabe como sou e fez questão de me deixar à vontade.
Sabe que habitualmente me esquivo a este tipo de cerimonial quando está muita gente. Não costumo andar a beijocar a multidão, muito menos se está uma sala cheia.
Assumo que, apesar de ser uma pessoa que facilmente enceta conversa e se ri com facilidade ou põe os outros a rir, sou bastante mais reservada nos cumprimentos.
Quando o meu sobrinho era mais pequeno, e não queria cumprimentar, eu era a pessoa que nunca o obrigava a fazê-lo. Acho que o compreendia.
Assumo que muitos dos meus erros no âmbito social se devam à falta de experiência. E nem sempre sou bem interpretada por isso.
Eu sou aquilo que sou, e quem está interessado em conhecer-me e conviver comigo, ajudar-me-á a ser um bocadinho melhor todo…

O meu sobrinho

Quando o meu irmão me convidou para madrinha do meu sobrinho, sabia que, aconteça o que acontecer, ele não fica desamparado. Oxalá nunca seja preciso. Ele sabe que eu me interesso pelas coisas do miúdo; quero que ele cresça com bons valores, a saber o que é certo e errado, a respeitar os outros e a saber ser respeitado. Tento que esteja à altura dos desafios e não perco a oportunidade de o encher de conhecimentos e de amor.

Hoje íamos para o cinema e perguntei-lhe pelas notas. O bom a matemática, foi a nota mais baixa, porque se esqueceu de responder a uma questão. Distracção pura.  Chegado a casa, o meu irmão fé-lo contar o que tinha dito a professora. O rapaz envergonhou-se e pediu ao pai para contar ele. Anda distraído, não lê as perguntas, anda extremamente falador.

A conversa doeu-me mas eu não posso intervir. Depois veio o "sermão" do meu irmão. Comparou-nos. Eu que fui estudar. O meu irmão que não quis estudar. E enumerou todas as nossas diferenças. O que eu tenho qu…