sexta-feira, 11 de outubro de 2019

só recentemente deitei fora aquelas cartas...

há muitos anos atrás, quando tive uma daquelas paixões que não se esquecem por mais décadas que passem, íamos tomar café a um bar que curiosamente tinha um nome de uma expressão que nunca usámos um com o outro. aliás, havia muito silêncio a falar tanta coisa. foi talvez uma das épocas mais bonitas, mais loucas e mais instáveis da minha vida. em que estive disposta a abandonar tudo, em prol de uma pessoa que me dava aquilo que eu mais achava que precisava na altura, mas não tinha tudo o que eu já tinha e achava necessário. eu não consegui apenas viver de um amor e uma cabana. e ignorar tudo à volta. foi uma das razões porque, um dia, lhe disse que não aguentava mais e o melhor seria que disséssemos adeus. entre nós, ainda existe por resolver, a incompreensão dele quanto ao meu afastamento. 
Curiosamente, e sem qualquer razão que eu consiga encontrar para explicar, esta música remeteu-me a esses tempos...

a propósito, o bar chamava-se: eu gosto de ti... já fechou há algum tempo e nunca mais voltámos a estar juntos, a ver-nos.


[Elas, Eu gosto de ti]

2 comentários:

  1. O reencontro, mesmo que casual parece-me que vai ser vertiginoso!!!

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    Respostas
    1. Titica,

      Sinceramente, o acaso não quis que isso acontecesse e acredita que isso era fácil acontecer, já que vivemos dentro da mesma área geográfica.

      Não sei se seria vertiginoso. Talvez embaraçoso...

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