sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A tartaruga das Galápagos

Não vou comentar nenhum programa que vi no National Geographic ou dissertar sobre este animal gigante, porque os meus conhecimentos sobre o assunto restringem-se a umas poucas características e é só.

Sinto-me uma, isso!, uma tartaruga das Galápagos. De pernas para o ar, tem muita dificuldade em virar-se.

No treino metabólico de quarta, não faltou variedade de exercícios com nível de dificuldade acrescida, muitos abdominais e agachamentos com salto [tudo em múltiplos de vinte, só porque ela quis], muito exercício de braços a testar limites. Ontem e hoje, para sair da cama só rolando em modo muito, muito lento, por forma a que os pés fiquem na beirinha da cama e, num pequenino balanço consiga sentar-me. Rir? evito. Tossir? evito. apertar botões das calças? doloroso. Vestir o casaco? Doloroso.
Normalmente o efeito só começa a sentir-se ao segundo dia. Desta vez teve efeito imediato!
Como é possível ao fim de cinco meses de treino intenso, o corpo ainda ter tanto queixumes e reduzir os seus movimentos aos da vida de uma tartaruga?

A L. gosta de me testar os limites. É ela que me dá os treinos metabólicos só porque ele não está. Também a deixa a ela bastante orgulhosa a minha resposta às suas expectativas. O treino que ela me acompanhou na quarta deve realmente ter sido muito puxado, porque o M., ontem, compadeceu-se de mim e o treino, que devia ser de braços, foi pernas. Ela deve tê-lo avisado. Aumentei os agachamentos com peso para 20 kg [não foi difícil] mas poupou-me nas "escadas" onde normalmente não me perdoa fazer menos de dez minutos, a uma velocidade que tem vindo exponencialmente a progredir. Estava misericordioso :). e até fez uma espécie de elogio [acho eu!]

Temo que, nos próximos dias, continue em modo tartaruga das Galápagos, e ainda faltam dois treinos para acabar a semana.

Se isto me faz feliz? Não falaria em felicidade. Porque é parvo associar dor à felicidade mas não posso deixar de me reconhecer um certo espírito combativo,  muita garra e força de vontade (como diz o M.) e isso, neste momento, faz sentir-me viva, desafiada e orgulhosa de mim e do que já consegui. 

[e já há objectivo traçado, para tentar validar até 04/01, quando cumprir seis meses de presença assídua no ginásio. seis meses! uma vitória!]

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