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terça-feira, 3 de março de 2020

Trocar o 7 pelo 6, e basicamente é isto...



Principalmente depois de ontem ter feito MONTES de exercícios de isometria de pernas. Ontem foi praticamente dar trabalho às pernas. Bom, lombei com um haltere (barra mais peso), para fazer agachamentos com ele, mas não deixou de ser dar trabalhinho às pernas.

Hoje é dias de braços, e nem os exercícios com halteres de 5 kg  em cada mão, fazem tantos estragos. Mesmo quando se tem que fazer ombros (o pior e o mais odiado da parte superior!)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

quando copiam o pior de nós



Acho que muita gente tem a percepção que, quer crianças, quer estrangeiros na tentativa de aprender a nossa língua, as primeiras coisas que aprendem a dizer ( se as ouvirem) são os palavrões. Temos sempre tendência a aprender mais rápido  o que é menos correcto, me parece.

Ontem houve uma situação no trabalho que me fez pensar na facilidade que o nosso cérebro parece apre(e)nder o pior.

Eu não sou uma pessoa propriamente calma em situações de stress. e há alturas que tenho mesmo que berrar para colocar tudo nos eixos, principalmente depois de ter acautelado situações e de ninguém ter feito caso. entretanto aparecem os estragos que eu previra e tenho que ir eu, minimizar as consequências. É coisa para me deixar bastante aborrecida. isto acontece mais vezes do que eu gostaria e do que seria desejável.

Curiosamente, tenho sempre de relembrar a colega que me substitui, de montes de coisas que a meu ver deviam ser de apreensão rápida e efectiva. Não são raras as vezes que tenho de relembrar repetidamente de determinados dados que há muito deviam estar retidos.

Porém, os meus piores comportamentos (os do meu mau feitio) parece terem sido absorvidos de tal maneira que ontem parecia que me estava a ver a mim, num comportamento dela. Eu estava sossegada e fui avisando que tivesse calma, porque iria ser difícil fazer frente a uma determinada pessoa, e até lhe frisei as respostas que iria obter do outro lado. A previsibilidade faz parte do ser humano. vi a coisa desenrolar-se. o comportamento dela, as palavras, foram muito idênticas às que uso; até a paixão com que estava decidida a por as pessoas na ordem  me estava eu a ver ao espelho. se este tipo de comportamento que tenho, em que já perdi as estribeiras, era o que eu gostaria de ver aprendido? não, não era. aliás, perder a calma, não é coisa que eu goste de ver reproduzido pelas outras pessoas, porque sei o quão dura sou. Não sou mal educada, mas costumo ser bastante frontal. E a frontalidade não é propriamente algo que as pessoas estejam muito receptivas, pela dureza das palavras.

Já há tempos escrevi sobre a colega,  sobre o facto de me  fazer  imensa confusão ela não ter um comportamento próprio em muita coisa, ser mais uma cópia, principalmente do que não é bom, de cada uma de nós, das que convive com ela.  Acredito que ela saiba ser ela própria, mas muitos dos comportamentos são resultado do convívio. é uma esponja comportamental.  Aliás, ela consegue captar os tiques e subtilezas de linguagem das outras pessoas, ao ponto de fazer imitações fiéis.

Não sei se isto dos (maus) comportamentos apreendidos é consequência de admiração que nutre ou se simplesmente, na falta de saber como reagir, acaba por reproduzir cópia dos comportamentos dos outros.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

de volta do pinheiro, a arranjar lenha para me queimar...

No ano passado, com o dinheiro dos cafés que fomos amealhando durante o horário de expediente, deu para comprar uma árvore de Natal um bocadinho maior que a média.

A empresa já merecia uma coisinha melhor e a árvore branca que sobreviveu de anos anteriores já estava a ficar amarelada e muito feiosa.

No ano passado, saí a correr do emprego e cheguei dez minutos antes do fecho aquela loja que toda a gente lê com sotaque inglês mas o nome parece que é francês. e comprei uma árvore de 2.40 m.

A árvore era tão grande e pesada que eu tive dificuldades em coloca-la no carrinho. quase me esbardalhava no meio da loja. Montei-a sozinha e, como fui operada logo a seguir ao Natal, já não fui eu que a desarmei. Ainda lhe fiz uns enfeites de feltro que, modéstia à parte, ficaram bem giros.

Este ano, a árvore ainda não foi armada. Tirando a A. e eu, ninguém nunca se interessa muito pela tarefa. Embora toda a gente goste de contemplar o resultado final.

Eu tenho saído a horaa porque  tenho bastante caminho para andar e não quero falhar ao ginásio.  Enquanto estou no horário de expediente raramente tenho grandes momentos de folga, entre trabalhos.

A A. já estava a ver que iam sobrar para ela estas coisas todas e eu também ainda não me tinha lembrado de me voluntariar para ajudar – costumo fazê-lo com bastante antecedência. Ela ontem pediu-me ajuda e, para variar, não fui capaz de dizer que não… mas vi a minha agenda a complicar-se.

No ano passado, pus o homem do armazém  a fazer uns bancos com paletes e eu costurei umas forras almofadadas. ficaram os coisas bem catitas. Este ano, não me vou por a inventar que não tenho tempo para isso. normalmente arranjo sempre lenha para me queimar para que tudo fique primoroso.

Hoje, almocei e fechei-me na sala a armar a árvore; em quarenta e cinco minutos tem quase todos os ramos no lugar. Creio que depois, colocar todos os berliques e berloques é coisa mais simples - desde que se suba a um escadote. estou um bocadinho mais aliviada por, ao final do dia, não ter que andar a correr. Tinha outras coisas pensadas para esta hora de almoço, mas decidi assim. e quando ponho uma coisa na cabeça, pouco há que me demova.

Admito que, às vezes, complico a minha vida, para ajudar os outros. e nem sempre a devolução da ajuda vem nas melhores palavras. mas faço o que me diz o coração . e fico de bem com a minha consciência. Acho que as coisas divididas por todos, pesa menos a cada um.

Para já, ninguém suspeita que a árvore está com um bom andamento. ainda não está no local dela, por isso ainda ninguém deu pelo meu trabalho do almoço. gosto de surpreender as pessoas e ver a sua cara de alivio, quando parte do trabalho está feito. Mas admito que habituo mal as pessoas, porque sabem sempre que podem contar comigo e aparece feito. Porque não sou capaz de me comprometer e depois faltar à palavra. Mas sei que ainda vão haver outras coisas. costuma haver...

Fiquei sem vontade nenhuma de fazer o pinheiro lá de casa. Já me está a chegar este. É o que faz eu não saber estar quieta e calada, não saber dizer que não.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

E ao quarto dia...

Depois de ter regressado de férias, resolvi ganhar coragem, subir para a balança e sujeitar-me ao seu veredicto. foi esta manhã que aconteceu. Eu tinha uma suspeita, mas precisava confirmar.

Sei bem que as coisas, comigo, se processam um bocadinho diferentes das outras pessoas. Os outros costumam engordar. Costumo dizer que não sou bem como as pessoas :). A experiência que tenho é de que, nas férias, tenho tendência para perder peso, enfarde eu o que enfardar,  reduzindo a actividade ao dolce fare niente. Mas como o objectivo está mais firme que nunca, estas férias, mesmo com exercício no ginásio, a coisa podia descambar para o lado contrário do habitual. uma espécie de humor negro que, às vezes, a vida costuma ter comigo. 
Bom, isto de enfardar de que falo, não é comer à bruta, mas acabar por ceder a comidas que não comeria no quotidiano, todos os dias. Estando no hotel, os pequenos almoços costumam ser bastante completos. Quanto às restantes refeições, eu sou um esquisita em último grau. Molhos, pratos com eles ou a nadar em gordura ou coisas estranhas, não fazem parte no meu dia-a-dia, e também não fazem nas férias. Depois em hotéis em regime tudo incluído, como foi o caso, proliferam as batatas fritas a todas as refeições. É de ver as pessoas, sempre de prato cheio delas, a passearem-se entre os corredores da comida, à procura de acompanhamento p'ra elas. Eu cá ganho-lhes aversão. Se antes já não as comia, ou é muito raro, depois o cheiro frequente enjoa-me.
Ora estando em Cabo Verde, existe uma regra de ouro, a meu ver - e comigo resultou, passei ao lado das gastroenterites: Não comer nada cru! Com o problema das águas em Cabo Verde, o melhor mesmo, é fugir de eventuais contaminações. os locais estão mais ou menos imunes à bicharada, agora nós...  
Claro que as saladas seriam o que saberia melhor, com uma temperatura daquelas, mas paciência... Saberia melhor e compensaria os abusos do pequeno almoço (omeletes simples ou mistas, ovos cozidos, tostas mistas pão com isto e aquilo, fruta, panquecas, etc, etc, etc ;)). Com as saladas, a ideia de aumento de peso também estaria mais longe. Mas era indiscutível quebrar a regra. Ainda mais que tive de ir socorrer as miúdas algarvias do 732, com Imodium e Kompensan, que só tinham conseguido sair do quarto, no primeiro dia de férias (já iam no quarto). 
Gastroenterite é bom para a perda de peso, mas é provisório e estraga as férias. Portanto, deixa lá as saladas, sim?! comes em casa!
Posto isto, e eu que fujo de feijão verde como o diabo foge da cruz - sou incapaz de comer, infelizmente - fui-me ficando pelo arroz branco (que era bem bom!), e frango de todos os jeitos. Outras formas de arroz - desde que não levassem feijão verde eram óptimos. Quanto ao peixe, esta semana já de regresso à pátria, a todas as refeições não prescindo dele. Andava mortinha por um bom peixinho. Lá não recomendo. Sou muito esquisita. mesmo!
O ginásio no domingo, quando cheguei estava fechado. Na segunda fui para um passeio da parte da manhã e dormi toda a tarde. Estava morta. à noite, o M. perguntou-me se me me tinha entendido com o plano de treinos. Levei um puxão de orelhas virtual, quando lhe disse que não tinha ido, que compensaria na terça. Disse-me que eu já não cumpriria o que tínhamos planeado. Tirei-lhe a língua e mentalmente, mandei-o bugiar. Expliquei-lhe que tinha feito um bom cardio a subir  e descer escadas e a caminhar. Calou-se.
Nos outros dias fui ao ginásio, e num dos dias duas vezes. Mas dediquei-me,com muito mais afinco, à espreguiçadeira da praia e da piscina e à cama do meu alojamento, bem confortável por sinal. Houve um dia que me deitei deviam ser nove da noite. Dormi tanto, comi mais que o habitual e como ia ao ginásio logo ás sete da manhã, tomava dois pequenos almoços. Um bem ligeirinho e outro depois, com muita coisinha boa.

Portanto, a cena da engorda estava bem encaminhada. mas, por outro lado, vivia em mim a esperança, de se passar o mesmo que se passa em todas as férias: se não emagrecer, manter o peso.
Ainda bem que não me privei dos pequenos-almoços com tudo o que havia direito.
A balança ditou que eu tinha perdido peso. eu suspeitava mas, nestas coisas, temo ter alguma ilusão de óptica. As férias só me trazem saúde :).

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Mas tu agora não te calas?

Não, porque me lembrei de uma coisa quando me foi apresentado o plano para amanhã (treino de braços; hoje foi pernas, pernas e pernas...) 

Aposto que o primeiro local do corpo em que o exercício físico possa ter repercussões ao nível do peso (se acontecer) será onde não me agrada perder nem uma grama: as mamas.
A natureza é lixada. Com tanto sítio para desbastar, vai ser logo ali. Dantes era logo onde notava... Depois da carga de hormonas que este corpo já recebeu, dos tratamentos de fertilidade, não sei se ainda reagirá de igual forma. Mas a probabilidade é grande.
Será que acontece a outras mulheres o mesmo ou isso é mais notório noutras partes do corpo? 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Smile (s)

Às vezes, julgo que sou - e, se calhar, sou mesmo - muito conservadora quanto à escrita. Eu continuo a usar, em larga escala e apenas, os sinais de pontuação que aprendemos na escola primária. Para conversas escritas, SMS e comunicação similar. Pontualmente, uso o smile mais simples [🙂].
Hoje, esta manhã, estava a rever uma conversa escrita já de madrugada, e assumo que, do meu lado, o "tom" com que está escrita pode soar agonizante (fui "acusada" disso) ou até mesmo agressivo da minha parte. Mas a comunicação do meu lado, pelo menos, foi feita de forma bem descontraída e com um sorriso nos lábios. Assumo que sou muito rápida a construir frases, a escrever [um bocado de rajada, como se estivesse a falar ao vivo e a cores, e a poder soar a interrupção]. De forma rápida e sem smiles.
Às vezes, vou me apercebendo que passo a ideia que estou sempre sisuda enquanto 'converso". Ou que estou arreliada. Ou que estou séria. Não estou. Nada disso. Mas não é interpretada assim. Começo a ter alguma experiência naquilo que os outros sentem, do outro lado. e o que sentem não é o que estou a querer demonstrar. Portanto, a comunicação não está a ser boa.
A grande maioria das vezes sorrio sozinha para o telemóvel ou para o computador - este menos, porque uso pouco para conversar - dado o tom de brincadeira ou de provocação benigna que estou a tentar dar à conversa. Nem sempre sou bem interpretada.
Admito que isto dos smiles me aflige um pouco no meio das frases. A maior parte deles nem sei bem o significado que têm (já andei a espreitar online, não vá eu pôr o pé na argola das poucas vezes que os uso). Será falta de hábito, assumo. Admito que os smiles possam ser amenizantes , ou dar um cunho diferente à conversa que, só com sinais de pontuação, não vai lá.

Lamento. Têm que me dar tempo para estas introduções modernas na linguagem. E também não sei se me habituarei, confesso. São muitos anos a escrever sem bonequinhos 😁.

[Só ao escrever este post é que me dei conta que o blogger tem ali em cima, os emoji para usar. para verem a necessidade que eu tenho disto...]

terça-feira, 19 de março de 2019

um apelo às mulheres que usam collants. se houver homens que saibam o segredo, também pode ser... [aqui não se discrimina ninguém]


Já fui pessoa de só vestir calças. depois perdi alguns complexos e, agora, já é mais comum colocar vestidos. tenho alguns.

E para uma pessoa prática como eu, os vestidos não me obrigam a um exercício que algumas gajas gostam – mas eu não – que é experimentar as quinhentas mil coisas que têm no roupeiro (closet para as tias), para a parte de cima.

os vestidos têm a vantagem de serem só uma peça. depois é por uns collants e está a andar… só que não! no meu caso, não.

Na semana passada fui a uma loja de lingerie, e comprei, além de outras coisas, meias e collants que me garantiram serem “dos bons”.

comprei dos opacos. comprei transparentes. de uns e de outros, pretos e cor da pele (pronto, fashionistas, nude…). tenho de reforçar o stock várias vezes por Inverno. por razões que já se vão perceber.

Não foi numa loja daquelas marcas super publicitadas mas o artigo é nacional e, só por isso, já merece a minha confiança.

Expliquei à menina o problema de os collants normalmente se enrolarem na cintura (estou muito tempo sentada e nem sempre com boa postura, assumo) ou de me começarem a cair pelas pernas abaixo quando me desloco. parece que não apertam o suficiente em cima.

Eu também não tenho propriamente um rabo minúsculo ou sem curvas. Além disso, a genética deu-me umas pernas muito cúmplices entre elas… 😊 portanto, a fricção acaba por fazer as leis da física actuarem, isto é, lá vão descendo os collants. puxa daqui, puxa dali… e o inevitável acaba por acontecer.

Ontem coloquei um vestido e uns collants opacos – portanto a malha devia ser mais resistente do que dos transparentes.  Antes de sair de casa tive de os voltar a puxar para cima. parecia que não tinham elásticos em cima.
Fui ao hospital, subi umas escadas, tive de ir puxá-los a correr ao WC antes de ser chamada para a consulta. já me estava a enervar.
Entretanto, de tanto puxar e as minhas unhas agora ainda estão grandes (amanhã já trato disto…), fiz logo dois buraquinhos nas meias que rapidamente se agigantaram, tornando-se grandes crateras. Ainda o dia ia a meio.
No trabalho só tinha guardadas umas transparentes e eu não as quis para substituição das que tinha vestidas.
Foi o mesmo frenesim, o resto do dia, com a agravante de estar sentada o resto da tarde. no final do dia, os collants seguiram directamente para o lixo.

tenho dificuldade em arranjar collants que possa andar um dia inteiro sem me preocupar se estão ou não bem. depois há aqueles que, ao sair da caixa, afinal nem sequer me servem, mas que me garantiram que sim…

Ando mesmo vexada com isto dos collants. Já pensei usar meias de liga. em tempos usei. mas com os cremes da pele, o silicone não tem aderência e é vê-las a escorregar pela perna abaixo. Cenário maravilhoso, mas só na intimidade e com alguém a ajudar. :)

Confesso que já pensei usar cinto de ligas, mas  parece-me que aquilo obriga a um grande trabalho de colocação (a não ser que haja um segredo que eu ainda não saiba), e logo pela manhã se torna inviável.

e creio que cintos de ligas são coisas capazes de se notar por baixo do vestido. e que, por alguma razão, estão mais associados a momentos especiais. ;)

Não sei se há mais mulheres pessoas a partilhar destes problemas (nunca falei com nenhuma sobre isso) ou se há quem tenha umas dicas para me dar. se houver, cheguem-se à frente que são bem-vindas.


[este deve ser o post com o título mais longo que alguma vez escrevi]



segunda-feira, 28 de março de 2016

coisas que exigem treino


[Pinterest]



Tenho tentado fazer aquilo que realmente acho que deve ser feito e não aquilo que os outros querem que eu faça. e que acabo por fazer, por não conseguir dizer não.

Dizer sim ao outros, para mim e em muitas das situações tem tinha adjacente aquela máxima: "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti", ou a sua negação: "faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti (se estivesses nessa situação)". 

Comecei a perceber que, por muito que me esforçasse, os outros nunca estariam  satisfeitos com o meu sim e na vez seguinte exigiriam sempre mais. 

Um destes exemplos era a ida ao meu sogro na Páscoa. Ele nunca prescindiu que nós não fossemos na Páscoa. Não aceitava um não ou iria vê-lo triste de me partir o coração.A minha cunhada - a filha dele- sempre fez um monte de fitas e sinceramente, com os escândalos que ela dava dá, acho que ele prefere nem tê-la perto. Ao longo destes anos ele nunca pode contar com ela para fazer o almoço, ou o que quer que fosse, para os convivas. Andava eu sempre desgrenhada e com cheiro a  comida aparecendo ela cheirosa e fresca. Tinha de começar a preparar as coisas com um mês de antecedência, para não me esquecer dos tarecos todos em casa. Este ano - foram precisos 10- disse ao meu marido que não ia. Com quase dois meses de antecedência para não existirem dúvidas e para a minha cunhada se ir preparando psicologicamente. Se ele quisesse que fosse, eu não iria. Ele não se via ir sem a mulher, lá disse ao pai. O meu sogro, condescendeu e decidiu que prescindia de a minha cunhada de o levar a  casa dele, de  receber os convidados dele, de receber o compasso. Pela primeira vez em muitas décadas, a casa esteve fechada à Visita Pascal. Sendo o meu sogro tão ligado à Igreja - muito mesmo - disse-nos que a minha cunhada tinha tendinites e, coitada, não podia ir lá a casa receber os convidados.  

Logo me lembrei: devia ter arranjado uma desculpa destas antes de ter deixado passar dez anos a morrer de cansaço em cada Páscoa a pensar, cozinhar e limpar durante três longos dias.

A única coisa que consegui acumular neste anos todos de cumprimento das máximas acima foi... cansar-me, arreliar-me e ficar triste. 

Dispormos do nosso tempo e do nosso descanso para fazer os outros felizes, não é estarmos felizes, porque os outros acabam por não ter a mesma máxima que nós. As coisas boas alimentam coisas boas. As más obrigam-nos um dia a dizer não, que já basta. Se estivermos com a consciência tranquila como eu tenho a minha, quero lá bem saber se me passaram a achar a má da fita.

Eu vou dormir tranquila e acredito que a minha cunhada também. Felizmente temos noção de felicidade muito diferente. Para mim, a felicidade dos outros continua a contar, mas não vou deixar de prescindir da minha. São muitas vezes a pensar nos outros.

Este ano tive uma Santa Páscoa. Boa a valer.


quinta-feira, 24 de março de 2016

um dia recorro à magia negra

Há uma pessoa muito mal formada aqui no meu trabalho. Podia chamar-lhe outros nomes, e com o stress com que estou causado por ele, conheço uns bem feios e cabeludos que me surgem frequentemente. Consegue ser a pior pessoa que eu conheço. Aliás, nem lhe consigo reconhecer qualidades. Pareço estar a ser extremista, mas garanto que não. Eu vejo sempre algo de bom nas pessoas. Nesta em particular, não consigo ver.

Aqui, todos nós sabemos que usa de todas as artimanhas para passar a perna a toda a gente. Usa de métodos mafiosos - é mesmo essa a palavra - para aniquilar quem lhe faz frente. Sou eu quem mais lida com ele. Aliás, tudo o que está relacionado com o trabalho dele, tem de ser monitorizado por mim, para que os estragos em volta possam ser minimizados. Acredite-se ou não, ele consegue inventar as situações mais fantásticas, pondo-nos a todos num estado de nervos que só dá vontade de o encher de pancada. e se alguém tiver "podres", ele vai achá-los só para pode fazer chantagem e tirar benefícios disso.

Há uns anos atrás, quando o meu marido estava a tratar da minha sogra doente, ele sabendo, quis aproveitar-se das circunstâncias. Não teve hipótese. Disse-lhe que, apesar da situação, continuava a preferir o meu marido para aquecer os pés. 

Escolhe as vítimas a dedo. Entre as mulheres, as que estão frágeis, ou que são novinhas, fresquinhas e verdes. Interessa pouco que sejam bonitas; desde que pareçam ingénuas, são perfeitas para ele.. Entre os homens, procura-lhes o lado negro e usa isso em proveito próprio, usando chantagem psicológica.

Todos sabem disso, todos se acautelam. Mas todas as defesas ainda assim, parecem insuficientes para eviatr as dores de cabeça que temos amiudadas vezes.

Uma das razões de estar saturada do meu trabalho é ele. Nunca encontra nada nos arquivos dele, os mails são coisas que nunca lê. demora vários dias a dar resposta, quando dá. Não atende os clientes  - que me vêm fazer queixa. Quer todas as respostas na hora. Se não respondemos logo, de cinco em cinco minutos, manda emails para não nos esquecermos. Mas quando pomos o pé na poça, ele engrandece o erro e vai logo contar ao patrão. Se sabe de uma coscuvilhice, é o primeiro a espalhá-la.Tudo em mau.

Eu, que sou espécie humana de ferver em pouca água, passo-me com frequência. Esta manhã começou logo com chatices com ele. 
Há dias que tenho vontade de ir a uma mãe-de-santo, ou lá que é, e comprar um boneco daquele onde possamos dar alfinetadas, só para o fazer sofrer. lenta e doloramente.

Frequentemente, acabo por lhe desejar uma cólica intestinal que o faça sofrer. e eu nem sou de desejar mal a ninguém. Excepto a ele.

Alguém conhece espécimes destes ou sou só eu?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

discussões

Prefiro mil vezes palavras duras a silêncios. As palavras duras doem, mas também cauterizam as feridas abertas.

Com os silêncio fico com a ideia que a outra pessoa não ouviu nada; na face não vejo expressão nenhuma. 

E depois, fico ainda mais consciente que terei falado para uma parede quando, passados uns tempos, volto a ter de discutir sobre o mesmo assunto. e tenho em resposta outro longo silêncio.

Gosto muito de silêncio, mas não nas discussões.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A "nossa" estagiária

É amiga da comida alheia [sem necessidade nenhuma].

Sempre achei que nunca se devia negar comida a ninguém. Nunca o consegui fazer.
Agora, poupar a sua comida para andar a comer a comida alheia não é uma questão de fome, é falta de vergonha.

Era o cromo que nos faltava na caderneta.






quinta-feira, 15 de maio de 2014

Preliminares


O meu marido ao meio-dia manda-me uma sms com o seguinte conteúdo:

"Boas.[não aprecio este começo, mas enfim...]. Dia 22 tens de sair cedo da empresa. Não perguntes porquê, que eu não te vou dizer. Bjs"

isto é ele a tentar fazer uma surpresa. Sem eu lhe perguntar, sem nunca termos falado de nada de programa para Maio [as noites nos Bombeiros são agora mais habituais dado que a prevenção já começou], estou capaz de apostar na ida a um concerto, num local que desconfio.

Quando chegar a data tenho de fazer cara de surpreendida para não o ferir. Ele nunca conta com o meu sexto sentido. Ou a pulga atrás da orelha.

Fiquei bem surpreendida pela iniciativa. Até aplaudo!

Acho que a única situação em que não dipensam [anúncios] preliminares é mesmo nas surpresas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

investimento

A amizade é um investimento. Não falo de dinheiro. Falo de tempo, dedicação, cuidado, confiança.
Ser amigo de alguém significa dar isto tudo, receber isto tudo. Quando os outros precisam, quando nós precisamos. Amparar na tristeza, congratular na alegria, empurar nas subidas, segurar nas descidas. Nivelar à tona da água.

Há quem diga que sou demasiado apaixonada pelas pessoas. Talvez seja demasiado cuidadora, dizem alguns.

Quando o investimento começa a não ter estas"mais valias", começo a afastar-me. Outras pessoas nunca conseguem perceber porquê. E eu passo a sentir-me um bicho, encolhido no meu canto. Levo algum tempo a refazer-me do investimento. Sinto, principalmente, que não fiz diferença nenhuma, porém os outros vão fazendo de mim uma pessoa mais acanhada. Fico triste de ser assim.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quantos são?

O maior  meio de informação na empresa é o correio electrónico. Confesso que, nisso, devemos estar ao nível de uma grande multinacional. É por email que troco grande parte da informação, questões, dúvidas e planeamentos com toda a empresa e mesmo estando o meu chefe/ patrão à minha frente, o meio de comunicação permanece esse. Também falamos muito - às vezes, até demais - mas a informação está registada e as nossas decisões podem ser partilhadas por terceiras pessoas sem andar com muitos recados. A ideia é essa, embora nem sempre válida para algumas pessoas que preferem empatar ao telefone.
Ainda assim, noto que as pessoas externas à empresa ainda têm muito o hábito de mandarem um email e logo de seguida telefonarem, a perguntarem se recebi o seu email. Como se eu fosse à caixa do correio de vez em quando. Depois há as pessoas que insistem em ter uma resposta pronta ao seu problema, como se o seu email fosse o único que temos para tratar.
Outras há, que quando lhes respondemos, têm tempo para nos enviarem um obrigado/a.

Eu acho que vivemos numa realidade paralela à maioria das empresas portuguesas. Não tenho tempo para enviar email de agradecimento; faço-o logo quando pretendo o assunto tratado e pronto.Não pergunto a ninguém se recebeu o meu email. Nem sempre espero resposta imediata porque sei que há timings para tratamento do assunto

Tenho, portanto, uma curiosidade: quantos emails recebem em média as pessoas no seu trabalho? Nós seremos mesmo um mundo à parte? Conseguem responder a todos num só dia? Também têm pessoas que mandam o email e ligam a perguntar se receberam e voltam a apresentar o assunto telefonicamente?

Ou sou só eu que sou bombardeada, em média, com 200 emails por dia e querem que responda a tudo no minuto seguinte?


[post agendado, devo estar de volta dos emails]

terça-feira, 16 de julho de 2013

um dia destes queimo os fusíveis

Tenho uns quantos momentos diferentes de reflexão antes de chegar ao trabalho. Talvez por isso, chegue sempre bem acordada. O sítio onde me sinto mais concentrada - ao ponto de me esquecer do tempo - é no duche matinal [e depois no vespertino]. Sou mulher poupada, mas bato no peito e assumo a minha culpa no desperdício de água, neste guilty pleasure. É talvez o meu maior momento de concentração em cada dia. Não sei explicar o porquê.
Os dez minutos entre casa e a auto-estrada servem para reflectir sobre o meu trabalho desse dia e sobre algo que observo no caminho. Normalmente não ligo o rádio [uma companhia que não prescindo] neste tempo. Assim que passo a via verde, faço-o.
Sobre os restantes cerca de cinquenta minutos, limito-me a divagações corriqueiras, cujo nível de importâcia seja relativamente baixo porque há que ter os olhos fixos na estrada.

Às vezes, fico com a sensação de pensar demasiado, de dissecar acontecimentos. Mas numa viagem de uma hora, não há muito mais a fazer que pensar.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

só para não dizerem que fugi

Há estados de espírito que não melhoram nem com a escrita. Desta vez não.
Só tenho vontade de estar sossegada, mas o sossego tem sido pouco.
É só uma questão de tempo e que  multivitamínico resulte, espero eu.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

mais uma data que me lembro sempre

Entre todos os meus  colegas de escola primária e até mesmo do ciclo, sempre  fui a  tive os pais mais novos. Já o meu irmão não pode dizer o mesmo, porque praticamente todos os colegas dele eram o primeiro filho do casal. Sempre tive muito orgulho nisso, e nunca vi os meus pais como velhos. Lembro-me de ver a surpresa dos colegas quando dizia a idade dos meus pais. Em alguns casos, ainda hoje ela existe. Todas as colegas que trabalham directamente comigo aqui, mesmo sendo algumas delas mais novas, têm pais mais velhos que os meus.
Agora que o meu pai começa a falar em reforma começo a sentir o peso dos anos terem passado.
Isto tudo para concluir que, os meus pais foram muito despachados, nisto de casar e ter filhos, mesmo com fracos recursos como os que tinham quando casaram.
Aposto que eles não se lembram que hoje comemoram 38 anos de casados. A minha mãe tinha acabado de fazer 19, o meu pai ia a caminho dos 21 e da tropa. Tinham começado a construir uma casa e uma vida. Sei bem que não foram rosas os tempos que viveram. [o meu pai tem um feitio tramado que se agravou com o tempo].A minha mãe perdeu uma criança no parto, pouco depois do primeiro ano de casamento [ai vontade que o meu pai tinha por ser uma menina], a falta de dinheiro, o trabalhar de sol a sol, não haver dinheiro nem para medicamentos, percorrer grandes distâncias a pé comigo ao colo. Tantas coisas nestes trinta e oito anos de casamento que sei que nem sempre foram felizes - não vamos cá camuflar a verdade - mas lá se vão aturando, porque acho que não saberiam viver um sem o outro. Mas se não existisse sentimento, não creio que aguentassem passar o tanto por que passaram.
 Espero que estejamos todos de saúde daqui a 12 anos, quando houver  Bodas de Ouro para comemorar. Gostaria muito que houvesse uma festa bonita, que não precisava de ser grande. Bonita seria mesmo o desejável.


E agora, ao escrever isto tudo, comovi-me.

terça-feira, 7 de maio de 2013

falar aos peixes

a maior parte das pessoas ignora (ou pretende ignorar- porque interessa é dizer mal) que não há só o seu lado da questão. Ao princípio ainda tentava mostrar as várias perspectivas e a pessoa decidiria se mantinha a sua posição. Agora já pouco me dou ao trabalho de pôr as pessoas a reflectir e ver outros ponto de vista. Não vale a pena. Há quem se julgue sempre dono da verdade e arrasta outras pessoas consigo. 

Chego à conclusão que nunca hei-de ser como as outras pessoas, que se restringem ao evidente e não se questionam sobre o que é menos evidente, mas igualmente possível.  é notório que as pessoas sempre me acharam diferente, nem sei se ache isto bom, ou mau.

Se calhar sou eu que vivo noutra realidade. Pergunta para a revista Maria, na secção de resposta ao leitor: Serei autista?

domingo, 28 de abril de 2013

há um tempo para escrever, outro para parar

Normalmente, chego ao domingo à noite com a sensação que já não tenho mais nada para dizer por aqui. Penso que vou dar-me um tempo  e afastar-me da escrita. depois, a semana começa e afinal, há sempre algo para dizer. quanto mais não seja, algum disparate. [é por isso que raramente revolvo os meus posts antigos.]