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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Eu ainda não sei bem quando vou de férias...

E o M. já me está a falar num plano de treino para eu executar durante esse período. Que eu nem pense em ficar longe do ginásio... Todos os hotéis têm ginásio, diz ele. E quer evidências [imagens] que o plano está a ser executado. Quero pensar que ele estava a gozar nesta última parte.
Parece-me que ele tem objetivos traçados até ao Natal. Que eu nem vou perguntar.
Já me darei por contente se sobreviver até lá. Os treinos estão a ser cada vez mais puxados [ou eu sou mesmo fraquinha]. Cada vez mais desafiante, portanto.
E eu todas as manhãs tenho 24 degraus para subir logo pela manhã que, depois do dia de treino anterior, me parecem a escalada ao Monte Everest.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

fazer sorrir é um bom princípio

Gosto muito da mulher do meu irmão. É um bocadinho aérea mas tem muito bom coração e é muito doce. Nos momentos mais duros, por outros razões acabamos por falar, dou por mim a desabafar um bocadinho com ela. quando já estou no limite. Quando me pede alguma coisa sou incapaz de lhe dizer que não e nem questiono se vou ter tempo ou não para lhe fazer aquilo que lhe propus.[ainda não contei aqui a história dos passarinhos do baptizado, mas talvez ainda conte. não ficaram nada assim, acho que ficaram mais giros, mas sou suspeita...].

Consigo lembrar-me de como me preparou cuidadosamente para a notícia da gravidez do primeiro filho e depois do segundo, já a decorrer o meu último tratamento de fertilidade. 

Com ela, se precisar chorar, choro e não tenho vergonha de esconder as lágrimas. Também não se cansa de repetir o quanto gosta de mim ou o quanto gostam de mim [e eu ao escrever isto, emociono-me].

Ela e o meu irmão fazem o possível por me pôr sempre a par das notícias do G. (o meu sobrinho mais velho, e afilhado) - as notícias, as doenças, as birras, etc. e quanto ao mais pequenino (o T.), ela faz-me chegar algumas das fotos que lhe tiram no infantário, todos os dias, além de outras peripécias. Ambos estão sempre a lembrar-me que posso contar com eles. o meu irmão, então, está sempre a relembrar-me disso.

Mesmo eu não estando presente em carne e osso, vou estando presente e acompanhando à distância (ainda que estando perto deles), o dia-a-dia dos meus sobrinhos.

Ela vê-me feliz com o entusiasmo que tenho manifestado neste novo desafio que considerei para a minha vida - o princípio da mudança de vida - e no outro dia contava-lhe que estava muito chorosa, porque me tinha emocionado por causa deste episódio. À medida que lhe ia contando o que se tinha passado, as lágrimas corriam-me cara abaixo. Ela sabe o quanto isto é importante para mim, o quão desafiante se tem demonstrado e a capacidade que tem tido para me demonstrar que sou muito mais capaz do que o que julgo.

E querendo dar o seu contributo para me manter com a motivação em alta, tem tirado umas fotos às frases do dia, do infantário do T.
Hoje a foto chegou-me outra vez ao coração, e lá me voltei a emocionar. 

Para todos os que precisam de um empurrãozinho de optimismo, aqui vai o meu contributo. Espalhar felicidade, ou fazer nascer alguma onde ela seja menos fértil. Bom dia!




quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Acabar em beleza

Amanhã nem devo conseguir abrir as asas para pôr desodorizante... Ou lavar o cabelo.

Mas o treino despertou a gaja que andou meio adormecida todo o dia. E foi MUITO BOM! Um dos que mais gostei! Apesar de andar com carga extra nos tornozelos, durante o treino todo. 

Adenda: Finalmente a balança voltou a mexer de forma significativa.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Sorriso de orelha a orelha!!

Esta manhã, antes de sair de casa [cedo, muito cedo] estive à conversa no what's app (sim, finalmente deixei de ignorar a aplicação) com uma antiga colega de trabalho, que agora está na concorrência. Na empresa, tivemos uma estreita ligação profissional e, depois da sua saída, felizmente o elo ainda não se perdeu.
Ela é rapariga para metro e oitenta, e um dos seus passatempos favoritos era armazenar tabletes de chocolate de 200 g, para ir comendo uma, pelo menos, ao final de cada dia. Escusado será dizer que, muito tempo sentada e tabletes de chocolate não fazem boa combinação para conseguir um corpinho Danone...
Actualmente, malha todos os dias no ginásio, mas disse-me que era muito difícil aquele esforço. Que oitenta por cento dos resultados eram devidos à alimentação. Acabei por lhe dizer que, no meu caso, os resultados não se deviam a isso, mas sim ao controlo da ansiedade. Eu sempre tive cuidado com a alimentação. Esbardalhava me no pão, forte e feio. Coisa que agora, por resolução própria, não tem lugar na minha alimentação, para não ter a tentação de voltar à fase enfardadeira. Tirando isso, só os cuidados normais que qualquer pessoa deve ter.

Cada um com a sua luta por uma vida saudável. Cada caso é um caso. Não creio que nenhuma pessoa com peso a mais, sejam 5 ou 50 kg, se sente feliz. Pode fazer de conta que o é, mas no seu interior sente-se a chorar, com pena de si próprio e de não conseguir mudar.

Não digo que é fácil. É preciso força de vontade e muito estímulo para lutar por si próprio. É não cair nos dias maus e sorrir orgulhosamente nos dia bons. Dar valor a nós próprios. Não nos destratarmos.

Estão volvidos dois meses e cinco dias que entrei no ginásio. Há pessoas que deram por mim no primeiro dia. Lembram-se de como era. Hoje uma delas - um treinador que parece que treina famosos- deu os parabéns ao meu treinador pelo excelente trabalho que tem feito comigo. Que o resultado é gritante. O M. ficou sem palavras e eu escondi uma lagrimita de orgulho. Por mim e por ele.
Hoje saí com o ego afagado, com um sorriso de orelha a orelha, que dificilmente alguém me conseguirá tirar, pelo menos até amanhã de manhã...
Quando cheguei ao carro, chorei e sorri em simultâneo. Estou muito, muito orgulhosa destes últimos dois meses.
Eu não desisti. Eu fui capaz. Eu tenho que continuar a ser capaz.

Descubra as diferenças

Este domingo foi o baptizado do meu sobrinho mais novo. 
Quando cheguei, já grande parte das pessoas estavam presentes e, as de família,mais chegada, olhavam-me com surpresa. Houve outros, da esfera de amigos do meu irmão e cunhada, com quem também me dou, não me reconheceram. Admitiram que só me conheceram depois de eu ter aberto a boca para cumprimentar. 
Houve rasgados elogios à aparência, que nem era nada de especial, já que não havia grandes produções de maquilhagem e a roupa era bem simples. No dia anterior fio pintar a raiz do cabelo, porque os brancos já cá moram e notam-se logo, apesar de ter pintado recentemente, mas não houve qualquer diferença na cor, e só a franja foi cortada. 
É certo que tive que me rir para dentro. Porque as pessoas acharam que efectivamente eu estava muito diferente, tendo sido a diferença atribuída talvez ao cabelo. Não sabiam definir o que realmente estava diferente. Mas achavam que estava. Ao ponto de não me reconhecerem (embora eu ache exagero). 

O ginásio anda a fazer efeito. Está comprovado. As pessoas conseguem perceber a diferença. Só não conseguem perceber onde ela está. Porque de resto não mudei nada.
Acho que isto justifica porque escrevo tanto sobre as minhas idas ao ginásio. Os resultados deixam-me feliz, e o exercício, mais relaxada. 

[já havia quem me tivesse dito, que se notava a perda de chicha à retaguarda. No sábado fui ao meu irmão, com uma roupa mais justa que o habitual. E também ele reportou a diferença. Fez questão que eu soubesse que se notava bastante. Não posso negar que saí de lá com um sorriso de orelha a orelha. Acho que é realmente mais evidente, quando uso roupas justas. Porque usando roupa um pouco folgada a diferença não é tão notada].

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

a paciente (mas pouco!) e a médica foram surpreendidas!

Se a manhã foi passada em expectativa, dado que tinha consulta de cardiologia, a tarde foi meio eufórica pelos resultados da reavaliação.
Já é do conhecimento público a minha alergia a médicos [quase todos]. Fui perdendo a alergia a algum - só me lembro de um caso, que a alergia já não se faz notar. Aliás, põe-me um sorriso na cara, e ultimamente, não é a dentista...
Os sintomas são normalmente uma grande ansiedade, palpitações e suores frios- sem falar na pressão alta.
Portanto, sendo hoje a segunda consulta de cardiologia, um mês após a primeira, tinha os sintomas pré-consulta habituais. O que não iria abonar na avaliação a ser feita mal fosse ligada à máquina.
Fui logo avisando que a pressão arterial era capaz de estar alta. Quanto ao peso, pensei logo que o raio das balanças analógicas nunca são a meu favor. Ia portanto à espera de uma avaliação de resultados catastróficos quando comparados com os dados pela balança lá de casa ou da farmácia.
Fiquei parva quando a médica mede a pressão, dá um sorriso e diz: excelente, excelente. Muito bem. A pressão está excelente.
Passei à balança, calçada e tudo, e acusou uns bons quilos a menos relativamente à primeira avaliação. Nada que eu não soubesse, embora não me lembrasse do valor do peso registado na primeira consulta.
A médica repetiu, vezes sem conta, os Parabéns. Perguntou onde era o ginásio e que alimentação estava a fazer.
Perdi a alergia à Sra. Dra. e comecei a falar com tal entusiasmo que a médica ficou contagiada com a minha alegria e só repetia: está de parabéns! Mesmo. Nota-se que está motivada. Continue assim. Fazemos nova avaliação dentro de seis meses.

Acompanhou-me à porta. Deu-me um sorriso de orelha a orelha. Piscou-me o olho e disse: porte-se bem!
E, tal como costumo dizer sempre, assim lho fiz: eu porto-me sempre bem, não me deixam portar mal!
Já tenho a autoridade [PT] agarrada ao meu calcanhar, que não me deixa por o pé em ramo verde. Não lhe posso contar nada destes resultados e dos meus objectivos próximos! 😁 Começa logo em modo autoritário.





domingo, 25 de agosto de 2019

Furacão com intensidade 116/66 mm Hg

Ontem entrei no ginásio mal as portas abriram. Tenho um "dois em um" objectivos para concretizar, até ao dia 31 de Agosto. Ou se quisesse ser muito rigorosa, devia ser até ao dia 4 de Setembro, quando completar dois meses de frequência do ginásio. Não os contei a ninguém, mas ando a trabalhar afincadamente para os atingir.
Ainda não estava muita gente. A estagiária foi medir a pressão arterial e fazer o registo para o PT saber e registar na segunda. Foi a mais baixa de sempre, desde que comecei os treinos, ao nível que deveria ter em situação normal. E o comprimido tinha acabado de ser tomado há dez minutos. Portanto, sem tempo para fazer efeito.
A notícia (boa) logo chegou aos ouvidos da dona do ginásio, mas já eu estava na passadeira, ao lado de um senhor com algumas particularidades. Não consigo lembrar-me do nome. 
Ela estava em euforia com os valores. Mas, por estarem tão baixos receou que o treino me provocasse um desmaio [presa por ter cão, presa por não ter]
Ela pediu - lhe para tomar conta de mim, já que ele será uma espécie de enfermeiro:
- tome aqui conta desta mulher furacão; ela tem a pressão arterial mais baixa de sempre antes do treino. Esta mulher é um case study
Já não houve treinador naquele ginásio que não fosse fazer-me o registo da pressão arterial. Até parece que disputam para ver quem regista a melhor. 
No final do treino, a dona do ginásio não quis que a estagiária fosse fazer a medição. E foi a loucura total... A pressão arterial estava ainda melhor. 
A caminho de cumprir os objectivos. Oxalá não haja nada a compromete-los. Mas ainda há muito para fazer. Tanto, tanto! Não quero anular as curvas mas gostaria de as modelar convenientemente.
Por agora, estou feliz com esta conquista. Um dia de cada vez. 

[e, ontem, não resisti a comprar mais uns ténis para o ginásio. Lindos e confortáveis. Porque eu mereço.] 




quinta-feira, 22 de agosto de 2019

dói aqui, ali e acolá

esta manhã é que foram elas... as dores resultantes disto. Foi bom, pois foi, mas doze horas depois, não escapei a elas.
colocar o champô no cabelo e lavar a cabeça, só baixando esta e evitando levantar os braços. 
apertar o soutien atrás, foi outro ai, ui, dói-me tudo!  

Até baixar a pala do carro que protege do sol me pareceu uma tarefa hercúlea!
E ir para a minha secretária, quando cheguei ao trabalho? Tenho que subir dois lanços de escadas e com mala e tralhas às costas, cheguei cá acima prontinha a deitar-me no chão.
pegar na garrafa da água, só com as duas mãos e não a posso elevar muito.e põr o cabelo atrás da orelha? uma coisa tão simples! dói!

Já para não falar nas dores nas coxas e no rabo.

Nem quero imaginar qual vai ser o "programa das festas" para o treino de logo [a ignorância é uma bênção]. 
Uma coisa é certa, isto pode doer-me à brava, mas não vou dar parte de fraca. e pôr-me com lamúrias. nada disso.





quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Antes não te calavas, agora não falas no ginásio. Já desististe?

Não, não desisti e nem para lá caminho. Para a desistência.

É verdade que ando a pagar uma nota preta, mas tem valido muito, muito a pena.
As festas vieram arruinar um pouco a progressão nos resultados. Noites sem dormir, a quantidade de água bebida foi menor, sem horas para comer e muito stress. Só isso desregulou o organismo. E só no fim de mais de uma semana, o regresso às rotinas, sem deslizes no treino, os resultados positivos na balança se tornam a ver. Há quem não acredite que já perdi tanto peso em tão pouco tempo, mas isso a mim não me aquece nem arrefece. Nem o treinador me pede essas satisfações e é o que tem mais direito de as ter. Ele tem a noção que é visível e isso basta-lhe. Nota-se principalmente no volume. Se isto continuar a progredir bem, tenho de mandar apertar o vestido, ou comprar outro tamanho abaixo, para o baptizado do meu sobrinhito, em inícios de Setembro.
Admito que o treinador dá a motivação para não desistir, mas também assumo que o meu pensamento é o de trabalhar cada vez mais e melhor, para obter resultados. Se estou nisto, que seja com tudo. 
A pressão arterial melhorou, embora ainda ande a tomar medicamentos. Os pés não incham mesmo continuando a estar sentada muito tempo. Tenho mais flexibilidade de pernas e braços. Os glúteos estão mais definidos e musculados, tal como as pernas. Bebo, pelo menos, dois litros e meio de água por dia. Antes era um sacrifício beber uns mililitros. Era impensável há dois meses atrás, imaginar que encharcaria a roupa toda num treino. E que ficaria contente por isso. A roupa fica a pingar da transpiração. Eu, que não transpirava nadinha, agora até o soutien de desporto se pode torcer tal é o grau de transpiração.
Ontem com a neura, não fui à aula dada pelo PT, e resolvi fazer um treino de uma hora e quinze minutos sem parar. No fim, quase que podia fazer outro treino igual. A neura só me deu energia em dobro, que eu não consegui gastar toda. Mas soube-me pela vida. 
Ele percebeu que eu precisava daquilo para gastar energia, e por isso, hoje começamos um ciclo novo. 
Não me escapei à passadeira - e não me importo com isso - mas todo o resto do treino foi menos público, numa sala, com circuito de cinco estações, cronometrado, que tive de fazer, sem descansar. E foi brutal. Meteu trampolim, equilíbrio a fazer agachamentos em cima de uma meia esfera (que eu não me lembro como se chama) com ajuda de TRX, cordas, flexões com step e uma espécie de escadas onde tinha fazer um sprint. Adorei fazer aquilo tudo, mesmo com todo o cansaço que fui acusando. Ele percebeu que eu adorei e ficou radiante com isso. Portanto as duas partes ficaram contentes. No fim, a medição da pressão arterial, que já é da praxe, ele parecia um puto a quem tinha sido dado um doce. A pressão arterial nunca esteve tão baixa depois de um treino como hoje.
Tenho dias maus, mas mesmo esses motivam-me para ir treinar. São os que me motivam mais. O treinador é de um profissionalismo exemplar, e tem imenso jeito para explicar e corrigir, além de ter um óptimo sentido de humor. Faz-me rir imensas vezes.
Noutras circunstâncias sentir me ia bastante inibida de trabalhar com ele, mas continuo a achar que foi mesmo o melhor que podia ter acontecido. E tem muita paciência para me aturar. Embora ele não ache graça nenhuma quando eu e a dona do ginásio nos pomos a rir e aos cochichos. Se um demónio já é mau de aturar, então dois nunca se sabe o que pode dali vir, acha ele. E nós as duas rimo-nos, quando ele olha para ambas e enruga a testa de preocupação por nos ver juntas. Acha que não vem coisa boa com as duas juntas.
Posto isto desta forma, parece tudo fácil. Não é. Tem exigido de mim muito rigor e dedicação. Vontade de ir não tem faltado. Mas também tem havido muito trabalho psicológico. 
Enquanto houver motivação, estou lá batida, todos os dias. E saio com sentido que fiz o meu melhor. Mesmo que isso seja pouco comparado com outros frequentadores do ginásio. Mas não me importo.  O meu trabalho é que conta para os meus resultados. 

domingo, 4 de agosto de 2019

E tu pecaste?

Pequei. Não devia, mas pequei. E estou mesmo arrependida. Muito mesmo.
Noventa anos de alguém era um argumento para pecar mas admito, foram a gula e as hormonas os argumentos mais fortes.(ai a balança que não me vai perdoar). 
A fatia do bolo era doce demais para o meu gosto, e sei o quanto amanhã isto me vai custar, principalmente naquela máquina do Demo que existe no ginásio, chamada escadas. Se na sexta me recusei a fazer mais do que os cinco minutos (que parecem cinquenta), apesar do M. me ter dito para fazer dez, no sábado, sem ele, obriguei-me a fazer os dez e ver o suor a cair em bica dos pulsos, para o chão. Muito esforço de glúteos, pernas e braços. E o orgulho inchado e a língua de fora. 

Na sexta, comecei a queixar-me logo na passadeira, choraminguei mesmo todos os exercícios, só lhe dizia que estava cansada, e via-o franzir o sobrolho de preocupação, porque nunca me ouvira queixar tanto. No fim da parte do boxe, deitei-me no chão do ginásio, quase morta, e ele estranhou de todo a minha falta de pilhas. E os meus palavrões em surdina. 
Há dias que o corpo diz que já não tenho vinte anos. 

A pressão arterial tem estado fantástica, as treinadoras que ma vão medindo (o M. adora mostrar-lhes que deixar-me treinar no início das idas ao ginásio prova a teoria dele), ficam surpreendidas com o antes e pós-treino. Ao ponto da dona do ginásio me "obrigar" a gravar um vídeo do report do treino de sábado, para ela lho enviar. Esta semana tirei-lhe a língua e disse-lhe que  tinha feito 10 minutos na máquina do Demo. Ele mandou-me uma SMS a congratular-me. Amanhã já se esqueceu e arranja-me uma coisa dolorosa p'ra fazer. Principalmente depois de me perguntar como foi o fim de semana, e eu não for capaz de lhe mentir sobre a fatia de bolo de chocolate que comi e não devia. (apesar de eu saber que ele é um guloso de primeira, que sonha com frascos de Nutella e bombons de chocolate). 

Estou espojada no sofá, a dar descanso às pernas e aos braços, porque amanhã isto vai doer. Bué. Bué!!! 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A coça de amanhã





O entusiasmo tem sido tão grande que é difícil conter-me e não estar sempre a falar no assunto. Tem sido daquelas paixões assolapadas sem justificação (afinal é coisa que até faz sofrer!).
Talvez porque todas as outras coisas onde estou envolvida há muito me deixaram de realizar. Agora deixam-me frustrada e contrariada, porque estão longe de se coordenar com a minha forma de trabalhar. Desorganização e tudo tratado no limite mexe-me com os nervos e não me traz felicidade nenhuma... Tem sido mais um motivo de stress que outra coisa. 

Portanto, amanhã comemoro um mês de ginásio (ui tanto tempo!), a ir todos os dias excepto domingo. alguns dias fui duas vezes. E hoje estou morta... 

Parece que, nestas circunstâncias nos dão oportunidade de nos vingarmos do treinador. Por tudo o que nos faz sofrer... 

Assim sendo, já pedi luvas emprestadas ao meu irmão, para usar amanhã (no fim de semana lá vou investir uns cobres numas luvas mais femininas. Já gastei mais em equipamento desportivo este mês do que em outra roupa o ano inteiro). 

Amanhã lá estarei pontualmente, para dar uma coça ao treinador. Não sei se vou ser bem sucedida mas vou-me divertir à brava. E cansar-me e suar em bica. No fim digo que valeu a pena. Tem valido sempre, mesmo que me esteja sempre a queixar.

[claro que não é dia de bater no treinador, mas acordámos treinar um bocadinho de boxe, com saco e corpo a corpo - não sei o que vai dar, mas alguém com 1.80m e cheio de músculos vai levar a melhor do que eu]


segunda-feira, 29 de julho de 2019

será que estou mesmo a mudar [radicalmente]?

O chefe/patrão chegou hoje de férias. estacou no meio do escritório, olhou para mim e disse: Bem... está tão diferente... 

e eu: acha? eu disse à cabeleireira que queria um penteado mais radical, mas parece-me que ficou igual à última vez... para grande tristeza minha. nem sei como consegue ver alguma diferença. nunca repara que traz o atacadores desatados, quanto mais o resto...

ele: nada disso. falo do seu ar, parece bastante mais magra (ele exagera sempre, nem o levo a sério). a cara está completamente diferente... estou mesmo a falar a sério! a diferença é bastante notória, e eu só estive fora uma semana! não sei se perdeu peso, mas volume é bastante evidente.

[fiquei sem saber o lhe dizer].

Nas conversas de ontem: tu que sempre foste tão reservada, agora queres fazer uma tatuagem. ainda tens mesmo essa ideia? assenti. 
Pulseira no pé, a ideia de um penteado radical... o que mais vais tu lembrar-te? nem te estou a conhecer! Respondi: talvez tenha deixado de me preocupar com aquilo que os outros pensam e tenha passado a viver como me apetece... pelo menos, ando a tentar.




Adoro a minha pulseira.

O estado (um pouco grave) das coisas

Estes últimos dias não foram fáceis. Mais a nível psicológico, embora fisicamente também não tenham sido melhores. Ando toda partidinha... Treinos seis dias por semana e alguns dos dias, duas vezes no mesmo dia.

ando um tanto ou quanto viciadinha, confesso.

Andei aqui a patinar com a questão da saúde. agora estão as coisas um pouco mais dentro da normalidade. Precisei afrouxar, estabelecer prioridades. avaliar os meus comportamentos. resguardar-me na introspecção.
Sou de uma teimosia ímpar, sem dúvida, mas assustarem-me não me ajuda absolutamente nada. pelo contrário. agrava-me a ansiedade.

A semana passada começou mal; é possível que não tenha retrocesso, com grande pesar meu, mas não vou impor a minha presença a quem não a quer.
Na altura em que possivelmente precisava de calma, alimentar o meu medo, uma conversa piorou significativamente a situação. tentei ter graça, desvalorizar a situação, muito para me acalmar, quando no fundo, estava completamente amedrontada, em pânico. Queria sentir-me uma muralha, para segurar os meu próprios medos. Houve quem não percebesse o meu pedido de ajuda implícito, na minha tentativa de humor. Precisava falar, mas não fui entendida assim. às vezes, há paninhos quentes que não curam mas aliviam. mas quem sou eu para pedir ajuda a quem não me deve nenhuma?

Eu sabia os riscos que corria se, de repente, o coração não aguentasse todo o esforço físico que lhe andava a impor somado aos níveis de ansiedade altíssimos. A ansiedade que se criou, pensando eu que já não iria a tempo de desfazer a asneira que demorei meses a aperceber-me que andava a fazer. Adiar à espera que passe, não é solução.

aliviou a ansiedade, quando a cardiologista disse que o coração estava a resistir incólume à pressão alta contínua que eu o sujeitava. que estava a fazer tudo bem, mas que iria mesmo ter de tomar um [supostamente] hipotensor, para ajudar a resultados mais imediatos.

Enquanto isso, só de pensar que teria de chegar ao ginásio, me mediriam a pressão e veria o ar assustado das treinadoras e da dona do ginásio, punha-me a ansiedade nos píncaros. O único que acreditava que o treino não iria trazer-me qualquer desvantagem era o PT, que nunca me deixou vacilar, mesmo quando depois da toma do medicamento, sem resultado, eu quis desistir dos treinos. Foi de um apoio psicológico tremendo.

Tomar o medicamento prescrito pela cardiologista teve efeito quase zero. e aumentou outra vez os meus medos.
Quis desistir dos treinos até que o medicamento fizesse efeito. Senti-me impotente, perdida. O M. com toda a sua paciência e o seu comportamento cuidador, impediu-me de desistir. abafou-me os medos, pediu-me para ter calma, que confiasse nele, que tudo se ia resolver. usou a minha expressão de "um dia de cada vez", para eu dar tempo ao tempo.

Na ida à médica de família, depois da da cardiologista, uns dias depois,  só de pensar que ela me ia puxar as orelhas, fez-me acelerar o coração, mais do que já estava.
Comecei por lhe dizer que não me desse um raspanete, admitia a minha culpa em adiar sucessivamente uma consulta com ela, e a ido ao cardiologista sem o aval dela, tinha sido um acto de desespero. Sorriu-me e disse-me que me acalmasse. foi uma longa hora a descrever-lhe a situação, a analisar exames, a  trocar impressões. Aconselhou-me a deixar o trabalho. Discordou do calmante que a cardiologista me deu - tenho muita energia, que está a ser bem canalizada para o exercício físico, bem acompanhada pelo M. (PT), e não quer de maneira nenhuma que me torne uma mosquinha morta. discordou da toma do hipotensor dado pela cardiologista, quer na sua acção quer no momento de toma, mas ainda assim, deu-lhe a oportunidade que, quer-me parecer não será para tomar durante muito mais tempo. Seguindo instruções dela, se a pressão arterial baixar em demasia, há que retirar.
e uma toma apenas do Beta bloqueador que me prescreveu, teve efeitos imediatos.
E como diz o M., foi maravilhoso ver a alegria da minha cara, quando antes do treino, a pressão arterial estava fantástica. Depois do treino baixou ainda mais e acabámos os dois por ter uma longa conversa. acho que agora vou ter mesmo de me deixar de lamúrias, porque vai ser a doer (ainda mais). pressinto que agora nem lhe vou poder dizer que já não consigo mexer mais um músculo sequer.

Apesar de eu ter todas as análises e exames a enunciar muita saúde, a ansiedade do dia a dia, pôs a máquina a soar alarmes. Ir para o ginásio, foi sem dúvida,a  melhor decisão que tomei, quanto a isso. Não tomei a decisão sozinha, houve quem me mostrasse o caminho, e a quem agradecerei para sempre. Um pequeno gesto, que parece estar a mudar o rumo completo da minha vida. e não, não é exagero meu...

Com alguma graça, dizia a médica de família, ainda haverá uma gravidez se eu andar à chuva... 
Perante a minha honestidade, ela não só não foi capaz de me dar o raspanete, como me deu felicitações. Indicou-me que devia fazer Pilates - eu e o M. andamos a discutir isso, possivelmente ainda não é a altura apropriada dado o meu excesso de energia. Ela quer ver-me dentro de dois meses, com os resultados que consegui até à data, duplicados. No fim, deu-me um forte abraço, dois beijinhos e disse que eu a tinha surpreendido, e estava muito orgulhosa.
O M. fala que está muito contente de ver o brilho de felicidade nos meus olhos. que só isso, é o suficiente para ver o trabalho recompensado.

Será que há males que vêm por bem?


segunda-feira, 22 de julho de 2019

O Demo anda a ver se me tenta.

Se havia coisa que me confortava contra o stress era o pão. Aliás, bastava a comida não ser grande coisa no restaurante, para desatar a enfardar pão. 
Chegar a casa depois de um dia cheio de chatices, o que mais prazer me dava era comer pão. Pão com manteiga dos Açores. Com queijo Limiano ou Terra Nostra. Pão com queijo de cabra fresco. Pão com dentes... O pão era o meu escape. Adoro pão.

Estou há cerca de vinte dias sem comer pão. Há duas semanas comi dois pedacinhos de broa com sardinhas. É a única situação em que gosto de comer broa

Mas pão... Há duas dezenas de dias que não entra cá. Não estou proibida de o comer, mas não sinto falta. Não o compro. Não há tentações. 

Hoje precisei de uns ovos e fui à minha mãe. Depois do treino. Antes do jantar. 
Qual foi a primeira pergunta que ela me fez? Tenho pão acabado de sair do forno. Levas um?
Proibi-a de mo mostrar sequer. Só de pensar em pão caseiro, cozido em forno de lenha, é logo de ficar a salivar.

Levas um pequenino.

Recusei e fugi logo, já com os ovos na mão. 

O Demo anda a tentar pôr me à prova. Para já, não me fez cair em tentação. Que assim continue.

Manter o foco. É essa a ideia. mas um dia de cada vez.

domingo, 21 de julho de 2019

Dos meus lugares favoritos...

O exercício fisico foi feito fora de portas, já não muito cedo, mas o sol ainda estava envergonhado.
Inicialmente tive frio. 
Fui dar trabalho ao joelho, que anda teimoso. E um bocadito inchado. Gosta mais de exercício do que estar quieto. 

E a paisagem deu para relaxar. Fui para perto do mar mesmo tendo uma ciclovia ao pé de casa. 
Soube tão bem.









sábado, 20 de julho de 2019

Fio de terra

Para ajudar a descarregar toda a energia num ginásio quase vazio, hoje a minha companhia foi Linkin Park. Do princípio ao fim. Terapêutico.


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Eu não acreditaria...

Se me dissessem há um mês que eu iria gastar uma pequena fortuna em roupa de treino, eu chamaria a pessoa de doida. 

Hoje passei um pedaço do dia numa loja cheia de lingerie  sexy, com uma rapariga gira, assumidamente gótica, que me tentou tirar diversas vezes as medidas às mamas e vender meia loja... Eu só ia à procura de roupa confortável e imperceptível, para o ginásio (e por acréscimo umas coisas giras para ocasiões a condizer) e acabei com uma consulta de bra fitting marcada para sábado... A fulana era estagiária e para me vender lingerie parece que alguém me tem que "tirar as medidas" que, segundo ela, infelizmente  ainda não pode. Mas não lhe faltou vontade. 
Portanto, depois deste encontro imediato, acabei numa loja de desporto a comprar umas quantas coisas para andar confortável enquanto dou "o corpo ao manifesto". 
Esta reforçado o stock de roupa de treino. Na semana passada já tinha arranjado outra conta idêntica... 
No sábado vou estragar me em coisas mais delicadas. 



Fui ver se me cansava...

O joelho ainda não está recuperado. 
Os treinos com o M. têm sido puxados mas cuidadosos para não haver lesões. 
Hoje fiquei em casa. Precisava desanuviar. Acordei com uma brutal ansiedade. Notei um aperto no peito. 

Por isso, passei pelo laboratório de análises clínicas e fui cansar-me.
Ainda tenho muita energia para dispender, mas estou ben melhor do aperto. 
Logo à tarde volto ao ginásio. Treino com o M. Não sei do que se vai lembrar hoje... Mas vai ser bom. De certeza.

E eu ainda estou muito longe do desejável, mas agora é sempre a melhorar




Admito...

Que nao estou a saber envelhecer...

Está a fazer-me muita confusão. Pensei que a crise da meia idade já tivesse passado.

Talvez hoje só esteja de visita.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

defeito e feitio

Gosto de controlar [para evitar imprevistos]. 

Odeio ser controlada [porque quem o faz, muitas vezes, julga que sabe mais do convento do que quem lá está dentro].

Confesso que, ultimamente, como andam comigo debaixo de olho, tenho que me conter para não stressar. e até tenho sido bem comportadinha. Não tenho outro remédio!