terça-feira, 29 de outubro de 2013

hoje o meu irmão fez anos

Em casa dos meus pais abundou boa educação, respeito, rectidão e justiça. Ai de nós que puséssemos o pé em ramo verde. Apesar de sempre sabermos que éramos a luz dos olhos dos nossos pais, nunca existiram muitas palavras de afecto. O meu pai não é propriamente a pessoa mais eloquente quanto a sentimentos, mas sempre tivemos a noção- pelo que ia dizendo aos outros- do orgulho e amor que sentia por nós. Ainda hoje é assim. 

Acho que foi o meu marido que colmatou esta minha dificuldade em expressar afectividade, assimilada da educação que tive. Ele é a doçura em pessoa. Agora já me é mais fácil dizer que gosto, que amo. Contudo, continuo a preferir escrever a falar sobre o meu gostar.

Em dias como o de hoje, em que o meu irmão fez anos, e na impossibilidade de lhe dar os parabéns pessoalmente, deixei-lhe um cartão escrito com o presente. Respondeu-me que gostou de tudo e ainda mais do cartão. Comoveu-me. Ele será sempre o meu menino (carinhosamente é assim que o tratamos quando falamos dele), apesar dos seus 32 anos. 

Fico muito contente por sermos dois bons irmãos, apesar das nossas diferenças. Desejo e orgulho-me da harmonia que existe entre os dois e, ditada pela educação que tivemos,  tudo fazemos para que nenhum de nós se sinta prejudicado/beneficiado em relação ao outro. A felicidade dele é também a minha.

Hoje foi um óptimo dia para lhe dizer que gosto muito dele; e ele retribuir com um "gosto muito de ti, sabias?".




domingo, 27 de outubro de 2013

do domingo maior mas já sem sol

Vim de férias mas trouxe algum trabalho comigo; ainda a ser enviado esta noite. Depois quero largar tudo e esquecer isso durante 4 dias e  3/4 (tenho jantar da empresa, sexta ao final da tarde, ainda passo pela fábrica antes). Vai ser difícil porque devo ter sempre alguém a lembrar-me.

De manhã não me apeteceu pegar em folhas de excel e revisitar a minha caixa dos cinquenta mil email (não é força de expressão). Andei de volta do nosso quarto. Janela aberta  e música para me acompanhar a tapar fissuras na parece; esta semana vou pintá-lo. Não me está a apetecer muito pintar o tecto, mas se tiver de ser... Andei animada ao som de bossa nova; aprecio muito este estilo de música. até dei uns passinhos de dança mesmo sozinha.

Mas agora vejo-me obrigada a pegar nas ditas coisas que esqueci o dia todo,que deviam ter ficado a cem quilómetros daqui. Tratar disso é capaz de me evitar umas quantas dores de cabeça e telefonemas.
Prometi que não ia chatear-me com nada do trabalho. Prometi-me isso, a mim e a uma das minhas colegas/amigas de trabalho de quem gosto muito. Nós as duas amparamos os golpes provocados por uma terceira, que me vai ficar a substituir. Percebe tanto daquilo como eu de lagares de azeite. Um ano passado depois da sua entrada  na empresa continua a ter muitas dificuldades nas coisas mais básicas. Tenho medo dos seus erros. Já falei nisso várias vezes. Adiante.

E para que isto custe um bocadinho menos, volta-se à Bossa Nova e acompanha-se com um chá de lúcia lima. Toca a abrir folhas de excel e trabalhar estes números até à hora do jantar.






nunca fui a Paris

Nem nunca tive grande entusiasmo para ir. Não é um destino que me seduza por aí além. Talvez eu esteja mal informada para não me sentir cativada pela Cidade Luz.

Apesar disso, assim que vi o tecido com motivos de Paris fiquei encantada - muito vintage, muito ao meu gosto. Soube logo o que queria fazer dele.
A agenda preta estava comprada há algum tempo; queria que fosse diferente da de  2013.Queria uma agenda com elástico e marcador. A ideia andava a amadurecer na cabeça e o investimento estava feito.

Ontem, houve serão caseiro, nasceu uma capa para agenda; com ele a estudar e eu em pulgas para pôr a ideia traçada em prática, pus mãos à obra.  A noite permite-me estudar soluções com mais clareza. A minha criatividade também se encontra mais desperta. Contudo, a noite também é inimiga da perfeição, não é só a pressa. Confesso  [pronto!], queria saber os resultados da minha ideia.

Sou uma auto-didacta. Não conheço soluções diferentes das que vou construindo na minha cabeça. Mas elas existirão certamente, mais rápidas e mais perfeitas. Eu cheguei lá, por outros caminhos, possivelmente.

Para primeira vez, acho que não me saí muito mal. O marido - que é filho de costureira, analisou minuciosamente e deu umas dicas - concordou que estava muito gira. Está um pouco imperfeita [há pormenores que fazem diferença], mas ainda vou a tempo de lhe dar mais uns toques, para que fique um bocadinho melhor.Com tanto pormenor nem sei se lhe coloque um berloque na extremidade do marcador. É a dúvida, agora. Um pormenor, diriA.


A minha agenda de 2014 ter um ar parisiense embora eu nunca tenha ido a Paris. Um dia irei.



Quando me cansar faço outra capa, e é só tirar esta e colocar outra.

sábado, 26 de outubro de 2013

Vamos colorir 2013 [Outubro - Autumnal 4]


A ideia para mais um presente está na cabeça. A ver se o tempo deixa concretizar.

eu fui sempre assim

Eu sou uma das pessoas mais desinteressantes que conheço. Digo-o muitas vezes em conversa com aquela pessoa que vive dentro de mim. Já o começo a dizer em voz alta a algumas pessoas. Sei que zangam, mas não têm razão. 

Talvez por isso, não sinta grande vontade de conhecer pessoas. De lhes contar a minha vida. Deixo que falem da delas [as pessoas são óptimas a falar delas, não sei se alguém já reparou]. Sinto-me incapaz de dar voz ao que sou. Eu, que encontro a beleza em todo o lado, em todas as faces com que me cruzo. Acho que todas as pessoas são bonitas. Mas também as há muito interessantes. 

Talvez por me achar desinteressante, dê por mim a sair de cena, de mansinho, devagarinho para não darem conta que já ali não estou. Para não lhes admitir que não sou suficientemente interessante para estar na vida delas [ao ponto de lhes abrir o meu coração]. Talvez por isso, só me sinta confortável com os que me conhecem mesmo, mesmo bem. Os que fizeram por isso, não desistiram face aos meus argumentos e aos meus silêncios.

Este blogue é o sitio onde eu mais falo de mim. ninguém faz frete de me ouvir; fecha ali a cruzinha e pronto . por isso é que me vai continuando a apetecer estar por aqui.






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

um iogurte ao fim do dia nem sabe o que aconteceria...

As pessoas riem-se quando conto que me acontecem coisas insólitas; penso que acham que exagero e muitas vezes não conto nada com receio que me tomem por mentirosa, tal é o insólito da situação.

Hoje foi um final de dia insólito. 

Saí do trabalho já perto das 20h. Como não vou trabalhar na próxima semana, recolhi o iogurte que não comi, do frigorífico do escritório para trazer para casa. Entrei no carro e andei uns três quilómetros. Enquanto magicava parar no supermercado para comprar uma coisa que tinha na ideia, senti fome e lembrei-me do iogurte. Dado que ia a conduzir, resolvi agitar o iogurte para o tornar líquido, uma vez que não poderia usar a colher para o comer.  Dei conta que a tampa parecia estar a ceder mas não me preocupei. Entretanto, achando que o iogurte estava capaz de ser bebido, faço-lhe um furo na tampa e aperto. Chovia que Deus a dava , eu tinha os olhos postos na estrada e o copo do iogurte na mão direita. Continuo a apertar a embalagem. De repente, tudo à volta ficou cheio de iogurte, tendo uma parte sido espremida para a minha camisa preta. Tive de ir um bom bocado de olho na estrada, sem tocar nas mudanças e não podia limpar-me. Não havia sitio que não tivesse iogurte. e grande parte dele ia escorrendo pelos braços e peito abaixo. 
Comecei a semana de férias a limpar o carro; havia iogurte em todo o lado. Felizmente não enfrentei nenhuma operação stop. Seria cá uma vergonha...
Nos próximos tempos, creio que não me apeteçam comer iogurtes, só de me lembrar da porcaria que tive de limpar.

Devem ser só a mim que acontecem coisas destas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Vamos colorir 2013 [Outubro - Autumnal 3]



Há cá em casa mais alguns gatos além do meu marido. Esta é parte de uma ninhada de gatos da minha colecção. Não tenho gatos verdadeiros mas gosto particularmente destes que são de madeira, exceptuando os maiores que são de gesso pintado [por mim].