Meeeeedo!
sábado, 30 de novembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Altos e baixos
O nosso casamento já teve muitos altos e baixos, como todos os outros certamente terão. Se nunca se falou em divórcio? sim, algumas vezes. Principalmente quando cada um de nós não conseguia ver as necessidades reais do outro e apenas pensava nas suas. Os momentos egoístas de cada um de nós trouxeram-nos dissabores mas também nos ensinaram a saber responder atempadamente ao outro. Ambos exigíamos um do outro aquilo que não tínhamos para nós mesmos: optimismo, dedicação, força.
Eu não sou de excluir a minha responsabilidade nas coisas menos boas do casamento. Se elas acontecem, a responsabilidade é de ambos. Não é apenas de um. Não assumir a nossa quota é azedar ainda mais o casamento. Estaremos a assinalar que fazemos tudo bem, que nós não temos nada a mudar. Apontamos o dedo ao outro para mudar. É mais fácil.
Ao longo do tempo, temos vindo a limar as arestas na comunicação. A saber antecipar nas necessidades do outro sem pôr em causa o nosso equilíbrio. Antes de exigirmos que o outro esteja sempre connosco, nas nossas vivências e soluções, avaliamos se o outro está em sintonia, sem anularmos a nossa personalidade.
Temos crescido enquanto casal. afinal, dizem que casa que não é ralhada não é governada, não é?
Deste esforço contínuo dos dois, partilhamos bons e maus momentos. Quando os bons acontecem, mesmo pequeninos, damos graças por o outro estar ali, por nos ter ajudado a mais uma vitória.
Hoje ele disse-me que está feliz por um acontecimento que partilhámos ontem. Nem sabemos se o tal acontecimento se concretizará, mas foi óptimo ele dizer-me que aquilo ter acontecido também se deve, não só ao seu mérito como da mulher que vive ao seu lado.
Quando a pessoa que está ao nosso lado nos valoriza, estamos no bom caminho para a relação continuar a crescer e florescer. Acho que sim.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Quero ver para além do visível
A colega com quem me dou muito bem disse-me hoje, sem qualquer ponta de ironia, que eu ainda quero muito acreditar no Pai Natal. Apesar de ser uma pessoa de forte temperamento, não consigo deixar de ter boas expectativas em relação às pessoas. Que espero sempre que as pessoas mudem, aprendam, reflictam e se tornem melhores.
Ela diz que há muito que se deixou disso. que não espera nada de ninguém. que as pessoas são aquilo que são, não aprendem, não mudam, não reflectem e são cada vez piores.
Quero acreditar que todos os actos das pessoas têm uma razão de ser e que, se estivermos alerta, conseguimos evitar desgraças maiores. Talvez eu ainda acredite mesmo no Pai Natal.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O meu pai
O meu pai ainda não tinha 23 anos quando foi pai. O meu pai não é um pai perfeito, como não será o de ninguém. Com a diferença que ele tem uma filha que admite a sua imperfeição. O meu pai é um pai com uma loucura extrema pelos filhos, ao ponto de achar que não crescemos, que não sabemos cuidar de nós. o meu pai continua a falar à minha mãe de que a garota (eu) esteve lá em casa, a garota (eu) disse, a garota (eu) trouxe ou levou... O meu pai tem um orgulho nos filhos (e no neto) desmedido (nós sabemos). O meu pai é vaidoso na família que constituiu, no património que construiu.
O meu pai tem uma assinatura infalsificável - não faltaram tentativas com ele a ver, para nos testar. O meu pai dá erros de ortografia, mas tem uma bonita caligrafia. Sabe a tabuada de cor e fomos castigados vezes sem conta até a sabermos (eu ainda a sei). Adoro fazer contas e não desperdiça papel; dispensa máquina de calcular.O meu pai é muito organizado e gosta sempre de chegar adiantado aos eventos.
O meu pai já usou bigode e só o cortou após eu ter casado. O meu pai já me quis chamar Susel, mas felizmente, no registo não deixaram. O meu pai tem uma memória fabulosa para histórias de antepassados.
O meu pai passou-nos a educação para a honestidade, a poupança, a honra da palavra, para o zelo no trabalho, para a dedicação em tudo o que se faz, para a perfeição. Sempre com dignidade e altivez qb, para não nos espezinharem.
O meu pai tem problemas expressão com as emoções. Nem sempre as palavras que diz expressam todo o amor que sente.
O meu pai tem uma filha que herdou o carácter do pai - com todas as implicações que isso tem. O meu pai é chamado de papá pelos dois filhos, e tratamo-lo por tu.
O meu pai será sempre uma das pessoas da minha vida. Das que mais admiro, mesmo nos momentos mais conturbados da nossa relação.
O meu pai, na sua cabeça, achava que teria uma vida curta como a sua mãe. Já viveu mais do que aquilo que contava viver, diz ele. Em número e em género, acrescento eu.
Haveria tanta coisa para dizer sobre o meu pai. Boas e más. Já tive muitas alegrias e algumas tristezas com o meu pai.
O meu pai chama-se José. Faz hoje anos. Parabéns, Papá! Gosto muito de ti! Nem imaginas quanto!
[versão rascunho, escrito desenfreadamente, a cru.]
domingo, 24 de novembro de 2013
o que acontecerá amanhã?
Por mera coincidência, tanto eu como o marido, amanhã, vamos eventualmente assistir a mudanças no local de trabalho.
Pelo menos, elas foram-nos anunciadas. Se vão acontecer ou não, é o que estamos para ver. Eu tento não pensar muito no meu assunto. Tenho-me mantido ocupada para não pensar. Mas já sei que, para ele, a noite passada foi de insónia. Por motivos diferentes.
Por muito que se tente deixar o trabalho do lado de fora da casa, nem sempre o objectivo é conseguido.
Vamos ver o que nos reserva o futuro.
Aceito estas mudanças
Há um par de dias conversava com uma amiga, que estava mortinha que chegasse o Verão. Queixava-se que o frio era tanto que lhe chegava à alma. Não em sentido em figurado. À séria
A mudança de estação do ano é algo com que me conformo. É coisa certa de acontecer. Não me lamento. Gosto de todas as estações do ano, mas talvez por motivos sempre diferentes da maioria.
Do Outono gosto das cores únicas, das camas de folhas, do vento e das árvores semi-despidas. Gosto dos casacos quentes, dos lenços ao pescoço, das boinas e das botas. Quando chegar o Inverno, hei-de gostar de outras coisas.
Na ida quinzenal à serra usei uns minutinhos para fotografar o Outono. Há duas semanas, as árvores ainda tinham cores mais bonitas, mas eu não ia prevenida nem com tempo para fotos. Ontem foi assim:
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